Advogado de Georges St. Pierre revela progresso da negociação com o UFC.

Eric Hochstadt, advogado do atleta, diz que negociações ainda estão travadas e que nova gestão do UFC representa "os caras ruins" na negociação.
(Foto: MMA Mania)

O retorno de Georges St. Pierre ao MMA e ao UFC possui capítulos dignos de séries do Netflix. O canadense vem incansavelmente buscar um consenso para sua volta ao MMA e aos octógonos do UFC e várias tentativas de negociação já aconteceram, mas até então, todas fracassaram.

E parece que a última empreitada da assessoria jurídica do lutador seguiu o mesmo caminho. Eric Hochstadt, advogado do atleta, emitiu uma declaração à revista Forbes sobre a situação das negociações e o quão frustrantes são as tentativas de consenso entre o atleta e a nova gestão do UFC (declaração que pode ser lida aqui):

Eric Hochstadt, advogado de Georges St. Pierre (Foto: Forbes)

Eric Hochstadt, advogado de Georges St. Pierre (Foto: Forbes)

“Olhe… Georges está pronto para voltar se conseguirmos finalmente resolver isso. Esperamos que, pelo Georges, pelo esporte e pelos fãs, consigamos fazer isto acontecer. Por ora, neste momento, só conseguiremos projetar um retorno para 2017.

Ele (Georges) não precisa do UFC. Se esta nova gestão insistir em tentar impedí-lo de retornar ou de lutar em qualquer lugar, caberá ao atleta decidir se quer buscar auxílio legal para desvincular-se do UFC ou se preferirá retirar-se do esporte e fazer outra coisa.

Estes caras (a WME-IMG, novo gestor do UFC) são os malvados na história. Tenho certeza que se não fosse por eles, nada disso teria acontecido, teríamos chegado a um acordo, quem sabe até teríamos Georges lutando em Toronto pelo UFC 206.”

(Eric Hochstadt, advogado de Georges St. Pierre)

Georges estava sendo cogitado para enfrentar Michael Bisping pelo UFC 206 em Toronto, no Canadá e usou suas redes sociais para manifestar interesse no duelo, porém esbarrando em questões judiciais e contratuais, teria de recusar o desafio. O canadense já chegou a dizer que havia rompido seu contrato com o UFC, mas dias depois anunciou que o vínculo foi mantido e que “fez as pazes” com o chefão Dana White.

O atleta permanece-se irredutível e firme quanto às condições para seu retorno, enquanto o UFC tenta exaustivamente diminuir os valores e regalias propostos pelo atleta. Georges também pleiteia por um contrato “menos escravista” e com liberdade maior para ir e vir dentro da organização, algo que não agrada a cúpula administrativa do Ultimate. Georges não luta há três anos, desde 16 de Novembro de 2013, quando defendeu seu cinturão contra Johny Hendricks pelo UFC 167.



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Paulistano, São Paulino, baterista, perito em TI, fanático por lutas e viciado em games. Colunista e redator Nocaute Na Rede.
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