#ConexãoBoxe: Entrevista com Emilio Migues Lavelgia, boxeador uruguaio.

Hoje a entrevista foi com Emilio Migues Lavelgia, um jovem boxeador uruguaio que luta dentro e fora dos ringues para manter vivo o Boxe no Uruguai. Profissional na Nobre...

Hoje a entrevista foi com Emilio Migues Lavelgia, um jovem boxeador uruguaio que luta dentro e fora dos ringues para manter vivo o Boxe no Uruguai. Profissional na Nobre Arte e treinador. Dono de um título e uma das grandes promessas do Boxe sul-americano.

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Emilio Migues, campeão Mercosul.

Conte-nos como foi seus início no Boxe e que idade você tinha?



Foi na cidade de Montevidéu, na academia A.B.U, eu estava na cidade por trabalho e Estudo.
Eu havia estado em alguns times de Basquete e um de Futebol, que eram minhas grandes paixões e treinava muito forte, até que eu entrei em um ginásio de Boxe. Então, lá eu encontrei minha verdadeira paixão, como sempre gostei de Boxe, quis aproveitar como descarga emocional, mas terminei tomando mais a sério. Praticava Boxe, ao mesmo tempo que estudava jornalismo esportivo, minha vida sempre está vinculada ao esporte.

O que foi que mais te chamou atenção no Boxe?

Como havia comentado antes, no inicio era pela descarga, com uma hora e meia na academia, me esquecia de tudo e assim comecei a me dar conta do que isto me fazia. Depois, me interessando cada vez mais em melhorar a parte técnica, em querer aprender mais e mais, logo virou uma obsessão. Queria saber tudo, o porquê de cada movimento, treinamentos e tudo mais. Sempre admirei este esporte e seus praticantes.

Você teve alguma dificuldade quando começou a treinar?

Minhas dificuldades eram pelos horários, em um momento estava mais difícil, pois eu tinha que estar em um trabalho às quatro e meia da manhã até às treze horas, logo, em outro lugar de catorze à vinte horas, e inda tendo que atravessar Montevidéu para treinar às vinte e uma horas. Foi duro, sentia muito os treinos, mas eu estava dentro do jogo e não queria sair. Hoje posso contar aos meus alunos que no contexto jamais faltei um dia de treino, isso foi o mais importante que ficou em mim e me fez aprender e entender esse esporte.

Sua família como reagiu com sua decisão de ser boxeador?

Bem, minha família só soube que eu estava boxeando dois anos depois que eu comecei a treinar. Minha família é de Migues, uma cidade que fica há 90 km de Montevidéu, e como neste momento eu vivia em Montevidéu, nos primeiros anos eles não sabiam de nada. O Boxe nesta época tinha a mesma repercussão que tem hoje e eu decidi contar à minha família no momento já estava competindo.

Quem são seus boxeadores favoritos?

Hoje em dia são os cubanos Guillermo Rigondeaux e Andre Ward, são fora de série. Mas na história é Mohammed Ali sem sombra de dúvida, ele foi o grande impulsor para minha paixão a este esporte.

Sua esposa também é Boxeadora, vocês se conheceram pelo Boxe?

Exatamente, Lucía é boxeadora amadora e é treinadora. Nos conhecemos treinando Boxe, e hoje moramos juntos, adoramos o que fazemos. Respiramos Boxe desde que levantamos até a hora de dormir. Ter a mesma paixõ nos ajuda na nossa relação e no presente que temos juntos hoje. Nos treinamos um ao outro e ministramos aulas de Boxe a meninos e menias da região. É como um sonho o presente que vivemos.

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Com a esposa Lúcia, apoio mútuo.

Qual título você detêm atualmente e quando será sua próxima defesa?

Conquistei o título Mercosul em março de 2015, e já se está manejando uma data para defendê-lo, minha vontade é que seja aqui no Uruguai.

Quando é o seu próximo combate?

Será no dia 4 de julho na Argentina contra um adversário com 21 combates profissionais realizados, estou mentalizado como será difícil esse desafio.

Como treinador você levou alunos para combater no torneio Amador WBC que está se realizando no Uruguai em diferentes datas. Como você se sente como treinador?

Sim, temos 4 boxeadores da CIB (Cooperativa Integrada de Boxe) competindo nesse prestigioso torneio, dois meninos e duas meninas, que estão fazendo muito sucesso.

Ser treinador é tão bom quanto boxeador, aproveito da mesma maneira, aplico o que aprendi e vejo refletido nos alunos. Tento sempre atualizar-me em tudo, inovar métodos e sistemas de treinamento de competição, e por agora pudemos obter excelentes resultados. Hoje, desde nossas humildes cidades do interior levamos adiante este esporte que por lugares onde nem se dizia a palavra Boxe, hoje com mais de 100 praticantes entre meninos e meninas praticando, esse é o principal motor da minha vida.

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Com os alunos no Torneio amador da WBC.

Quais são seus planos como boxeador?

Quero enfrentar os melhores em minha divisão, seguir somando combates e não ficar estancado sem lutar por meses. No Uruguai, o Boxe está muito parado, assim muitos boxeadores de grande nível tiveram que abandonar o esporte por não ter eventos para lutar, isso me deixa muito triste. Por esse motivo, decidimos dar um passo a mais, e começar a trabalhar com os argentinos que tem um Boxe muito vivo, onde nos deram mais possibilidades que aqui não temos. Um boxeador que quer lutar, e não luta perde o sentido. Sair e combater no exterior é o propósito principal, mas somos conscientes que para isso temos que trabalhar duro e sem ficar quieto ou estancado. 

Por favor, deixe uma mensagem ao fans do Boxe.

A mensagem que lhes posso deixar é que esse esporte é a melhor terapia, o mais completo fisicamente, mentalmente e socialmente aqueles que decidem praticar-lo seja de forma recreativa ou competitiva. É um esporte nobre e cheio de códigos, onde quem os rompe, o mesmo ambiente se encarrega de deixá-lo de lado, e isso não se encontra em todos lados. É uma forma de viver e sempre treinar, se cuidar e sentir-se melhor, ao mesmo tempo se pode fazer amizades que com o tempo passam a ser a família que se pode escolher.

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Escrito por Márcio Reginatto



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Criado em 14 de agosto de 2013, o Nocaute na Rede tem como principal objetivo FORTALECER o crescimento do esporte pelo Brasil e mundo a fora, é por isso que desde o início divulgamos os pequenos eventos e atletas que estão começando no cenário nacional.
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