Bellator 180: Análise Técnica e Tática de Wanderlei Silva x Chael Sonnen

Após varias contratações de peso durante os últimos meses, o Bellator finalmente conseguiu reunir parte de seus atletas mais conhecidos para realizar aquele que, segundo Scott Cocker, será o...
Chael Sonnen and Wanderlei Silva

(Foto: Esther Lin, MMA Fighting)

Após varias contratações de peso durante os últimos meses, o Bellator finalmente conseguiu reunir parte de seus atletas mais conhecidos para realizar aquele que, segundo Scott Cocker, será o maior evento da história da organização, que marcará sua estreia em Nova Iorque no próximo sábado (24).

Entre os principais nomes que o evento reúne estão Chael Sonnen, ex-desafiante ao cinturão peso médio do UFC, Wanderlei Silva, ex-campeão peso médio do Pride, Fedor Emelianenko, ex-campeão do Pride e maior peso pesado de todos os tempos, Matt Mitrione, Douglas Lima, campeão peso meio-médio do Bellator, Lorenz Larkin, Michael Chandler, campeão peso leve do Bellator, Phil Davis, campeão do peso meio-pesado do Bellator, Ryan Bader e Aron Pico, uma das maiores promessas do esporte.



Hoje, relembraremos a grande carreira dos dois lutadores e analisaremos as mais importantes partes técnicas e táticas da luta principal do evento, Chael Sonnen x Wanderlei Silva.

O texto é dividido em cinco partes: retrospecto, análise técnica, análise tática, conclusões e prognóstico, sinta-se a vontade caso queira ir diretamente para alguma delas.

 

Retrospecto

Wanderlei Silva teve uma bela – e sangrenta – carreia no MMA. No final da década de 1990, um jovem e promissor membro da Chute Boxe de Curitiba chamou atenção dos entusiastas do esporte no International Vale Tudo, o tradicional IVC, ao enfrentar três adversários na mesma noite. Tudo isso lutando sem luvas, prática comum do Vale Tudo na época, lembrando os combates do memorável John L. Sullivan, lenda da primeira era do boxe. Dois saíram nocauteados no primeiro round pelas mãos de Wanderlei Silva, que acabou perdendo a final para Arthur Mariano, mas foi o cachorro louco que saiu como (anti) herói da história.

Após o início de carreira impressionante, Wanderlei intercalou passagens pelo IVC, onde nunca mais perdeu, e UFC, onde atropelou Tony Petarra, mas foi nocauteado por Vitor Belfort, seu arquirrival durante anos, em incríveis 44 segundos, no Ginásio da Portuguesa, em São Paulo. Porém, foi após essa fase que o brasileiro cravaria seu nome na história das artes marciais, logo após ter feito sua primeira viagem ao Japão.

A história começou a ser escrita em 12 de setembro de 1999, na Yokohama Arena, numa província de Kanagawa, quando Wanderlei Silva venceu o norte-americano Carl Malenko. Porém, o clímax da história começou a se desenvolver no início de 2001, quando o brasileiro, de forma impressionante, nocauteou Kazushi Sakuraba, que até hoje é o maior ídolo dos japoneses no MMA, em pouco mais de um minuto e meio de MMA.

Para o azar de Sakuraba, que será integrado ao Hall da Fama do UFC num futuro próximo, aquela não foi a única vez em que ele entrou num ring com o cachorro louco. Pouco mais de um ano e meio após a primeira luta, uma revanche foi marcada, dessa vez valendo o cinturão peso médio (até 93kg) do Pride, e, novamente, o japonês saiu nocauteado, agora por interrupção médica.

A vitória marcou o início da maior fase da carreira de Wanderlei, que defendeu o cinturão cinco vezes, contra Kiyoshi Tamura, Hiromitsu Kanehara, Rampage Jackson e  Ricardo Arona, sendo as três primeiras por nocaute antes do final do segundo round. Essa sequência (conquista de cinturão e mais quatro defesas) foi a maior da história do Pride, superando até mesmo Fedor Emelianenko, o maior peso pesado de todos os tempos.

