Análise pós luta do UFC 197: Jones vs St Preux

Neste sábado, 23, aconteceu o UFC 197: Jones vs St Preux. Jon ‘bones’ Jones estava de volta ao octógono, enfrentando o perigoso Ovince St Preux. O campeão dos moscas...

Neste sábado, 23, aconteceu o UFC 197: Jones vs St Preux. Jon ‘bones’ Jones estava de volta ao octógono, enfrentando o perigoso Ovince St Preux. O campeão dos moscas e melhor lutador do mundo na atualidade, Demetrious Johnson, colocava mais uma vez seu cinturão em jogo, contra o ex campeão olímpico de wrestling Henry Cejudo. Teve ainda Edson Barboza, Anthony Pettis, Yair Rodriguez e muito mais. Confira agora a análise pós luta de mais um evento histórico do UFC.

(Foto: Reprodução/ Low Kick MMA)

(Foto: Reprodução/ Low Kick MMA)

Na luta principal da noite, Jon ‘bones’ Jones retornava depois de um bom tempo afastado dos combates, enfrentando o desafiante de última hora – Daniel Cormier era o adversário inicial, mas acabou se lesionando 3 semanas antes da luta e então foi retirado do evento – Ovince St Preux. Já era esperado que St Preux não se apresentasse da melhor forma possível, afinal foi uma preparação bem curta. A questão mesmo era saber como o ex campeão meio pesado do UFC estaria depois de tanto fora de combate.



Jones buscou fazer o mesmo jogo de sempre, marcando muito bem a distância, deixando a mão de Ovince bem distante de sua face. Do outro lado, OSP fazia um jogo de paciência, andava para um lado e para o outro, mostrava-se bem calmo, tão calmo que chegava a ser apático. Quando teve a oportunidade, Jones utilizou seu wrestling, levou St Preux para o chão e aplicou suas sempre perigosas cotoveladas.

Foi da forma descrita acima que todo o combate transcorreu, sem OSP oferecer perigo e Jon Jones sem “apertar o passo”. No final, como já era esperado, a vitória de Jon Jones veio na decisão unânime dos juízes.

(Foto: Reprodução)

(Foto: Reprodução)

No ‘co-main event’ do UFC 197, o campeão peso mosca e melhor lutador do mundo na atualidade, Demetrious Johnson, colocou seu cinturão em jogo mais uma vez. O ‘mighty mouse’ estava frente a frente com Henry Cejudo, aquele que era considerado o último grande desafio da categoria ao campeão.

Campeão olímpico de wrestling (Beijing, 2008) com apenas 21, Henry Cejudo almejava chegar ao topo do esporte mais uma vez, agora no ‘mixed martial arts’. Henry deixou de ser apenas um wrestler, deixou a trocação afiada, e agora era perigo para toda a categoria. No entanto, agora ele estava de frente com um desafio que se mostrou ser grande demais. A velocidade, ímpeto e técnica de Demetrious foi demais para Cejudo. O lutador ascendente de mexicanos sentiu algumas joelhadas, foi ao chão, recebeu um pouco do ‘ground and pound’ de Johnson e só esperou a lutar ser paralisada pelo árbitro central.

Demetrious Johnson nocauteou Henry Cejudo ainda no 1º round. Se algumas pessoas diziam que Cejudo poderia ser o lutador a destrona-lo, DJ foi lá e mostrou que o desafiante era apenas mais um, mais um que sucumbiu diante de tamanho talento. Agora, o ‘mighty mouse’ soma 8 defesas consecutivas de cinturão, ficando a apenas 2 de Anderson Silva, o recordista com 10 defesas consecutivas. Alguém ainda tem dúvidas se ele conseguirá ultrapassar esse recorde?

(Foto: Reprodução/ ESPN)

(Foto: Reprodução/ ESPN)

Na antepenúltima luta da noite, um duelo de ‘strikers’ prometia movimentar a noite. O talentoso brasileiro Edson Barboza enfrentava o perigoso ex campeão da categoria peso leve Anthony ‘showtime’ Pettis.

Vindo de duas derrotas consecutivas e tendo seu jogo “quebrado” principalmente pelo bom nível de wrestling de seus adversários, Pettis tinha agora a oportunidade de mostrar todo seu talento na trocação sem medo de ser derrubado. No entanto, o que se viu foi um Edson Barboza bem forte, imprimindo seu ritmo com boa movimentação, utilizando seu muito bom jogo de boxe e os chutes, principalmente por dentro da coxa. A dificuldade em conseguir “trocar” de igual para igual com Barboza fez com que Pettis chegasse inclusive a tentar colocar a luta para o chão em mais de uma ocasião, no entanto sem sucesso algum, todas as tentativas muito bem defendidas pelo brasileiro.

