Demetrious Johnson “entra na onda” e é mais um a reclamar do UFC

Os lutadores do UFC não estão lá muito satisfeitos com o rumo que a Organização vem tomando, esquecendo do lado desportivo e levando em conta totalmente o lado do...
(Foto: Sherdog)

Os lutadores do UFC não estão lá muito satisfeitos com o rumo que a Organização vem tomando, esquecendo do lado desportivo e levando em conta totalmente o lado do ‘show business’. Alguns atletas optaram por não renovar o contrato e pediram as contas, outros ainda estão lá, e “soltando o verbo” contra o presidente Dana White. Recentemente, Al Iaquinta, Luke Rockhold e Cris Cyborg foram alguns dos que reclamaram, e agora Demetrious Johnson também resolveu entrar na história.

“Em nenhum outro esporte no mundo o melhor não recebe o maior salário. Nunca quis dizer isso, mas eu não me importo mais, são fatos: quando CM Punk assinou com o UFC, as pessoas me perguntaram o que eu achava, e eu disse: “CM Punk provavelmente vai ganhar mais do que eu ganhei na minha primeira luta”. E ele ganhou. Acho que ele recebeu US$ 500 mil. Não tenho nada contra CM Punk, mas se você olhar bem, isso não faz sentido. Sei que eles precisam olhar para o lado do negócio, que ele vai vender todos os ingressos, mas ele não consegue lutar! É por isso que eu disse que o UFC deveria tentar assinar com aquela garota “Cash Me Ousside” (subcelebridade americana), porque ela provavelmente vai falar merda e superar todo mundo nas vendas de ingressos”, declarou o ‘Mighty Mouse’ à “ESPN” americana.

Demetrious citou ainda Conor McGregor, comparou o dinheiro recebido por eles, e lamentou o fato de hoje o talento já não ser mais a coisa que os fãs mais apreciam nos lutadores.

“Há um tempo, meu treinador Matt Hume disse: “Qualquer campeão do UFC deveria receber US$ 1 milhão por ano”. Se eu lutar duas vezes por ano, recebo US$ 400 mil. O UFC deveria me mandar um bônus no fim do ano para eu chegar a US$ 1 milhão, por ser o campeão. Sei por que o UFC leva os negócios desse jeito. Sei por que Conor McGregor recebeu uma base de US$ 3 milhões. Mas eu acho que minha habilidade justificaria o pagamento, e eu sempre estou disposto a promover minha marca. Eu continuo apaixonado pelo esporte. Amo treinar todos os dias. Minha relação com o aspecto do negócio, do jeito que eles decidem onde colocar, isso mudou. Acho que estou incomodado com algumas reações dos fãs, e como eles estão mais interessados em coisas que não são o talento verdadeiro. Eu sempre apreciei o talento acima de qualquer coisa”.

O campeão peso mosca comentou ainda sobre boa parte dos fãs fãs hoje preferirem muito mais uma ação falsa, porém que promova o ‘trash talking’, do que a verdade sendo dita.

“As pessoas me perguntam o que acho da luta do Conor McGregor contra Floyd Mayweather. Tenho duas respostas para isso. Minha resposta verdadeira é que eu preferia ver Conor defender o cinturão do UFC e que não vejo sentido nessa luta de boxe. Quero vê-lo usar todas as habilidades que ele tem, e quero ver Mayweather lutar com o melhor do esporte dele, como Saul “Canelo” Alvarez ou Gennady Golovkin. A outra resposta que poderia dar é: “Foda-se Conor! Foda-se Floyd! Vou derrotar os dois na mesma noite, os dois são um lixo”, e as pessoas engoliriam isso muito mais do que a honesta e verdadeira opinião. Isso que é triste no esporte e nas redes sociais hoje em dia”, concluiu.

No último dia 15 de abril, Demetrious finalizou o brasileiro Wilson Reis e chegou a sua 10ª defesa consecutiva de cinturão, igualando o recorde de Anderson Silva. Caso a média de duas lutas por ano seja mantida, poderá ele chegar a 11 e assim se tornar o maior recordista nesse quesito ainda em 2017.



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Pai, marido, neto, amante da família; filho de Deus; Graduando em Comunicação Social (Rádio e TV) na Universidade Federal do Maranhão; Editor chefe do Nocaute na Rede,; Redator nas seções de MMA nacional e internacional; Apaixonado por rádios, jornais, livros, podcasts, filmes, séries, comidas, esportes em geral; MMA é uma paixão absurda; Praticante de MMA e muay thai; Crítico Social
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