Imortal FC 9: Zuluzinho vs Gameth - Resumo e resultados

Imortal FC 9: Zuluzinho vs Gameth – Resumo e resultados

Zuluzinho retorna ao MMA e é nocauteado; atletas brigam durante luta paralisada

No último sábado, 2, aconteceu o Imortal FC 9, evento que foi realizado em São Luis, Maranhão. Foi a primeira vez deste que é um dos maiores eventos do país em terras nordestinas. E para encabeçar esse ousado projeto, o “Gigante Neg7ro” Zuluzinho retornou ao MMA após 8 anos parado, enfrentando Edvaldo Gameth.

O combate era um verdadeiro “Davi vs Golias”. Enquanto Gameth pesou 97 kg, o adversário maranhense pesou 159 kg. O paulista precisava de uma boa estratégia para sair vencedor. Sair na mão com um cara com todo esse peso e oois metros de altura não seria bom negócio. E foi exatamente o que Gameth fez,utilizou a estratégia de se movimentar bastante, circulando o tempo todo e desferindo fortes low kicks. Zuluzinho se mantinha como caçador, indo pra cima, dominando o centro do octógono. Porém somando o grande peso, o tempo de inatividade e mais um problema de inchaço nas pernas, o atleta local não conseguia fazer a aproximação necessária.

Após vários low kicks, Zuluzinho começou a mostrar que estava sentindo e então buscou agarrar o oponente. Gameth tentou se desvencilhar e desequilibrou o oponente que acabou indo parar no chão. Por lá o paulista ficou por cima, trabalhou um pouco de ground and pound,sem tanta efetividade, até que o gigante conseguiu se levantar. No entanto não havia mais tempo para nada.

No intervalo, enquanto Gameth recebia as instruções do córner, Zuluzinho, do outro lado, não estava nada bem. Foi só esperar um pouco para que o árbitro confirmasse o final da luta e vitória para Edvaldo Gameth por desistência do oponente. As pernas inchadas de Zuluzinho receberam muitas pancadas de Gameth. O “Gigante Negro” ficou ainda um bom tempo no chão recebendo atendimento médico e por fim saiu carregado na maca.

Ferreira sente o upper aplicado por Caio Leão (Foto: Reprodução)

Na luta co-principal, o maranhense Adilson “Blindado” Ferreira enfrentou o paraense Caio Leão pela categoria meio-pesado (93 kg). Os dois começaram calmos, se estudando um pouco. Caio aproveitava a maior envergadura e buscava encontrar a distancia com chutes frontais. Ferreira tentou aplicar um cruzado, porém estava bem distante e se abriu muito. Caio entrou com um upper perfeito, no queixo e levou o adversário ao chão. O maranhense já caiu quase desacordado. Caio demonstrou ainda que não queria mais bater no ground and pound, mas o juiz não interrompeu logo o duelo e assim o paraense ainda deu dois golpes, mostrou novamente para o juiz que não havia mais necessidade de continuar, e só então a luta foi interrompida. Preocupado, Caio Leão ainda tentou logo ajudar o adversário, antes mesmo da entrada dos médicos no cage, mostrando um grande fair play. No fim, vitória por nocaute aos 50 segundos do primeiro round.

Na antepenúltima luta da noite, o maranhense Nonato Shaolin enfrentou paraense Samuel Paiva, que aceitou a luta na semana do evento. Samuel tem uma carreira cheia de muitos títulos em eventos de trocação como muay thai, kickboxing e sandá. Sabendo disso, Shaolin buscou inteligentemente trabalhar o jogo agarrado e utilizar seu forte, o jiu jitsu. Foi difícil, mas conseguiu derrubar Samuel e pegou o braço do mesmo numa kimura. Parecia que a finalização sairia, mas Samuel surpreendeu mostrando que tem treinado jogo de chão e escapou com boas técnicas das tentativas de finalização. Na trocação, Samuel levava clara vantagem. No segundo round, tudo permaneceu como no primeiro, cada um buscando deixar a luta em seu território. Após mais uma tentiva de queda, o atleta da casa caiu por baixo e Paiva nao perdoou, castigando no ground and pound até a interrupção do arbitro.

Na setima luta da noite, pela divisão dos moscas, dois atletas que entraram pilhados após muitas provocações. Fizeram uma conferência de imprensa com muita falação, uma encarada tensa e o combate era esperado seguindo esse mesmo ritmo. E foi como esperado. Assim que o árbitro deu o comando para o inicio do confronto, os dois foram pro in fight. Walter Aires x João Alicate foram pra trocação franca. Após desvantagem nesse primeiro momento, Alicate buscou agarrar, conseguiu, e acabou tomando algumas cotoveladas que abriram um corte em sua testa. Os dois partiram para um novo in fight, novamente desvantagem para Alicate,que buscou a luta agarrada. Os dois caíram no chão, buscando uma chave de pé. O arbitro  então resolveu paralisar o confronto para que o paranaense Alicate recebesse atendimento médico devido ao sangramento. Foi aí que começou a confusão. Após paralisar, o arbitro virou as costas e saiu. Os dois lutadores, após se levantarem,trocaram algumas palavras, João jogou um soco no oponente. Walter revidou e os dois começaram a trocar socos ali mesmo, com a luta paralisada. O arbitro buscava separar os dois. Aires ainda acertou dois chutes em Alicate mesmo com o arbitro entre eles. Organização, equipes, todos demoraram a entrar no cage e separar os brigões. Após essa lamentável atitude dos atletas, a luta foi encerrada e dada como “No Contest”.

