As mudanças que fizeram Alistair Overeem ressurgir

O gigante holandês Alistair Overeem chegou ao UFC pra ser campeão, acabou passando por maus bocados, saiu do top 10 da Organização, mas agora ressurgiu e está na beira...

O gigante holandês Alistair Overeem chegou ao UFC pra ser campeão, acabou passando por maus bocados, saiu do top 10 da Organização, mas agora ressurgiu e está na beira de um ‘tittle shot’. Mas, o que aconteceu com Overeem? Por que a decadência? O que o fez ressurgir? Confiram.

(Foto: Getty Images)

(Foto: Getty Images)

Alistair Overeem chegou ao UFC com o status de “vem pra ser campeão”. O lutador já havia sido campeão de grandes eventos como o K1, Dream e Strikeforce, logo a fama era grande, e a aposta de que se tornaria também bem sucedido na nova Organização era alta. 



De início, logo na primeira luta, justificou a aposta do Ultimate. Nocauteou o “gigante albino” Brock Lesnar, que havia acabado de perder o posto de campeão da categoria, em apenas 2:26 do 1º round.

(Foto: Reprodução/ Sexto Round)

(Foto: Reprodução/ Sexto Round)

Após a bela estreia, os problemas de ‘the reem’ começaram. Primeiro ele ficou um bom tempo afastado por conta de ter testado positivo para o uso de anabolizantes. Pouco mais de 1 ano e 1 mês após ter nocauteado Lesnar, voltou a subir ao octógono para enfrentar Antônio Pezão, em luta que valia a chance para disputar o cinturão, e após estar vencendo os dois rounds iniciais, acabou sendo nocauteado. Em 6 meses, subia ao octógono novamente, e novamente acabou sendo nocauteado, agora por Travis Browne, ainda no 1º round, e mais uma vez após estar vencendo o início de combate.

Após um 2013 para se esquecer, o holandês até iniciou bem o 2014, vencendo Frank Mir no UFC 169, por decisão unânime, de forma muito dominante. As coisas começaram a tomar um rumo melhor para ‘the reem’, quando justamente largou a academia Blackzilians para se juntar ao time de Greg Jackson, o treinador de alguns “simples” lutadores como o ex campeão Jon Jones, o até ontem desafiante ao cinturão dos pesos leves Donald Cerrone, e a sensacional campeã peso galo feminino Holly Holm.

(Foto: Reprodução)

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Logo de cara, o campeão já mostrou mudança. O ‘thrash talking’, muito utilizado nas lutas com Pezão e Browne acabou ficando de lado. Para a luta contra Ben Rothwell, Alistair pregou o respeito, sempre colocando-o muito bem em suas entrevistas. No combate, acabou sendo nocauteado por Rothwell com apenas pouco mais de 2 minutos do round inicial, mas um renovado lutador estava por vir. Nas próximas vezes em que ele subisse ao octógono, suas performances estariam bem diferentes.

Greg Jackson pode ser apontado como o principal responsável por essa mudança do estilo de Overeem. Treinou o lado físico, técnico e até mesmo mental do lutador. Além de tornar-se mais respeitoso, ‘the reem’ foi conscientizado que tem “queixo de vidro” e não pode estar dando bobeira com isso. Com o treinamento feito, hora de colocar em prática, e o primeiro teste foi em dezembro de 2014, no último evento do ano, contra o também “gigante holandês” Stefan Struve

Momento em que 'Big John' interrompe o duelo e Overeem é declaro vencedor por nocaute (Foto: ESPN)

Momento em que ‘Big John’ interrompe o duelo e Overeem é declaro vencedor por nocaute (Foto:  Reprodução/ ESPN)

Quando o combate se iniciou, o mundo viu um Overeem mais tranquilo, controlando mais o seu ímpeto, mais estrategista, mostrando realmente o “dedo” de Greg Jackson. O trabalho de movimentação lateral muito bom, mantendo uma distância segura, entrando, golpeando e saindo numa boa, sem aquela trocação franca que poderia fazer tudo ir por “água abaixo”. Acabou conseguindo pôr a luta pra baixo e castigou o oponente até que o juiz declarasse o nocaute técnico, ainda no 1º round. 

Já em 2015, no UFC 185, enfrentou Roy Nelson. O jogo feito contra Struve foi mantido. Alistair manteve o trabalho de movimentação lateral, sem trocação franca, aproveitou bem a sua envergadura e controlou a distância, trocou de base inúmeras vezes para confundir o oponente, usou muito bem os chutes. Um jogo que lembra muito bem o do ex campeão Jon ‘bones’ Jones, e que se mostrou muito eficiente mais uma vez. 

Uma das várias caneladas que Overeem disparou na barriga de Roy Nelson durante a luta (Foto: Reprodução/ SporTv Globo)

Uma das várias caneladas que Overeem disparou na barriga de Roy Nelson durante a luta (Foto: Reprodução/ SporTv Globo)

Na última luta de 2015, Overeem teria um verdadeiro teste para saber se esse jogo era realmente bom. O adversário era ninguém menos que o ex campeão da categoria peso pesado, Júnior Cigano. O brasileiro de mãos pesadas, boxe afiado, muito bom preparo físico e “queixo de aço” era um perigo como nenhum outro já enfrentado. O holandês seguiu a estratégia mais uma vez, com exatamente o mesmo estilo de jogo feito contra Roy Nelson. Apesar de Cigano ser totalmente diferente de ‘big country’, ainda assim tudo funcionou novamente, e dessa vez de uma forma ainda melhor, já que a troca de base acabou sendo crucial para que ele conseguisse um nocaute pra cima do brasileiro.

Momento em que Overeem acerta o cruzado que levou Cigano ao 'knockdown' e consequentemente ao nocaute técnico (Foto: Reprodução)

Momento em que Overeem acerta o cruzado que levou Cigano ao ‘knockdown’ e consequentemente ao nocaute técnico (Foto: Reprodução)

Agora, Overeem está mais perto do que nunca de um ‘tittle shot’. A vitória direta sobre o #2 da categoria acaba arrastando o holandês para alguns degraus acima na divisão. Seus adversários diretos não possuem sequência tão boa, com exceção de Andrei Arlovski. Aliás, o bielorusso ex campeão do Ultimate, pelo menos teoricamente, é o único que pode atrapalhar os planos de Alistair chegar ao ‘tittle shot’ num futuro bem próximo. Além da boa sequência, o holandês também possui um grande número de fás e economicamente para o UFC seria muito bom ter ele como campeão. Esse é mais um ponto que aproxima o lutador e a oportunidade pela luta valendo título.

De 2010 à 2015, Alistair Overeem foi do céu ao inferno e agora ressurge, pronto para chegar ao mesmo objetivo que seus “companheiros” de Europa, Joanna Jedrzejczyk e Conor McGregor, ao posto de campeão do UFC.

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Escrito por Kaio Teixeira Lima



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Pai, marido, neto, amante da família; filho de Deus; Graduando em Comunicação Social (Rádio e TV) na Universidade Federal do Maranhão; Editor chefe do Nocaute na Rede,; Redator nas seções de MMA nacional e internacional; Apaixonado por rádios, jornais, livros, podcasts, filmes, séries, comidas, esportes em geral; MMA é uma paixão absurda; Praticante de MMA e muay thai; Crítico Social
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