Entrevista: Augusto “Tanquinho”

Nome importante da faixa-preta entre os leves, e uma das principais lideranças da equipe Soul Fighters, Augusto Mendes revela um pouco da sua trajetória esportiva no BJJ; a origem...

Nome importante da faixa-preta entre os leves, e uma das principais lideranças da equipe Soul Fighters, Augusto Mendes revela um pouco da sua trajetória esportiva no BJJ; a origem de seu apelido; a sua nova fase no MMA e a relação com a filha do grande “Megaton” (Gracie Humaitá).

Você começou no tatame de uma das escolas mais tradicionais de Jiu-Jítsu no Rio de Janeiro, a Kioto… Conte um pouco deste inicio de contato com a arte suave?



Eu comecei no Jiu-Jítsu em dezembro de 1996, por causa do meu irmão mais velho Bruno “Tank”. Ele começou a treinar Jiu-Jítsu primeiro, e por um ano ele ficou tentando me convencer a fazer uma aula e eu não queria, até que um dia resolvi fazer uma aula e nunca mais parei. Foi uma época muito boa, com amigos, treinos e aprendizado.

Tanquinho, você já se destacava desde as faixas coloridas, quais os seus principais títulos nas graduações intermediárias?

Eu sempre gostei muito de competir e procurei lutar bastante. Dos principais títulos, eu conquistei o Mundial da IBJJF nas faixas azul e roxa, e fiquei em segundo lugar no Mundial na faixa marrom.

Augusto Tanquinho (Foto: Arquivo Pessoal Facebook)

Augusto Tanquinho (Foto: Arquivo Pessoal Facebook)

E na faixa-preta, descreva as suas principais conquistas e adversários mais difíceis que você já enfrentou?

Os principais títulos foram: Mundiais GI e NO GI na faixa preta pela IBJJF e os dois títulos no Mundial Profissional em Abu Dhabi na faixa- preta. Enfrentei praticamente todos os melhores lutadores peso pena e leve da modalidade como Lucas Lepri, Leandro Lo, Rubens Cobrinha, Bruno Frazzato e Michael Langui.

Uma pergunta que deve ser a curiosidade de muitos: o apelido “Tanquinho” surgiu como?

Surgiu por causa do meu irmão. Ele começou a treinar primeiro e logo ganhou o apelido de Tanque, pois parecia um tanque de guerra nos treinos passando por cima de todos. Como entrei depois dele, e ele era o meu irmão mais velho, acabei sendo o irmão do “Tank”, e ai ficou o Tanquinho. (Risos).

Depois de anos defendendo a Kioto, você e seu irmão, com outros faixas-pretas fundaram a Soul Fighters. Fale um pouco deste início e como a equipe está hoje em dia?

Eu e meu irmão aprendemos muito na Kioto, mas chegou uma hora que não tinha mais para onde crescer e resolvemos caminhar por conta própria, então fundamos o nosso próprio time, a Renovação JJ e aos poucos eu comecei a fazer um intercâmbio de treinos com Rafael “Formiga” e Leandro “Tatu” (faixas-preta). Como todos nós éramos de diferentes categorias, não teria problema treinar juntos, já que nunca iríamos nos enfrentar. Até que um dia percebemos que juntos seríamos mais fortes. Então resolvemos juntar forças e um dos meus professores, Álvaro Mansor tinha acabado de sair de Kioto, na época, e o convidamos. Assim, fundamos a Soul Fighters. A equipe está crescendo a cada dia, já temos mais de 50 filiais pelo Brasil, mais de dez nos EUA, Europa, Austrália, etc.

Fale um pouco desses dois importantes incentivadores da sua carreira esportiva: o seu mestre, Álvaro Mansor, e seu irmão, Bruno Mendes (Tanque)?

Eles foram o início de tudo e são até hoje um dos meus alicerces para seguir essa vida. Até hoje nos reunimos e rimos juntos, estudamos posições e nos divertimos. Sem eles nunca teria chegado aonde cheguei.

Mackenzie Derm e Augusto Tanquinho (Foto: Arquivo Pessoal Facebook)

Mackenzie Derm e Augusto Tanquinho (Foto: Arquivo Pessoal Facebook)

Há algum tempo, você mantém um relacionamento com um destaque feminino do Jiu-Jítsu, a Mackenzie Derm, filha do “Megaton” (Gracie Humaitá). Como é essa relação amorosa e esportiva com a sua amada e aturar o “sogrão” de outra bandeira?

A Mackenzie é o tipo de pessoa que brilha e ilumina tudo em volta dela. Ela tem luz própria e nunca ficou por trás do nome do pai dela. Conquistou tudo por merecimento e está fazendo história no esporte… Não tenho dúvida que ela será uma das maiores se não o maior nome do JJ feminino de todos os tempos. Nós temos uma relação de muita amizade e amor, um ajuda ao outro e assim vamos juntos para frente! O “Megaton” é um cara fora de série! Não tem essa de ser de outro time. Ele é família e tudo o que ele fez por mim não tem preço, além de ser uma inspiração para todos.

Você é da época do BJJ clássico e da transição da modernidade do esporte… Relate um pouco, na sua concepção, o que evoluiu e o que regrediu com essas mudanças no Jiu-Jítsu?

O Jiu-Jítsu vive uma mudança constante, com posições novas e mais elaboradas, juntamente com o preparo físico e vários outros fatores que é a evolução natural do esporte. Acredito que o Jiu-Jítsu, de um modo geral, evoluiu em todos os aspectos e se tem alguma coisa que talvez não tenha ganhado tanta atenção e talvez regredido foi a parte da defesa pessoal, que eu nas minhas escolas continuo ensinando e passando adiante essa parte tão importante da arte suave.

Do tatame para o MMA. Como foi essa mudança e como está a carreira de “lutador de luvas” agora?

Foi uma coisa bastante pensada. Queria desafios novos e testar o meu Jiu-Jítsu. Já estava ficando velho e resolvi que era a hora ou nunca iria tentar. Até agora estou me divertindo muito e feliz por aprender a cada dia. Quando entrei no Jiu-Jítsu e resolvi ser competidor, sempre quis ser campeão mundial na faixa- preta e conquistei isso. Tenho a mesma mentalidade no MMA! Quero ser campeão mundial e estou treinando para um dia chegar lá, pois não tenho medo de treino e trabalho duro. É igual ao JJ, pois você começa se graduando até chegar à faixa preta. Estou com paciência no MMA para alcançar esse nível e conquistar o mundo mais uma vez.

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Obrigado ao Andre Vieira e a Nocaute na Rede pelas perguntas. Lembre-se sempre de manter a humildade, pois ninguém chega a lugar algum sendo prepotente e passando por cima dos outros. O impossível não existe! Fé em Deus que ele é o único caminho para aguentar os dias difíceis. Treinem muito também, o treinamento duro sempre vai valer à pena. Oss!

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Escrito por André Vieira Ribeiro



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