Brasil retoma a boa fase e atinge recorde no UFC

No início dos anos 2010, o UFC explodiu no mercado brasileiro impulsionado pelos reinados de José Aldo e Anderson Silva, principalmente
Charles Oliveira mantem o cinturão do peso-leve (Créditos: UFC)

No início dos anos 2010, o UFC explodiu no mercado brasileiro impulsionado pelos reinados de José Aldo e Anderson Silva, principalmente. Em 2012, o Brasil chegou a ter 4 campeões simultâneos na maior organização de MMA do mundo: Júnior Cigano, Renan Barão e os dois citados anteriormente.

De lá pra cá, o país passou por uma entressafra de talentos e perdeu protagonismo. Após a derrota de Rafael dos Anjos em 7 de julho de 2016, o Brasil ficou sem um cinturão pela primeira em quase 10 anos. No entanto, o jejum durou pouquíssimo: logo no dia 9 do mesmo mês, Amanda Nunes derrotou Miesha Tate e conquistou o peso-galo feminino. Mesmo com a derrota, há muitos talentos a serem aproveitados no UFC, confira ainda como acompanhar o esporte de uma forma mais divertida.



Nos anos seguintes, nenhum outro lutador brasileiro, além de Amanda, emplacou um grande reinado. José Aldo chegou a recuperar o cinturão do peso-pena, mas não defendeu contra Max Holloway em 2017, Jéssica Andrade levou na categoria peso-palha e logo perdeu para a chinesa Zhang Well. Quem emplacou mais de um ano como campeã foi Cris Cyborg, que somou mais de 500 dias com o cinturão do peso-pena até perder para a própria Amanda Nunes, que se tornou a primeira mulher a unificar dois cinturões no UFC.

Em 2021, porém, o Brasil voltou a figurar entre os países com mais campeões simultâneos no UFC. Além dos dois cinturões de Amanda, Deiveson Figueiredo derrotou Joseph Benavidez para se tornar o campeão do peso-mosca em julho de 2020 e Charles do Bronx conquistou o peso-leve em maio do ano seguinte. O auge veio alguns meses depois.

Após a derrota de Deiveson em julho e 2021, Glover Teixeira finalizou Jan Blachowicz para conquistar o cinturão dos meio-pesados e se tornar, aos 42 anos, o lutador mais velho a se tornar campeão pela primeira vez. Novamente com 4 cinturões e 3 campeões diferentes, o Brasil perdeu um dos títulos quando Amanda Nunes foi derrotada por Juliana Peña na luta pelo cinturão do peso-galo. O recorde, então, veio em janeiro de 2022, com, novamente, Deiveson Figueiredo. Na terceira luta consecutiva com Brandon Moreno, o brasileiro venceu o mexicano por decisão unânime e recuperou o cinturão do peso-mosca. Pela primeira vez na história, o Brasil alcançou quatro campeões lineares simultâneos no UFC, uma vez que, em 2012, Renan Barão era interino do peso-galo.

O quinto cinturão pode vir com Jéssica Andrade, número 1 do ranking das peso-mosca, ou com Amanda Nunes em uma possível revanche contra Peña. A próxima defesa de cinturão, no entanto, já tem data marcada: 7 de maio de 2022. Charles do Bronx enfrentará Justin Gaethje, ex-campeão interino do peso-leve.



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Louco por MMA Internacional e Nacional - Owner do Nocaute na Rede"1% de chances SEMPRE confiante"
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