Como se não bastasse, Wanderlei ainda foi campeão do Grand Prix peso médio do Pride de 2003, vencendo Kazushi Sakuraba – de novo –, Hidehiko Yoshida e Rampage Jackson, com quem protagonizou uma das maiores rivalidades do esporte.

O brasileiro conseguiu acumular mais de vinte vitórias no Pride, mas a organização, após ter possivelmente se envolvido em assuntos que até hoje são obscuros – incluindo relações com a Yakuza – foi vendido para o UFC, que se tornou, de forma indiscutível, a maior organização de MMA do planeta.

Com a venda da organização em que se tornou uma lenda do esporte, Wanderlei Silva começou uma nova fase na carreira, a de lutar no UFC – fase essa em que pouquíssimos lutadores do Pride se saíram bem. Foi justamente no UFC em que o cachorro louco começou a decair em rendimento e resultados. Das nove lutas que disputou, perdeu cinco. Os únicos grandes nomes que venceu foram Michael Bisping, atual campeão peso médio do UFC, e Brian Stann, atual comentarista do UFC e capitão dos Fuzileiros Navais dos Estados Unidos. Quando enfrentou os melhores do mundo, como Chuck Liddell, ex-campeão peso meio-pesado do UFC, Rampage Jackson, também ex-campeão peso meio-pesado do UFC, e Rich Franklin, ex-campeão peso médio do UFC, saiu derrotado em todas.

Hoje, quatro anos após a última vez em que subiu num octógono para lutar, Wanderlei volta a fazer o que tanto ama – mesmo que sem a habilidade e a condição física de antes – e subirá num cage mais uma vez, dessa vez para enfrentar outro grande rival, Chael Sonnen, que também tem uma história bem interessante.

Primeira luta de uma das melhores trilogias da história do MMA. Wanderlei Silva surra Kazushi Sakuraba pelo PRIDE 13 (Foto: UFC Fight Pass)

Chael Sonnen entrou no mundo das lutas bem cedo, ele cresceu na cidade de West Linn, Oregon, nos Estados Unidos, e começou a treinar wrestling desde jovem. Representando a Universidade de Oregon, Chael disputou diversos torneios de wrestling e venceu muitos, sendo campeão nacional e vice-campeão mundial universitário (atrás apenas do wrestler olímpico Toomas Proovel) de luta greco-romana e All American na consagrada 1ª divisão da NCAA.

Antes de chegar ao palco do UFC, Chael lutou em diversos eventos pequenos, mas também teve passagem por organizações mais conhecidas como o Pancrase, um dos maiores do Japão, e o WEC, a máquina de revelar lutadores mais leves. Chael também enfrentou caras de nome como Jason Miller, Akihiro Gono, Forrest Griffin, Renato Babalu e os veteranos Jeremy Horn e Keiichiro Yamamiya.

Sua primeira passagem pelo UFC foi falha, perdeu duas de três lutas, fez a revanche com Renato Babalu, mas dessa vez perdeu e foi finalizado, depois venceu Trevor Prangley e perdeu pela terceira vez para Jeremy Horn, sendo demitido logo em seguida.

Sua volta por cima começou no Bodog Fight, onde teve uma grande sequência de vitórias, vencendo o atual peso pesado do UFC Oleksiy Oliynyk, finalizando Tim McKenzie, ex-lutador do UFC, em 13 segundos, e nocauteando o veterano do UFC, Pride e M-1, Amar Suloev.

No mesmo ano Chael foi parar de novo no WEC e, graças a sua sequência de vitórias, foi direto para a disputa de cinturão contra Paulo Filho, mas foi finalizado no final do segundo round, onde, segundo Chael, ele não bateu, porém o juiz interpretou diferente. Mais uma vitória foi o suficiente para conseguir a revanche e, dessa vez, Chael dominou Paulo Filho, mas Paulo não bateu o peso e a luta não valeu o cinturão, mas todos sabem que Chael Sonnen é o verdadeiro campeão moral do WEC.

