EXCLUSIVO: Nocaute na Rede entrevista o craque do K1 que se destacou no UFC, Vítor Miranda. | Nocaute na Rede

EXCLUSIVO: Nocaute na Rede entrevista o craque do K1 que se destacou no UFC, Vítor Miranda.

Vítor Miranda conta um pouco sobre sua carreira e diz como será sua volta ao K1.

A O atleta Vítor Miranda se tornou figura importante no mundo da luta. Após sua saída do UFC, o lutador de Joinville volta às disputas de K1, pelo WGP, adversário do brasileiro é Marcelo nuñez que representa o Paraguai. Lex Luthor tem grande experiência no K1 e se orgulha de nunca ter sofrido um nocaute em sua carreira. E contou um pouco mais sobre sua trajetória no esporte e projetos no futuro do mundo da luta.

Vítor você completou recentemente 39 anos e está voltando para o K1, o que você desfrutou e o que espera desfrutar ainda na sua carreira?

 R: Eu comecei a minha carreira no muay thai, que na época era simplesmente a regra do K1, acabei me apaixonando pelo esporte, ali eu enxerguei o que queria para minha vida. Venci alguns GP da modalidade aqui no Brasil e cheguei no meu auge quando venci um GP lá na Turquia. Com a queda do K1, acabei conhecendo o Pedro Rizzo e se tornando sparring dele, com isso acabei me relacionando com a galera do Rio de Janeiro e o Dedé. Acabei me destacando na trocação e fui auxiliado a ir para o MMA, mas o mais engraçado é que na minha segunda luta peguei o “caipira de aço” e tomei um cacete dele no chão. Dedé me disse que tinha futuro e coração, me disse também que era só questão de tempo para a técnica do MMA vir. Em 2013 entrei no TUF, depois UFC e estava “namorando” algumas propostas do K1, que sempre foi a minha paixão e com a volta de bons eventos de K1, reacendeu a chama de lutar o kickboxing. Meu sonho é lutar ainda no Glory, seria show! Seria o fechamento ideal do meu ciclo no esporte.

Você sentiu dificuldades na adaptação do K1 para o MMA?

R: Pra caramba! Tive que correr atrás do prejuízo na questão da luta no solo. Meu estilo de luta sempre foi diferente, gosto muito mais da luta em pé. Sempre gostei de lutar fechadinho e parado, apostando na minha defesa e no contra ataque, contudo se fizesse isso no MMA os caras iriam me desgastar e me agarrar. Busquei renovação para me dar bem nesse esporte.

Vítor você participou da transição do vale tudo para o MMA. Qual é a maior diferença no crescimento da arte marcial?

R: Vamos falar do UFC, o evento tem muito mais entretenimento do que no vale tudo, mas falando de uma maneira em geral, antigamente era arte marcial contra arte marcial, era o jiu jitsu contra o muay thai, era o savate contra o karatê. Antes era mais coração, hoje entrou a estratégia e hoje todos viraram atletas com um estilo de vida mais regrado. Virou um esporte de elite.

Vítor o contrato da Reebok te prejudicou na sua passagem pelo UFC?

R: sim cara, acabei perdendo um contrato de patrocínio altíssimo, pois não podiam aparecer no meu calção de luta, mas teve gente que perdeu muito mais, valores estrondosos para nos lutadores.

Vítor como anda sua preparação para o WGP?

R: Muito boa cara! estou treinando bem, me alimentando bem e espero além de vencer nocautear o meu adversário e proporcionar uma alegria em Joinville.

Vítor falando um pouco sobre o TUF, como foi enfrentar seu parceiro de treino o Antônio Branjão na fase de mata- mata?

R: Nossa é muito difícil, o mais complicado nem é bater ou esmurrar seu amigo e sim saber que um irá ficar para trás. Nas quartas de finais eu senti. Saber que terá que deixar um irmão estacionar seu sonho de ir para o maior evento de MMA do planeta é complicado.

Falando agora sobre o treinador da edição Chael Sonnen, ele era marrento do jeito que demonstrava ou era um atleta mais de respeitoso com as câmeras desligadas?

R: Ele foi muito respeitoso, primeiramente ele é um cara muito inteligente. Inclusive nós do time verde perguntamos o por que dele agir daquela forma. E ele respondeu que ele via resultado tanto financeiramente quando na questão de conseguir as lutas necessárias. Pessoalmente é uma cara gente boa e educado.

 Vítor falando um pouco sobre seu estilo, levantei alguns dados que apontam que você tem uma das melhores precisões de golpes no MMA e no Kickboxing, o que faz o Vítor Miranda ter esse aproveitamento?

R: Acredito que seja pelo meu estilo, tenho um estilo diferente na trocação, sou um cara calmo e que fico ligado na movimentação dos meus adversários. Não troco porrada tento aproveitar as brechas que os outros atletas oferecem.

Vítor, alguns atletas sofrem perdas inigualáveis, Daniel Cormier afirma que para ele serve de “combustível” para as lutas e treinos, você compartilha da mesma ideia?

 R: Sim cara.. o Vítor Miranda também é movido pela memória do meu filho. Depois que perdemos um filho em um acidente, sem intenção, entramos em um grupo de pessoas que observei que se acabam, a vida literalmente se acaba para elas, mas o esporte me ajudou muito nisso. A cabeça do atleta é propensa a desafios e coloquei sim como combustível.

Vítor para finalizar gostaria que você mandar um recado para os fãs do Nocaute na Rede.

R: Muito obrigado por poder falar um pouquinho da minha trajetória, vou continuar sempre representando o Brasil. E pedir para o pessoal me seguir no meu canal do YouTube. Falo um pouco sobre a vida de um atleta. Confiram que é bem legal! De resto muito obrigado Eduardo e Nocaute na Rede.

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