Em preparação para Tim Boetsch, Thales Leites avisa: “Vou entrar no octógono para dar porrada”

Cada vez mais em destaque no UFC, Thales Leites terá um grande desafio na sua caminhada pra novamente disputar o cinturão da organização. No UFC 183, dia 31 de...

Cada vez mais em destaque no UFC, Thales Leites terá um grande desafio na sua caminhada pra novamente disputar o cinturão da organização. No UFC 183, dia 31 de janeiro de 2015, em Las Vegas, o atleta da Nova União enfrenta o norte-americano Tim Boetsch, em luta válida pela categoria peso-médio (até 83,9kg). Thales, que atualmente ocupa a 11ª posição do ranking na divisão – duas à frente de Tim Boetsch, busca sua oitava vitória consecutiva no MMA, a quinta no octógono, e acredita que novo triunfo sobre um rival do Top 15 vai colocá-lo em uma ótima posição na sonhada disputa de título.

(Foto: UFC / Zuffa LLC / Via Gettty Images)

(Foto: UFC / Zuffa LLC / Via Gettty Images)

Para isso, ele promete não vai hesitar no confronto. “Vai ser troca de chumbo. É um cara muito bom no wrestling, mas vou entrar no octógono para dar porrada nele”, garante o atleta, natural de Niterói, Região Metropolitana do Rio de Janeiro. “Sei que vai ser uma luta complicada, mas para quem sonha alto, como eu sonho, não pode escolher adversário. Quero sempre os melhores. E vou para cima do Boetsch”.



Em 2009, Thales chegou a disputar o cinturão contra o então detentor do título, o brasileiro Anderson Silva, mas foi derrotado na decisão dos juízes. Na sequência, perdeu mais uma vez e foi desligado da organização para ser recontratado no ano passado. Cinco anos depois, o atleta da Nova União carrega sequência de quatro vitórias no octógono, sendo duas por nocaute, e já projeta estar entre os postulantes ao título.

“Sei que estrada ainda é longa, mas acho que posso estar lá em cima outra vez. Daquela disputa para hoje em dia, amadureci demais, evolui demais. Antes era só jiu-jitsu. Agora, minha trocação está afiada. A escolha do UFC foi ótima. Será um adversário para testar meu poder de fogo. Quero nocautear novamente. Quero estar no topo. Sei que posso”, afirma o lutador, que vem de vitória acachapante sobre Francis Carmont, em agosto deste ano, por nocaute técnico, com 20 segundos do segundo round.

A vitória sobre Carmont, fez Thales subir quatro posições no ranking do UFC dos pesos-médios, Assim como o brasileiro, Tim Boetsch também vem de vitória e ascensão no ranking da divisão. O norte-americano subiu da 14ª para a 13ª posição ao vencer Brad Tavares, em agosto, também por nocaute. Porém, apesar dos recentes êxitos, os adversários vivem sequências distintas. Enquanto o atleta da Nova União triunfou nos últimos sete embates, Boetsch vem com um cartel irregular: são três derrotas nas últimas cinco lutas, apesar de todas terem sido para adversários entre os Top 15. Desde 2010 no UFC, ele soma 11 duelos, com sete vitórias e apenas quatro derrotas, com um recorde de 18-7, ao longo da carreira.

“A experiência do Tim Boetsch é enorme no UFC. Trata-se de um dos atletas mais respeitados da categoria. Temos a mesma idade (33 anos), mas ele está direto na organização, enquanto passei por um período que chamo de reciclagem. Acredito que, desde meu retorno ao UFC, deve ser um dos combates mais complicados que já fiz. Mas estou preparado. Quem quer chegar ao topo tem que pegar os melhores. E isso me anima. A confiança de todos em mim está me dando mais forças para pensar alto. Vou até o limite”, garante o peso-médio da Nova União, que ostenta um cartel de 24 vitórias e quatro derrotas.

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