ENTREVISTA: Nocaute na Rede conversa com uma das maiores promessas brasileira, recém contratado pelo UFC, Ricardo Lucas Ramos

Com apenas 21 anos, Ricardo Ramos fala de sua carreira, da preparação para sua luta de estreia no UFC e que seu objetivo é conquistar o cinturão
(Foto: Eduardo Rodrigues)

O Nocaute na Rede entrevistou nesta semana o mais novo lutador contratado do UFC, Ricardo Lucas Ramos. Treinando na Black Sheep MMA, Ramos, de apenas 21 anos, desponta com uma das maiores promessas do MMA brasileiro.

Nascido em Campinas, interior de São Paulo, o jovem brasileiro iniciou sua carreira no MMA profissional com apenas 16 anos. Tendo várias passagens em grandes eventos de lutas no Brasil, onde chamou atenção com grandes vitórias, e com grande destaque no Legacy Fighting Championship (LFC), chega ao UFC após ser observado por ninguém menos que Dana White, Presidente do UFC, através de seu reality show “Lookin For a Fight”. Ao todo, Ricardo Ramos detém um cartel de 9 vitórias e apenas 1 derrota.

Ricardo Lucas Ramos, em treino (Foto: Eduardo Rodriguez)

Ricardo Lucas Ramos, em treino (Foto: Eduardo Rodriguez)

 

NR – Você estreou no MMA profissional com apenas 16 anos. O que fez você virar lutador? Teve alguma motivação, algum incentivo (familiar ou amigos)?

Ramos – Aos 15 anos decidi ser lutador, sai de casa para morar na academia e viver de luta. Quando comecei no MMA pro [profissional] eu já tinha 5 lutas de MMA amador, então surgiu a oportunidade e lutei.

 

NR – Hoje em dia, no MMA, principalmente no UFC, o condicionamento físico é um dos maiores requisitos para que um atleta consiga ir longe em qualquer evento de MMA. De suas 10 lutas em sua carreira, apenas uma luta chegou nas mãos dos juízes. Como é a sua rotina de treinos voltada ao treinamento físico para que quando precisar de mais assaltos (3 a 5 rounds) você não se sinta surpreendido com desgaste excessivo que vier a sofrer nestas lutas?

Ramos – Na minha carreira tive apenas 1 luta por decisão contra Allan ‘Puro Osso’. Treino para ser campeão da categoria por isso sempre trabalho de 5 a 6 rounds de Sparring. E apenas mudo quando vou lutar para 3 rounds.

 

 

NR – Em sua primeira luta em um evento internacional, no Legacy, que é uma organização de grande prestígio no MMA, você teve uma vitória avassaladora sobre seu adversário, onde não pareceu ter sentido aquele pressão na sua estreia. Sobre isso, como está sendo sua preparação, principalmente na parte mental, para sua estreia na maior organização de MMA do planeta, o UFC?

Ramos – A preparação esta sendo bem acompanhada por meu coaching (técnico), Eduardo Ayub Lopes, e meu mestre de Yoga, Márcio Escova, que estão trabalhando para [eu] estar cem por cento focado e confiante para a estreia.

 

 

Ramos treinando com seu mestre, Eduardo Ayub Lopes (Foto: Eduardo Rodrigues)

Ramos treinando com seu mestre, Eduardo Ayub Lopes (Foto: Eduardo Rodrigues)

   NR – Em fevereiro de 2016, você disputou o cinturão da categoria dos galos, no Legacy Fighting Championship 56. Na ocasião, você foi finalizado no primeiro round pelo americano Manny Vasquez. Era sua primeira derrota na carreira e, ainda, com a presença do presidente do UFC, Dana White. Como foi encarar esse revés e não sentir o peso dessa derrota em sua luta seguinte, uma vez que essa luta, acompanhando (novamente) por Dana White com seu reality show “Lookin For a Fight” foi primordial para sua contratação no UFC?

Ramos – Não tenho desculpas para o que aconteceu naquela luta, só tenho a agradecer por ter acontecido e feito me tornar o atleta que sou hoje. O que mais me auxiliou na luta depois da derrota foi meu coaching, Eduardo Ayub Lopes, ele fez um trabalho que mudou minha visão como lutador e me fez mudar de nível como atleta. Obrigado Du!

 

 

NR – Um fato curioso, antes da luta pelo cinturão contra Manny Vasquez, você enfrentaria um outro brasileiro, o Augusto Mendes “Tanquinho”. Este duelo não aconteceu porque justamente naquela luta o brasileiro foi contratado pelo UFC. Agora, ambos no UFC, você espera que esse duelo venha a acontecer no Ultimate?

Ramos – Se me mandarem a proposta eu aceito, como já disse o meu foco agora é estrear, ganhar e focar no cinturão. Quero ser o campeão.

 

NR – Em março, o UFC chega a Fortaleza, que terá a luta principal entre Vitor Belfort e Kelvin Gastelum. Há negociações de que sua primeira luta possa acontecer neste evento?

Ramos – Não me ofereceram nenhuma luta em Fortaleza, ainda não tenho muita noção de quando será a estreia, mas vou estar pronto.

 

NR – Para finalizar, algum recado que você queira passar para amigos, fãs e familiares?

Ramos – Quero mandar um beijo para minha família, amigos, companheiros de treino e equipe. E agradecer a todos os meus fãs que estão me mandando energias positivas e mensagens de motivação, essa galera ta ligada que eu luto pra representar todos eles! Obrigado a todos.

Toda equipe de Ricardo Lucas Ramos (Foto: Eduardo Rodrigues)

Ricardo Lucas Ramos e equipe (Foto: Eduardo Rodrigues)



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