Na sexta luta  noite, um duelo pela categoria dos moscas-femininos (57 kg). A maranhense Monique Bastos enfrentou a paraense Conceição Oliveira. A luta começou e Monique caminhou sempre pra frente, tomando iniciativa. Conceição tentava circular e explodir jogando boa sequência de socos. Numa dessas entradas, as duas acabaram abraçadas e aí era tudo que Monique queria. A maranhense jogou a oponente no solo, montou, acertou alguns socos no ground and pound e atacou numa chave de braço. Conceição girou corretamente, mas tentou sair da posição esticando o braço, modo não recomendado. Até resistiu um pouco, parecia que conseguiria sair, mas perdeu o equilibrio, caiu e não teve mais como resistir. Vitória de Monique Bastos por finalização no primeiro round.

Na quinta luta da noite, o maranhense Dowver Cruz enfrentou Tizin Gladiador  divisão peso-leve (70 kg). O combate foi muito bom, cheio de bons momentos para os dois lados. Dowver logo no início da luta pegou o oponente numa boa guilhotina, parecia que a luta acabaria ali, mas Tizin  guerreiro e conseguiu sair. O paraense jogava golpes, principalmente overhand, com muita potência, alguns chegando a explodir no rosto do adversário. O maranhense ainda conseguiu acertar várias joelhadas no queixo do rival. Os dois mostraram queixos duríssimos. No terceiro round, os dois já estavam muito cansados. Tizin segurou Cruz na grade e o derrubou. Trabalhar por cima no ground and pound, numa luta onde os dois já estavam extasiados, parecia perfeito naquele momento. No entanto o maranhense surpreendeu, encaixou um triângulo e finalizou. Os dois foram muito bem. Mostraram muito coração e foram aplaudidos de pé pelo público.

Altamiro castigou por várias vezes o oponente no ground and pound (Foto: Reprodução)

Na quarta luta do evento, Altamiro Pereira enfrentou Joelson Henryke pela categoria dos galos (61 kg), num duelo de maranhenses. Há cerca de apenas um mês, os dois se enfrentaram em outro evento na capital maranhense e terminaram empatados. Se na primeira luta houve dúvidas quanto ao vencedor, dessa vez não. Miro “Mão de Pedra” dominou o duelo, levou vantagem na trocação, derrubou várias vezes e trabalhou bem quando esteve por cima  solo. Em nenhum momento o representante da TFT Maranhão foi ameaçado. No final, vitória de Altamiro Pereira por decisão unânime dos juízes (triplo 30-27) e assim o lutador permanece invicto no MMA com 4 vitórias e 2 empates.

Na terceira luta do card, que esteve entre as não transmitidas ao vivo, um duelo de peso-pesado, mas casado em 100 kg. Os maranhenses Helry Trindade x Ed Monstrosapo estiveram frente a frente. Dono de um jiu jitsu afiado, Helry foi pra cima e buscou a queda desde o principio. Sapo defendeu bem as investidas. E quando parecia que Trindade tinha conseguido uma boa posição ao derrubar e atacou a perna do oponente,  Sapo conseguiu se manter bem na posição e mesmo com uma perna laçada pelo adversário conseguiu aplicar um excelente ground and pound e conquistar a vitória por nocaute técnico ainda no primeiro round.

Na segunda luta do Imortal, pelos galos (61 kg), Janderson Alicate enfrentou o paraense Leonardo Cândido. Desde o início Janderson caminhou pra frente e acertou bons diretos de canhota. Leonardo tentava jogar nos contragolpes ou encaixar uma sequência de socos terminada em chutes. No entanto encontrava-se totalmente sem o tempo e a distancia. Não demorou muito e uma das bombas de esquerda de Alicate levou o paraense a knockdown. Leonardo ainda tentou resistir aos fortes socos de Janderson no ground and pound, mas acabou mesmo sofrendo a derrota por nocaute técnico ainda no round inicial.

Na luta de abertura do card, um duelo de muay thai (65 kg) entre os maranhenses Leonardo Belfort x Júlio Assunção. O combate foi bom, porém dominado por Léo desde  inicio. O atleta da Asdam estava sempre um passo na frente. Após receber vários low kicks no primeiro round e em parte do segundo, Júlio não resistiu, caiu três vezes no chão e foi derrotado por nocaute técnico ainda no segundo round.

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Pai do Marco Antônio, Praticante de muay thai e MMA, Graduando em radialismo, Editor chefe do Nocaute na Rede, Redator nas seções de MMA nacional e internacional, Instrutor de Trânsito.
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