Sorte ou revés: A “Leoa” quer caçar a Cyborg | Nocaute na Rede

Sorte ou revés: A “Leoa” quer caçar a Cyborg

Duas gigantes do MMA feminino frente a frente em 12 de maio no Brasil.

Em tempos longínquos, você jamais acreditaria se alguém dissesse que as mulheres teriam um papel tão importante e tão imprescindível como hoje no UFC. Em épocas de estrelas na organização em baixa, sem Anderson Silva, John Jones ou George St. Pierre, porém no momento, com algumas figuraças, como Conor McGregor, as mulheres tem tido papel fundamental para a vida do UFC. Graças a Ronda Rousey, a primeira campeã feminina da história do UFC, as mulheres tomaram de assalto a organização e foram subindo de posto e ganhando notoriedade (mesmo com a negativa de Dana White, quando disse “nunca” para elas no UFC), até chegar no papel de protagonistas da maior organização de MMA do mundo. Alguns anos se passaram desde de que Rousey se tornou a primeira campeã e outras mulheres continuaram a pavimentar essa estrada e assegurar que este, é um terreno que agora também pertence a elas definitivamente. Hoje temos não uma, mas quatro categorias femininas (Pena, galo, mosca e palha), e das quatro, duas são campeãs brasileiras, respeitadíssimas mundialmente por seus respectivos cartéis e história: Cris “Cyborg” e Amanda Nunes.

Cris, que já está nessa estrada há muito tempo, e tem papel não menos importante que qualquer outra mulher neste esporte, é pioneira nas artes mistas e foi uma das primeiras mulheres a ganhar notoriedade não somente por seu talento incrível, como também por sua agressividade e técnicas extremamente afiadas. Ela finalmente ganhou sua chance no Ultimate, não há muito tempo, e trás toda a sua bagagem, como era de se esperar para dentro do cage do UFC. Neste tempo em que fez “super lutas” até estrear em uma categoria para seu peso, ela não fez feio. De 2016 para cá, são 4 vitórias, 3 por nocaute técnico e uma por decisão, em uma luta que ela mostrou que não é apenas um “monstro” no cage, mas também muito estrategista, com a vitória sob Holly Holm, e teve então, finalmente seu lugar de merecimento por todos esses anos que fez história, mas ainda ficava fora dos principais holofotes, enquanto apenas trocava farpas com Ronda.

 

Do outro lado temos Amanda Nunes, que foi também galgando seu caminho com muita habilidade e ao mesmo tempo muita sabedoria, pois a “Leoa” parece ter ido as aulas e tem feito muito bem o seu papel de se vender no Ultimate, não somente virtualmente como também dentro do cage. Amanda estreou ainda em 2013, e de lá pra cá tem uma excelente retrospectiva, em uma terra que ainda era totalmente dominada pela até então, imbatível, Ronda Rousey. Foram 9 lutas e apenas 1 derrota, com adversárias duras e de muita responsabilidade, como Miesha Tate, que amanda passou sem muitos problemas no UFC 200 e logo depois atropelou as esperanças de Ronda a voltar pro cage do MMA no UFC 207.

Muita responsabilidade para alguém que veio subindo passo à passo na organização e fez muito bem o trabalho, mostrou que merecia cada vitória. Agora esses dois “monstros” vão se encontrar bem no meio do cage no UFC 224, no dia 12 de maio no Rio de Janeiro. Esta luta foi cavada através de Amanda, que sempre diz querer os maiores desafios, e usa do discurso de que “está é a luta que o público quer ver”, obviamente Cris Cyborg não negaria o desafio, mas em torno deste combate temos uma questão muito importante: Esta luta é realmente boa para as duas, ou para o Brasil?

Veja bem, Amanda Nunes conquistou seu espaço atropelando as principais peças da organização, assim como Cris Cyborg tem feito ao longo de dua carreira, um revés de qualquer uma das duas, mancharia algo brilhante em que as duas estiveram envolvidas. Inevitavelmente, uma das duas passará a ter seus talentos diminuídos frente a outra e analisando a perspectiva, isso não é legal para o Ultimate, que teoricamente irá perder uma campeã potencial em uma das categorias, e ao mesmo tempo, teremos talvez uma das categorias travadas com uma super campeã de dois cinturões, porém questões técnicas a parte, mesmo levando em consideração que uma derrota inevitável de uma das duas elimina uma campeã brasileira, teremos um combate fantástico que de fato faz sentido no momento. Tanto Amanda, quanto Cris, são no momento, talvez os dois nomes mais relevantes no MMA feminino mundial, e um combate entre elas, com certeza chama a atenção do mundo todo, em uma categoria que ganha mais e mais espaço a cada dia. Eu acredito que a experiência de Cris Cyborg, somadas a sua agressividade e estratégia, vão acabar superando a mais jovem e não menos talentosa Amanda Nunes, que poderá surpreender a todos no dia 12 de maio, já que apesar de muito talentosa, e já ter se provado, entra como azarona para esta peleja nas casas de apostas. E você leitor, acha este combate uma boa?

IBlackbelt
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