Nocaute na Rede entrevista Lyoto Machida,sua esposa Fabyola e o representante da CKM Ricardo Galvão.

   O Nocaute na Rede mais uma vez foi além e, dessa vez, trouxemos uma entrevista pra lá de especial. Conversamos com o Ex Campeão dos Meio Pesados do...

 

Lyoto Machida durante um seminário em Salvador Foto: (Guto Photos)

Lyoto Machida durante um seminário em Salvador Foto: (Guto Photos)

 O Nocaute na Rede mais uma vez foi além e, dessa vez, trouxemos uma entrevista pra lá de especial. Conversamos com o Ex Campeão dos Meio Pesados do UFC Lyoto Machida que fez um seminário em Salvador, com a sua esposa Fabyola Machida que abriu o jogo de como é a rotina de ser esposa de um lutador do UFC e pra fechar Ricardo Galvão,representante da CKM(Comando Krav Magá). Confere aí que ta sensacional.



 

Nocaute na Rede: Fabyola, como é a rotina de uma esposa de um lutador? Como é a vida, comportamento…

Fabyola Machida: Bom, cada esposa tem uma linha de vida de vida. Eu vou falar da minha. A minha é de muito trabalho. Eu abdiquei muita coisa da minha vida, inclusive da minha formação acadêmica pra ajudar o Lyoto não como esposa de lutador e sim como parte do time. Então, durante a preparação da luta, eu cuido da agenda, alimentação, um suporte com os managers e patrocinadores. Mas como funciona a preparação do atleta, junto à esposa? Eu poupo o Lyoto de qualquer problema que exista, com as crianças com a casa, com os negócios pra ele focar somente na luta. E é estressante, pois muitas vezes não podemos ser nós mesmos, temos que esconder as frustrações, as angústias, porque precisamos poupar o atleta. Ele precisa estar 100% pelo menos em relação à família, então o que eu puder poupá-lo, eu poupo. Evito levar qualquer tipo de problema pro camping dele, pra que ele possa ter uma preparação 100%.

NR: Consegue assisti-lo lutando?

FM: Sim, consigo. A única luta que eu não assisti foi a última (Yoel Romero), eu não tive a oportunidade, pois estava com meus filhos em casa. E como são crianças eu não assisto, porque considero um esporte agressivo pra elas, principalmente quando se trata do pai lutando. E como eu estava sozinha e não tinha ninguém pra poder ficar com meus filhos pra que eu pudesse assistir, eu acabei que não vi. Enfim o Lyoto perdeu, mas geralmente eu gosto de assistir, prefiro ir pra arena assistir, eu fico mais tensa em casa, eu prefiro estar lá porque me sinto mais confortável. Eu posso falar com o médico caso ele se machuque, posso falar com os managers dele os treinadores, enfim é isso.

Depois de uma grande simpatia e atenção de Fabyola, conversamos com a estrela do UFC Lyoto Machida

 

Nocaute na Rede: Lyoto, como é ser representante do karatê tradicional no maio evento de MMA?

Lyoto Machida: Eu fico muito feliz de poder representar o Karatê, e trazer um pouco da nossa técnica, trazer um pouco da nossa história, me sinto realmente privilegiado por isso.

NR: Esse seminário aqui de Salvador, vai partir pra outras cidades do Brasil?

LM: Eu já fiz um em Joinville, um em Curitiba, fiz aqui em Salvador e estou partindo pra Brasília no próximo final de semana.

NR: Já tem algum compromisso no MMA?

LM: Não, nada confirmado. Fevereiro ou março pode ser que tenha alguma coisa aí.

NR: O karatê não foi desenvolvido pra um estilo de combate que pudesse emergir no MMA, o que te fez ser diferente e participar desse tipo de competição?

LM: Quem conhece meu pai, sabe muito bem do espírito de lutador que ele tem. E eu herdei isso dele, quando vi o UFC pela primeira vez eu me encantei com aquilo e vi que era aquilo que eu queria fazer. E a oportunidade foi aparecendo e eu fui cavando ela.

NR: Nós sabemos que no Brasil, os grandes atletas não são formados pelo o Estado, que pouco contribui pra essa formação. Os Atletas são formados, geralmente, dentro de suas próprias famílias, comunidades. Isso ocorreu com você também?

LM: Com certeza. Eu fui formado dentro da academia do meu pai praticamente. E esse é o mérito que a arte marcial me deu e dá pra muitos jovens por aí que não tem oportunidade de ter um extra.

NR: Sendo Chris Weidman favorito contra o Luke Rockhold o possível lutador que pegaria o title shot é o Ronaldo Jacaré. Quem você acha que venceria essa luta?

LM: Olha eu acho que ali entre os TOP 5 todo mundo tem chance, todo mundo pode vencer. Então é difícil falar, vai depender da estratégia, do dia, de uma série de fatores.

NR: Sua entrada no UFC 163 foi uma das mais emocionantes aqui no Brasil. Você gostaria de lutar aqui novamente? E quem você homenagearia?

LM: Olha, lutar no Brasil é sempre uma oportunidade única. Lógico que gostaria de lutar aqui no Brasil, pra mim é fundamental essa oportunidade. Eu primeiramente faço a luta pra mim e depois pros meus fãs.

NR: As suas últimas duas lutas não tiveram um bom resultado. Como você encarou isso? Você no dia seguinte postou foto nas redes sociais, agradecendo aos fãs. É uma luta interna também NE? Não é só contra o seu adversário;

LM: A luta é totalmente interna, seu oponente é apenas simbólico pra você chegar ali e mostrar o seu trabalho. Mas a luta diária é com você mesmo, depois de uma derrota é difícil você se reerguer e ganhar confiança novamente, essa é a maior luta.

NR: Lyoto Machida, já pensa em se aposentar?

LM: Não, Lyoto Machida ainda tem um caminho aí pela frente, tem uma ficha pra queimar e quem viver verá.

NR: Em quem você se inspira pra lutar? E deixa um recado para os seus fãs Caratecas de todo o mundo.

LM: Olha, eu procuro não me inspirar em um lutador, mas sim em grandes heróis que conseguiram marcar a história; Como Gandhi, por Pessoas que passaram por grandes momentos de dificuldade e conseguiram se sobressair. E eu quero deixar pros meus fãs um muito obrigado pelo apoio nos momentos difíceis e dizer que eu já perdi lutas, mas nunca perdi pra mim mesmo e quando eu falo isso é porque eu nunca deixei de treinar e jamais banalizei uma situação.

E pra fechar com chave de ouro,  vamos com Ricardo Galvão que também nos concedeu uma entrevista

 

Nocaute na Rede: Galvão,qual a diferença entre o Comando Krava Magá para o Krav Magá?  E gostaria que você falasse um pouco sobre essa arte que ta sendo difundida.

Ricardo Galvão: Falando do comando Krav Magá,ele foi criado por Moni Aizik um israelense. E ,basicamente o conceito da CKM é :Que toda técnica aprendida e aplicada possa ser usada por qualquer pessoa, ou seja usar a força física de alavancas para poder me sobressair sobre o meu oponente e/ou agressor. Não é uma arte marcial e sim um sistema de sobrevivência,que pode ser aprendido por ambos os sexos, lembrando que a nossa melhor técnica é a prevenção.

 

O Nocaute na rede agrade imensamente a atenção dessas três personalidades que nos enriqueceram muito.

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Por:Gutembergue Lima e Nick



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