Depois de muitas recusas por nova categoria, Dana White confirma nova divisão de peso feminino.  

A nova divisão (até 65,8 Kg) era uma das cobranças feitas pela brasileira Cris Cyborg, que não aguentava mais bater o peso combinado de 63.5 Kg
Dana White (Foto: UFC via Getty Images)

 

Na última terça-feira, Dana White fez uma entrevista onde teria oferecido duas lutas a Cris Cyborg, todas na categoria peso-pena e valendo cinturão. A brasileira teve que recusar por ainda se recuperar das sofridas e desumanas perdas de peso em que era submetida para lutar no UFC, que era peso combinado até 63.5 Kg. Não se sabia se isso poderia impedir de a categoria dos penas (até 65,8 Kg) ser aberta, devido a grande “Hype” que a brasileira possui, mas, nesta quarta-feira, Dana White confirmou que a nova categoria vai sim ser criada, com ou sem a participação da lutadora brasileira.

Sonhando por sua divisão no UFC, Cyborg teve que enfrentar uma longa batalha de espera. No extinto Strikeforce, Cyborg lutava nos penas, onde campeã chegou defendeu por três vezes o cinturão. Ronda Rousey era campeã peso-galo feminino e tinha uma defesa de título. Quando o UFC comprou a organização, inicialmente não era ideia de Dana White criar uma categoria feminino (nem mesmo a do peso-galo), onde chegou a afirmar categoricamente: “nunca veremos uma mulher no UFC”. No entanto, o UFC inaugurou a categoria peso-galo feminino e Ronda Rousey se tornou a maior estrela da organização; enquanto isso, a categoria peso-pena não foi sequer cogitada a ser criada, e assim, Cyborg não teria espaço na maior organização de MMA do planeta.

A lutadora brasileira, então, precisou lutar em outra organização, em outro evento que tivesse a sua categoria, no Invicta FC. Fez cinco lutas, foi campeã e dominou na categoria. Ganhou destaque mesmo em um evento que não conta com maior prestígio do público. A partir disso, conseguiu ganhar chance de lutar no UFC, mas não no peso-pena, e sim em peso casado, que seria um peso intermediário entre galos e penas (63.5 Kg). Estreou bem ao vencer por nocaute no primeiro round a americana Leslie Smith, fez sua segunda luta no UFC no Main Event em Brasília, ao vencer por nocaute técnico a sueca Lina Lansberg, no segundo round.

A partir daí, Cris começava a cobrar por sua divisão, onde a mesma chegou a afirmar que o motivo da não criação da categoria dos penas seria por ela não ser “loira de olhos azuis”, mas Dana White era enfático:

“Não temos a categoria da Cyborg porque não há lutadora o bastante para isso. Eu cuido dos negócios, sei o que está acontecendo. Ela pode falar a besteira que quiser, mas quem sabe sou eu.”

Cyborg e Dana White

Cyborg e Dana White

Agora, depois de muita luta (pela nova divisão), é muito comemorada pela brasileira em seu instagram:

“Matando um leão por dia, hoje dia 6 de dezembro essa luta terminou!”
“Nos conseguimos mudar a história das mulheres do MMA, o UFC oficialmente vai acrescentar mais uma categoria para as mulheres. Vencemos!”

Espera-se que a nova divisão seja inclusa já no primeiro semestre (ou até no primeiro trimestre) de 2017, todavia poderá ser uma luta de disputa do cinturão inaugural sem a presença da brasileira, que em seu twitter justificou o motivo de ter recusado as duas lutas oferecidas por conta de estar sofrendo “depressão grave”, já que os cortes de pesos sofridos foram extremamente severos.



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Um Comentário
  • Binho
    8 dezembro 2016 at 20:25
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