Exclusivo! NR entrevista o invicto peso meio-médio brasileiro, Alberto Miná | Nocaute na Rede

Exclusivo! NR entrevista o invicto peso meio-médio brasileiro, Alberto Miná

O paraibano sobe ao octógono novamente no próximo sábado no UFC 224, contra o Russo Razaman Emeev, visando manter seu cartel invicto.
Alberto Miná. Fonte: Sherdog.

Após dois anos longe do octógono, finalmente Alberto Miná voltará a ativa frente o Russo Razaman Emeev, no UFC 224, no Rio de Janeiro. Apesar de desconhecido por grande parte do público brasileiro, Alberto possui mais de 10 anos de carreira no MMA profissional, e um cartel irrepreensível de 13 vitórias e nenhuma derrota.

Como um bom brasileiro, o paraibano foi um guerreiro e lutou muito, não só dentro do cage, mas principalmente na vida para estar hoje no maior evento de MMA do mundo. Em sua trajetória, Miná passsou por mais de 35 países, e já teve que trabalhar como segurança, leão de chácara, panfleteiro e até babá para sustentar seu sonho de chegar ao UFC.

Hoje aos 36 anos, o brasileiro treina em paralelo nas Academias Epic MMA e Kings MMA, buscando ter o melhor camp possível para dar seu melhor no octógono.

Alberto Miná na vitória por nocaute em sua estréia no UFC.

Willian Vieira: Para iniciarmos Miná, após tantas lutas e dificuldades, qual foi a sua sensação em estrear no UFC?

ALBERTO MINÁ: Foi uma sensação inexplicável, trabalhei muito duro durante 10 anos para finalmente ter a chance de lutar no UFC, e quando finalmente a chance chegou parecia que estava participando de um filme, tinha momentos que parecia que estava fora do meu corpo assistindo minha luta. Mas apesar disso, consegui me manter muito calmo, me senti muito grato, foi a coroação de um trabalho árduo de mais de 10 anos.

Willian Vieira: Com um cartel invicto, e vindo de 3 vitórias convincentes no Ultimate, em quanto tempo você pretende ter a chance de disputar o cinturão?

ALBERTO MINÁ: Para ser sincero, acredito que nem eu e nem ninguém que seja especialista no MMA pode responder isso. Não acredito no critério do ranking do UFC, nem em nenhuma forma mágica de um número determinado de vitórias que me darão a chance de lutar pelo cinturão. Temos o exemplo do Demian Maia que precisou de 8 vitórias para chegar ao Title-Shot, e outros que vieram de outra categoria ou de sequências negativas e ganharam a chance. Por isso estou muito mais focado em luta por luta. Logo que acabar minha próxima luta quero estar bem saudável e bem perto do peso da categoria, para caso alguém saia de algum card próximo eu esteja pronto para substituir. Acredito que o caminho mais curto para o Título é estar sempre pronto para a luta. Quanto ao ranking, isso pouco me importa.

Willian Vieira: Para você, entre os 13 combates que já teve em sua carreira, qual foi o mais difícil?

 

ALBERTO MINÁ: Eu já tive combates bem duros antes de entrar no UFC, nunca tive combates fáceis, sempre lutei com faixas pretas ou ex-campeões, mas o combate mais difícil foi contra o Yoshiro Akiyama. Não pela luta em si, mas também pelo fato de eu ter cometido um erro no protocolo de corte de peso, o que me fez chegar com a condição física bem avariada para aquela luta. E também teve o fato dos chutes que o Akiyama conectou na minha perna logo no 1°round, que me obrigaram a mudar a estratégia no meio da luta. Por esses motivos e pelo fato de ter sido a única luta da minha carreira que foi para decisão dos juízes, posso considerar o combate mais difícil da minha carreira.

Miná vs Akiyama, UFN 79. Fonte: combate.com

Willian Vieira: Como você se sente sendo uma das maiores promessas brasileiras do MMA na atualidade?

 

ALBERTO MINÁ: Eu não me sinto sendo uma das maiores promessas do Brasil até porque não vejo a mídia falar de mim, não vejo nenhuma especulação ao meu respeito. Mas eu sei do meu potencial e seu do que eu posso alcançar. Tenho trabalhado muito duro, e apesar de ter 36 anos ainda tenho muita lenha para queimar.

Willian Vieira: O que você espera do seu próximo combate contra o russo Emeev?

ALBERTO MINÁ: No UFC a gente tem sempre que esperar lutas duras, ele está vindo da categoria dos médios, então espero um cara forte fisicamente, que bate pesado, mas estou confiante no meu camp, nas pessoas que me cercam, treino com pessoas mais pesadas que eu todo dia, e realmente espero marcar minha passagem pelo Rio com uma boa performance.

Deste modo Alberto segue confiante para tentar sua 14° vitória na carreira frente ao russo Razamam Emeev, no UFC Rio do próximo sábado. Agradecemos a atenção do Alberto por dispor de seu tempo durante o camp, para dar a entrevista.

 

Confira o card completo do UFC 224: Nunes x Pennington

CARD PRINCIPAL

Amanda Nunes x Raquel Pennington

Ronaldo Jacaré x Kelvin Gastelum

Mackenzie Dern x Amanda Cooper

John Lineker x Brian Kelleher

Vitor Belfort x Lyoto Machida

CARD PRELIMINAR

Cezar Mutante x Karl Roberson

Aleksei Oleinik x Junior Albini

Davi Ramos x Nick Hein

Elizeu Capoeira x Sean Strickland

Warlley Alves x Sultan Aliev

Thales Leites x Jack Hermansson

Alberto Mina x Ramazan Emeev

Markus Perez x James Bochnovic

 

 

 

 

 

 

 

 

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Músico, consultor de negócios, formado em tecnologia em logística e ingressante em jornalismo, apaixonado por mma e artes marciais em geral.
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