Após vencer Paulo Filho e se tornar o “campeão moral” da organização, finalmente ele estava de volta ao UFC. Todos sabiam que o ponto fraco de Chael Sonnen era o jiu-jitsu e sua primeira luta na volta seria justamente contra o dono do melhor jiu-jitsu já visto no MMA, cinco vezes campeão mundial de jiu-jitsu, três vezes campeão da Copa do Mundo de jiu-jitsu, campeão do ADCC e campeão pan-americano, Demian Maia. O favoritismo se manteve e Demian finalizou no primeiro round.

Logo em seguida veio uma das melhores sequências da carreira de Chael, quando ele atropelou três dos melhores da categoria. A primeira vítima foi Dan Miller, no UFC 98 (mesmo evento em que Lyoto Machida se tornou campeão meio-pesado do UFC). Em seguida veio o japonês Yushin Okami, que estava 7-1 no UFC até então, mais uma vitima do wrestling de Chael, e, por último, o ex-desafiante ao título dos médios, Nate Marquardt, que era favorito para vencer, mas Chael abusou de seu wrestling novamente e garantiu seu title-shot.

UFC 117, em Oakland, Califórnia. Estávamos prestes a presenciar uma das maiores noites na história do MMA. De um lado, o melhor lutador peso por peso do mundo (Fedor Emelianenko tinha perdido para Fabrício Werdum alguns meses antes), do outro, o provocador e melhor wrestler da divisão, Chael Sonnen. Toda a provocação e o trash-talk de Chael Sonnen chamaram muita atenção para a luta no mundo todo, inclusive foi um dos primeiros estouros do MMA aqui no Brasil. Muitos diziam que Chael tinha o jogo perfeito para vencer o campeão Anderson Silva.

Anderson era um trocador muito técnico, com contra golpes fatais, mas sua defesa de quedas era questionável, Travis Lutter e Dan Henderson tentaram explorar essa falha, mas acabaram tropeçando no caminho (curiosamente, ambos perderam por finalização). A luta começou e Chael surpreendeu na trocação com um boxe afiadíssimo, que levou Anderson Silva ao chão no começo da luta, em seguida veio o wrestling impecável que dominou o campeão round a round. O tempo foi passando e o cinturão cada vez mais próximo de Chael, depois de quatro rounds e meio de dominância e com a vitória em suas mãos, Chael relaxou na guarda de Anderson, que investiu num triangulo e o fez desistir, numa das maiores reviravoltas do MMA, e Anderson Silva se manteve como campeão.

Após a luta foi revelado que Chael Sonnen testou positivo para níveis elevados de testosterona, mas o apelo da luta foi tão grande que isso quase foi esquecido com o passar do tempo.

Em seguida Chael Sonnen bateu mais dois tops da categoria para conseguir sua nova chance ao título, foram eles: Brian Stann e Michael Bisping. Chael Sonnen venceu bem os dois e convenceu ao UFC que merecia uma nova chance ao título.

Chael Sonnen provocou muito Anderson Silva antes dessa luta, muito mesmo, apareceu em tudo quanto era programa de TV, promoveu a luta o máximo que pode e, com isso, deixou Anderson Silva maluco. Foram desde provocações pessoais, familiares e muitas direcionadas ao Brasil, coisa que chamou muito a atenção do público daqui, que já estava se tornando a segunda maior renda do UFC, logo atrás dos Estados Unidos.

A luta aconteceu no UFC 148, dois anos após a primeira, e, dessa vez, vendeu quase o dobro de pacotes de PPV nos EUA. A estratégia para Chael era a mesma e dessa vez ele iria tomar todo o cuidado do mundo pra não errar, coisa que não aconteceu. No primeiro round Chael dominou completamente Anderson Silva, mais que em qualquer round da primeira luta, sua melhora no jiu-jitsu foi notória e acabou o round montado no faixa-preta.

 No segundo round, foi mais do mesmo, Chael botou pra baixo e foi trabalhando o ground and pound, até que Anderson levantou e vimos Chael cometer um dos erros mais ridículos já vistos, ele tentou um soco rodado de forma muito lenta no melhor e mais rápido trocador do MMA na época. Resultado: Anderson esquivou e foi pra cima, castigando Chael Sonnen que caiu mais uma vez e se encolheu até o juiz separar a luta, assim, Anderson Silva continuou campeão.

