Desafio de envergaduras no UFC 165

“Diz aí, Gustafsson o que ‘cê’ vai fazer? Vou tentar uns soquinhos para me defender!” Como quis externar o “poeta” que recitou a frase acima quando se deparou com...

“Diz aí, Gustafsson o que ‘cê’ vai fazer? Vou tentar uns soquinhos para me defender!”

Como quis externar o “poeta” que recitou a frase acima quando se deparou com a barata da vizinha; o que Alexander Gustafsson precisaria para se defender?



De certa forma, essa tem sido a música oficial de quem se “habilita” a lutar pelo título na categoria dos meio-pesados do UFC. Lógico que nenhuma “barata da vizinha” traria tanto temor. Mas quando se trata de uma das maiores promessas do MMA dos últimos tempos, com certeza faria qualquer homem se questionar: “O que eu preciso para me defender?”

UFC 165 - Nocaute

Bom, não gosto de ficar gastando adjetivos, mas um camarada que se propôs – e fez! – a destruir alguns dos brasileiros mais perigosos, e no fim da nota fiscal ainda pagou a conta de alguns gringos tops, eu literalmente fico sem argumentos. “Bones” é o tipo de lutador que quando vemos a palavra “versatilidade” em qualquer dicionário atual, temos sua foto em formato 3×4 ao lado.

“… somos totalmente diferentes. Temos estilos completamente diferentes. (…) Acredito que uso meu alcance melhor. Ele toma muitos golpes. Eu não. Contra o Rampage, ele me acertou duas vezes na luta inteira. O mesmo com o Machida. Acho que uso a distância bem melhor do que ele.” – Jon “Bones” Jones.

Alexander Gustafsson tem mostrado um currículo de encrenqueiro. Depois de deixar alguns porradeiros do calibre de Shogun e Thiago Silva, meio frustrados, o grandalhão vem de 6 vitórias nas últimas 7 lutas. Sua última derrota foi para Phil Davis, há um tempinho atrás.

O que torna o MMA um esporte tão especial é essa praia de “os favoritos também se ferram”.

Eu posso considerar que, de certa forma, Jon Jones tem um teste em sua frente. Gustafsson é o último dos moicanos com envergadura à altura do homem de “cotovelos cortantes”. Para efeito de comparação, Jon Jones possui 1.93m com 2,15m de envergadura, já o sueco chega perto com seus 1,95m e 2,07 de alcance.  

“Jon Jones é completo, rápido, muito forte, tem uma grande envergadura e sabe usar muito bem golpes de curta e longa distância. Por isso é o campeão. Mas posso vencê-lo, porque estou fazendo meu melhor treinamento. Vou conseguir vencer e ficar com o título” – Alexander Gustafsson.

Prevejo uma luta bem estudada pela frente. Não creio em desfechos “extraordinários” com golpes “Anderson Silva style”, pelos seguintes motivos:

1-  Jon Jones derruba fácil; depois do que vi o negão ossudo fazendo com o Chael Sonnen quando o jogou no chão como um saco de batatas, não sei o que pode acontecer com quem não tem um – no mínimo – excelente background em defesa de quedas.  (apesar de falador, Sonnen tem um background de wrestler muito bom)

2- Duelo de envergaduras; creio que veremos um duelo de quem dirige uma “Ferrari” melhor. Os dois possuem características físicas parecidas, quem passar a marcha dentro do “timing” exato, chega primeiro.

O campeão é sempre favorito até que se prove o contrário. O que me encanta nesse esporte são as “zebras” que ocorrem em alguns bons momentos. Aguardemos se a zebra não tentará “agir” no UFC 165, no sábado, 21 de setembro.

Pergunta: O que Jon Jones e Alexander Gustafasson podem oferecer além de um abraço de 4 metros? Qual seu palpite neste confronto?

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