A última chance para um campeão: Urijah Faber tenta reescrever a história e conquistar o cinturão do UFC

Aos 37 anos, o lendário “Califórnia Kid” carrega em seu cartel 33 vitórias e um cinturão do extinto WEC. Hoje, no UFC 199, contra Dominick Cruz, Urijah Faber tenta...

Aos 37 anos, o lendário “Califórnia Kid” carrega em seu cartel 33 vitórias e um cinturão do extinto WEC. Hoje, no UFC 199, contra Dominick Cruz, Urijah Faber tenta reescrever sua história e se tornar campeão do UFC pela primeira vez.

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Urijah Faber está pronto para tentar ser campeão mais uma vez. (Foto: The ring Side View)

 



Sua vitoriosa carreira no WEC começou em 2006, batendo Cole Escovedo e se tornando o campeão da organização. Naquela ocasião, Faber era também campeão de outros dois eventos simultaneamente e, 10 meses depois da vitória sobre Escovedo, abandonou seus títulos no KOTC e no GC para se efetivar como o grande nome do WEC.

Foram cinco defesas de cinturão consecutivas e, com as vitórias, o nome de Faber já era o maior de toda a organização (que já havia sido comprada pela Zuffa), mas em novembro de 2008, ele precisou enfrentar seu grande algoz da época, Mike Thomas Brown. No WEC 36, Faber foi nocauteado por Brown e, pela primeira vez, perdeu o cinturão de um grande evento.

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Mike Thomas Brown x Urijah Faber (Foto: Blood Elbow)

Após passar facilmente por Jens Pulver, o astro principal da Team Alpha Male se credenciou a uma revanche contra Thomas Brown, mas uma nova derrota, por decisão unânime, foi o segundo tombo do grande campeão.

Outra derrota marcante de Faber aconteceu em 2010, contra ninguém mais, ninguém menos, que José Aldo. Ele foi capaz de suportar o massacre de chutes baixos que o brasileiro desferiu, mas a derrota por decisão fez o garoto da Califórnia repensar a carreira e descer de divisão. Agora, Faber era peso galo.

Após a fusão do WEC ao UFC, era claro que Faber seria um dos atletas reaproveitados no maior evento do mundo, na estreia,  sua vitória sobre Eddie Wineland o credenciou para mais uma disputa de cinturão.

 

A grande rivalidade com Dominick Cruz

Dominick Cruz é conhecido por seu estilo de luta diferenciado, apostando sempre em seu jogo de pés indescritível e na sua esquiva de primeira. Em julho de 2011, Cruz era o campeão do UFC, havia conquistado o cinturão do WEC e, após a fusão dos dois eventos, chegou como o número 1 no maior evento do mundo. Quando tinha apenas 21 anos, Cruz foi um dos derrotados por Faber, durante sua já citada incrível sequência de 5 defesas de cinturão. Essa era a única mancha na carreira de Cruz.. Mas, como campeão e muito mais experiente, era a hora de se vingar do Califórnia Kid.

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Cruz x Faber 3 (foto: Sportv)

Os dois abusaram do trash talking e a rivalidade entre eles cresceu, e muito! Faber dizia que bateria Cruz, pois já havia feito isso, enquanto Cruz dizia que seria diferente, pois não era mais um garoto. Com muita expectativa, o UFC 132 trouxe essa revanche e, em uma luta equilibrada, Cruz se vingou de seu algoz e manteve-se como o campeão.

Depois da derrota e de passar por Brian Bowles, Faber foi convidado pelo UFC para ser treinador em uma edição do The Ultimate Fighter, seu oponente seria novamente Dominick Cruz. Na casa, a rivalidade entre os dois foi ao extremo, mas uma lesão tirou Cruz do combate e Renan Barão foi colocado para disputar o cinturão interino do UFC com Faber. A derrota por decisão foi mais um baque na carreira do americano, que ficou em uma situação difícil na organização.

Mas como já pudemos perceber, Faber não é um cara que desiste fácil. Após enfileirar quatro lutadores em um ano, novamente foi colocado para enfrentar Renan Barão, que se manteve como campeão interino e, após o longo tempo de lesão de Cruz, se tornara o campeão linear da divisão. No UFC 169, em fevereiro de 2014, Barão nocauteou Faber no segundo assalto e novamente colocou Faber em situação uma situação difícil: nos galos, ele não conseguia superar o campeão, entre os penas, José Aldo era extremamente dominante e não o daria chances.

Depois dessa derrota, Faber acumulou três vitórias e foi treinador em mais uma edição do The Ultimate Fighter, dessa vez contra Conor McGregor. Mesmo com a tensão entre os dois, na casa, a luta não aconteceu, mas ele conseguiu o que queria: desafiar Dominick Cruz para o tão esperado acerto de contas. Novamente em um ambiente repleto de trash talking, os eternos rivais voltarão a se enfrentar, mais uma vez valendo o cinturão da divisão dos galos.

UFC 199 –  Card Principal:

Peso leve: Dustin Poirer x Bobby Green
Peso médio: Dan Henderson x Hector Lombard
Peso pena: Max Holloway x Ricardo Lamas
Peso galo: Dominick Cruz x Urijah Faber
Peso médio: Luke Rockhold x Michael Bisping

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