Quase um ano se passou para Chael Sonnen voltar ao octógono, dessa vez ele foi escalado para ser um dos treinadores do The Ultimate Fighter, ao lado do campeão meio-pesado do UFC, Jon Jones. Durante a temporada, Chael se mostrou uma pessoa completamente diferente do que os fãs estavam acostumados e provou ser um treinador excepcional. A luta dos treinadores aconteceu no UFC 159, em Abril de 2013. O resultado já era esperado, Jon Jones era um monstro e era o campeão dominante de uma das divisões com os melhores lutadores no UFC. O resultado foi o esperado, Chael foi nocauteado no fim do primeiro round e Jon Jones se manteve como campeão.

Após perder para o campeão Jon Jones, foi dada uma missão à Chael Sonnen, encabeçar o evento que seria a volta dos Fight Night’s. Sonnen continuou nos meio-pesados e enfrentou Mauricio Shogun, ex-campeão dos meio-pesados do UFC e vencedor do GP dos médios de 2005 do Pride, era parada dura, mas Chael se saiu bem e descolou uma guilhotina no primeiro round, mostrando que seu jiu-jitsu estava melhorando a cada dia.

Por último no UFC, veio Rashad Evans, no UFC 167, na edição de comemoração de 20 anos de UFC. A luta era dura para Chael e Rashad era o favorito, ele até tentou pressionar no começo, mas logo a situação foi revertida e Chael foi batido no final do primeiro round, anunciando sua aposentadoria logo depois.

Passaram-se mais de três anos até o gangster americano voltar a ativa. Seu contrato com o UFC tinha acabado e ele assinou com o Bellator, onde fez sua última luta. O adversário era o ex-campeão peso meio-pesado do UFC e ex-desafiante ao cinturão do Bellator, Tito Ortiz. Sonnen entrou como favorito, mas fez uma péssima luta e conseguiu perder para um sujeito de 42 anos e que não vencia uma luta descente há seis anos.

Não demorou muito para que Chael Sonnen quisesse voltar ao octógono, e com a contração de Wanderlei Silva pelo Bellator, o casamento da luta era inevitável.

Chael Sonnen x Anderson Silva

 

Análise Técnica

Wanderlei Silva teve sua época de ouro no Pride e era – para a época – um lutador do mais alto nível, mas essa já não é mais a realidade e não faria sentido analisar o lutador daquela época. É muito mais plausível analisar a partir de sua última performance.

Wand tem seu ponto forte na trocação, onde atua como um brawler do tipo mais agressivo. Ele sempre está pressionando, buscando controlar o centro do octógono para deixar seu adversário acurralado e sem espaço com as costas na grade, aplicando um alto volume de golpes, principalmente os cruzados quando entra numa trocação franca.

O clinch também é uma área onde o brasileiro atua bem. Ele tem um bom controle posicional no thai clinch, onde consegue trabalhar joelhadas devastadoras no corpo e na cabeça, além de conseguir adaptar bem seu estilo para um swammer, onde consegue trabalhar o boxe na curta distância e começar uma trocação franca.

Ele é do tipo que prioriza os golpes potentes para conseguir knockdowns ou o nocaute, ao invés de procurar pontuar para garantir a vantagem na pontuação. Graças a isso, ele tem um alto índice de nocaute (71% de suas vitórias foram por nocaute), mas também se coloca muito em risco e acaba recebendo muitos golpes contundentes, como foi contra Chuck Liddell e Brian Stann, para utilizar exemplos mais recentes.

A partir desse ponto, podemos observar que sua absorção de golpes também já não é a mesma. Apesar de só ter recebimento oficialmente um knockdown contra Brian Stann, Wanderlei ficou atordoado várias vezes na luta, porém conseguiu se recuperar rapidamente. Resta saber se hoje, quatro anos após o combate, sua absorção não piorou. Pelo menos, o poder de nocaute continua bem elevado.