Ao final do combate, vitória de Edson Barboza por decisão unãnime. O brasileiro voltou ao caminho das vitórias, depois de ser finalizado por Tony Ferguson, e agora ocupa o 6º lugar no ranking peso leve da Organização. Por sua vez, Anthony Pettis, após ter conseguido chegar ao título, chega a sua terceira derrota consecutiva, algo que nunca ocorrera em sua carreira profissional.

(Foto: Reprodução)

(Foto: Reprodução)

Após 4 vitórias consecutivas, o brasileiro Rafael Natal não suportou a pressão do explosivo neozelandês  Robert Whittaker e acabou sendo dominado por 3 rounds, perdendo por decisão unânime dos juízes.

O mexicano Yair Rodriguez mostrou mais uma vez que é um jovem talento a ser bem observado pelo UFC. Se dessa vez não teve muitas lances de grande habilidade, por outro lado veio um excelente nocaute, com direito a uma canelada com salto, acertada em cheio no rosto de Andre Fili. Excelente vitória por nocaute no 2º round do combate, e um dos bônus de “Performance da Noite” garantido.

Se o irmão mais velho não conseguiu se sair bem, o mais novo conseguiu. Sergio Pettis, irmão mais novo de Anthony Pettis, conseguiu fazer uma boa apresentação, não muito empolgante, mas suficiente para garantir que os 3 juízes lhe dessem vitória nos 3 rounds.

O inglês Danny Roberts enfrentou o americano Dominique Steele, e os dois fizeram uma verdadeira guerra. Muita movimentação, muita trocação, muito “sangue no olho”, foram todos ingredientes dessa luta. Dominique chegou a levar o inglês a ‘knockdown’ logo num dos primeiros socos disparados, no entanto Roberts sobreviveu e aos poucos foi conseguindo a superioridade, mesmo que mínima, do combate. Steele ainda tentou o jogo de ‘grappling’ em muitas ocasiões, algumas com sucesso e outras não, mas que não foi suficiente. No final, vitória de Danny Roberts por decisão unânime e o prêmio de US$ 50 mil para cada um dos lutadores, bônus de “Luta da Noite”.

A ex campeã peso palha, Carla Esparza, estava de volta ao octógono pela primeira vez desde que foi derrotada e perdeu o cinturão para a agora campeã Joanna Jedrzejczyk. A americana não deu chance para a desafiante, a brasileira Juliana Lima. Esparza utilizou seu wrestling afiado, fez o jogo “carrapato”, com bastante queda e anulou Ju Thai completamente, dominando todos os rounds. No final, triplo 30-27 e vitória por decisão unânime da americana.

O brasileiro Glaico França voltava a pisar no octógono mais famoso do mundo, algo que não acontecia desde que se tornara campeão do TUF Brasil 4 na categoria peso leve, quando derrotou Fernando Bruno por finalização. O brasileiro até começou melhor no combate, aplicando muito bem seu jogo de quedas e não dando nenhuma chance ao desafiante, o invicto James Vick. No entanto, ainda no primeiro round, Glaico tomou uma dedada forte no olho, algo que o árbitro não observou, e a partir daí teve seu desempenho prejudicado. Observado pelo juiz, ele declarou ter condições de lutar e foi liberado pelo médico, no entanto a performance no 2º e 3º round não foram a mesma acontecida no 1º. No final, vitória do americano por decisão unânime.

No único duelo de pesos pesados na noite, Walt Harris x Coy East ficaram frente a frente. No duelo de nocauteadores, como já era de se imaginar, a “patada” entrou e a vitória por nocaute veio, em favor de Walt Harris.

(Foto: Getty Images)

(Foto: Getty Images)

Marcos Pezão, participante do TUF Brasil 3, foi o primeiro brasileiro a entrar em ação naquela noite. A vitória do lutador já era imaginada pela boa maioria, no entanto a surpresa ainda apareceu e Marcos “quebrou a banca”. Quando todos já davam o nocaute como certo, o lutador da “011” finalizou Clint Hester com um katagatame ainda no 1º round.

Na primeira luta da noite, o jovem e talentoso Kevin Lee enfrentou o campeão do The Ultimate Fighter 8, Efrain Escudero. Kevin Lee conseguiu a vitória por triplo 29-28 e voltou a vencer após ter sido nocauteado pelo campeão do TUF Brasil 2, Leonardo Santos.

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IBlackbelt
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Pai, marido, neto, amante da família; filho de Deus; Graduando em Comunicação Social (Rádio e TV) na Universidade Federal do Maranhão; Editor chefe do Nocaute na Rede,; Redator nas seções de MMA nacional e internacional; Apaixonado por rádios, jornais, livros, podcasts, filmes, séries, comidas, esportes em geral; MMA é uma paixão absurda; Praticante de MMA e muay thai; Crítico Social
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