Entrevista: Sergio Malibu

Faixa-Coral, graduado por Rickson Gracie, o cascagrossa dos anos 80 e 90 da arte suave revela nesta entrevista o seu primeiro contato com o Jiu-Jítsu; a relação com a...

Faixa-Coral, graduado por Rickson Gracie, o cascagrossa dos anos 80 e 90 da arte suave revela nesta entrevista o seu primeiro contato com o Jiu-Jítsu; a relação com a família Gracie; a paixão explícita pelo mar, além da literatura espírita e fã de duas bandas que marcaram época no cenário do Rock!

Há quanto tempo você pratica Jiu-Jítsu e como foi o seu primeiro contato com a arte suave?



O meu primeiro contato foi ainda pequeno. Minha mãe me levou pra treinar na academia do João Barreto e Alvaro Barreto, mas como era muito novo, não entendia nada do que estava acontecendo! Fiquei por pouco tempo no jiu-jitsu. Depois, fiz Judo no colégio e na adolescência pratiquei Capoeira por dois anos.

Nos bastidores do esporte, os mais antigos conhecem bem a sua relação com Rickson Gracie. Como iniciou essa amizade, dentro e fora dos tatames?

Ainda novo, morava na Rua Rui Barbosa, no bairro do Flamengo (RJ), onde morava a família Gracie. Ali conheci Rickson, brincando na mesma praça, e ele já falava que seus irmãos eram feras, sempre enaltecendo as qualidades da família. Eu achava que era “marra” de criança. Com o tempo, ficamos mais amigos e íntimos graças ao Surf, pois eu pegava onda e ele (Rickson) também. Época boa, de muitas ondas, diversão, brigas e aventuras. Quando o Rolls Gracie morreu, comecei a fazer aulas com o próprio Rickson, que me graduou a partir da faixa roxa. Somos amigos até hoje!

Malibu e Rickson (Foto: Arquivo pessoal facebook)

Malibu e Rickson (Foto: Arquivo pessoal facebook)

Qual a origem do seu apelido?

Quando mais jovem, na praia do Arpoador, era comum os maiores fazerem Bulling com os menores, tirando sarro mesmo! Mesmo com a pilha, os menores sobreviveram (risos). Então, eu usava uma camisa com a palavra MALIBU, e os maiores que não sabiam o meu nome me chamavam pela palavra estampada na minha roupa e o apelido ficou até hoje!

Faça um breve resumo daquele fatídico dia que o surfista americano Byron Amona conheceu o talento enraizado da família Gracie, e com você de testemunha…

É uma história longa… O Rickson me defendeu daquele gigante Havaiano (120kg). Eu vi aquele cara com o dobro do tamanho do Rickson sendo apagado num técnico “mata-leão”. Eu fiquei abismado com aquela cena, e foi a partir daí que vi a eficiência do Jiu-Jítsu. Com mais riqueza de detalhes, quem quiser saber deste episódio, é só procurar na internet! Ela é bem extensa.

A nova safra do Jiu-Jítsu não sabe ao certo quem é o Malibu…. Discorra sobre os seus principais títulos, desafios, disputas e tudo que envolve o “Bigodão de Kimono” nos tatames de competição?

Na minha época tinham poucos campeonatos e a finalidade da luta era melhorar a nossa defesa pessoal. Hoje em dia, o Jiu-Jítsu virou uma disputa de vantagens em cima das regras para se tornar campeão. Sobre a parte da evolução, acho muito importante ter a possibilidade de se aprender em várias vertentes dentro da modalidade.

Gosta de alguma posição nova praticada hoje?

Fico “vidrado” com as novas posições, apesar de ter dificuldade de fazê-las. Procuro aprender para não cair nelas. Acho que um bom estrangulamento na guarda que os antigos fazem está ficando esquecido nos dias de hoje. Procuro repassar aos meus alunos a eficiência do golpe. Os novatos ainda caem no Jiu-Jítsu básico, que o Roger e o Kron (da família Gracie) praticam.

Surf e Jiu-Jitsu, aliados ou rivais? Justifique…

São aliados! Fazem parte da minha vida.

(Foto: Arquivo pessoal facebook)

(Foto: Arquivo pessoal facebook)

Momento “trocação” com o mestre Malibu:

Malibu no tatame é…

Minha vida! Estou nele de manhã e ao final das tardes, todos os dias.

O mar representa…

O meu remédio. Melhora meu gás e não vivo sem respirar um pouco de iodo, substância da água do mar que vigora os meus pulmões.

Não fico sem…

Mar, Jiu-Jitsu, minha esposa, meus cachorros e minha família.

A família Gracie é…

É minha família também! Cresci neste clã, desde 1970. Graças a eles, eu tenho essa qualidade de vida. Foi muito legal essa história vivida juntos!

Música predileta?

The Who e Led Zeppelin

Livro?

Allan Kardec

Recado final aos leitores internautas do NOCAUTE NA REDE!

O esporte é fundamental para uma vida saudável, pois tira os jovens e os velhos de caminhos perigosos. Além de ser saudável, sociabiliza o praticante aliviando o stress do dia a dia. Entre numa academia e tenha bons amigos! Viva feliz! Oss.

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Escrito por André Vieira Ribeiro



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