Desde que chegou ao UFC, Wanderlei enfrentou poucos lutadores que não buscaram a trocação. No geral, ele tem uma defesa de quedas de 62%, mas ele nunca enfrentou um wrestler do calibre de Chael Sonnen. Quando enfrentou Michael Bisping, que tem suas origens e jogo focados no boxe, Wanderlei foi quedado cinco vezes numa luta de três rounds, o que acaba sendo um pouco preocupante.

 

Chael Sonnen é bem medíocre na trocação, mas o que ele tem deu para o gasto em algumas lutas. Ele tem um boxe alinhado, parecido, talvez, com o estilo de boxer-puncher, que, defensivamente, tenta lutar como um out-fighter, mantendo e distância e ficando fora do raio de ação do adversário, e, ofensivamente, coloca mais pressão, trabalhando golpes longos e retos, mas sem se arriscar muito na curta distância.

Muitas vezes, o boxe serve para que ele possa encurtar a distância e entrar em queda. Isso geralmente é feito colocando pressão e fintando os golpes, para que possa confundir o adversário e, de forma mais imprevisível, consiga entrar com a queda.

O wrestling é seu ponto forte e, durante muitos anos, ele foi o melhor da divisão nessa área – isso é algo muito maior do que muitos pensam. Ele trabalha bem as entradas de double leg, que são sua melhor e mais eficaz técnica, que são (ou eram) aplicadas com um boa mistura de técnica, força, equilíbrio e timing.

Pode soar estranho falar isso por causa de suas falhas no jiu-jitsu, mas o segundo ponto mais forte de Chael Sonnen é a luta de solo. Não por ele ter boas transições ou um vasto arsenal de finalizações, mas porque ele tem um bom controle posicional por cima, prendendo bem os adversários e não os deixando levantar com facilidade, e um ground and pound aplicado num volume muito alto, com boa velocidade e potência.

 

Análise Tática

Wanderlei Silva tem que ser inteligente e fazer com que Chael Sonnen jogue o seu jogo. Para isso, ele tem que colocar muita pressão na trocação e não deixar que o norte-americano tenha o controle do centro do cage. Se fizer com que Chael não tenha o controle e só consiga se movimentar lateralmente, diminuiu as chances dele ser quedado, se conseguir fazer com que Sonnen só anda para trás, as chances são praticamente nulas, já que wrestler não entra em queda andando para trás.

O ex-desafiante ao cinturão de Anderson Silva nunca foi conhecido por aguentar muitos golpes, enquanto Wanderlei sempre foi conhecido por ser um nocauteador feroz. Com isso em mente, fica claro que Wanderlei tem que, como sempre faz, investir nos golpes mais contundentes. Para conseguir isso, seria interessante que ele deixasse o adversário de costar para o grade e trabalhasse a trocação da média para a curta distância.

O da vitória para Chael Sonnen é um dos mais claros do evento. Ele tem que tomar cuidado na trocação, mas não pode ser inativo, tem que responder a pressão do adversário e usar bastante as fintas, para não ser previsível e, assim, encontre uma brecha para entrar com a queda.

Se conseguir derrubar, o caminho é mais simples ainda. Abafar Wanderlei no solo, mantê-lo preso ali, procurar avançar nas posições e ir trabalhando o ground and pound para ter vantagem na pontuação.

 

Conclusões

Depois do que Chael Sonnen aprontou contra Tito Ortiz, não é muito improvável que Wanderlei Silva o decapite na trocação, mas Sonnen nunca foi um lutador burro e deve seguir sua estratégia a risca.

Com os dois seguindo seus planos, Chael Sonnen deve acabar tendo vantagem, conseguindo quedar e controlar Wanderlei no solo por pelo menos dois rounds, tendo, assim, a vantagem mínima necessária para vencer na pontuação.

A questão que fica é, Chael Sonnen sobreviverá a trocação patologicamente agressiva e contundente de Wanderlei Silva. Aposto, com um pé atrás, que sim.

 

Prognóstico: Chael Sonnen.



Categorias
Lutas

Bacharelando em Jornalismo, Analista de MMA e boxe no PitacoEsportivo.com e Nocaute na Rede. Contatos: [email protected] (via e-mail) e @kauemcd (via Twitter)
    2 Comentários nesta publicação.
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