EXCLUSIVO: Nocaute na Rede entrevista o coach de grappling na American Top Team, Marcos “Parrumpinha” da Matta.

Competidor de alto nivel no Jiu Jitsu em meados dos ano 90 e atualmente coach de grappling na gigante academica American Top Team, Marcos "Parrumpinha" da Matta conversa com o Nocaute na Rede.

Agora pela tarde, a equipe de produção de conteúdo do Nocaute na Rede conseguiu acesso a esse treinador muito renomado na parte de grappling, nome que faz parte de uma das maiores academias do ramo do MMA atualmente, a American Top Team, e que detém de uma linhagem de bastante nome e consistência no Jiu Jitsu. Trata-se do brasileiro Marcos ‘Parrumpinha’ da Matta. 

Parrumpinha, atualmente com 43 anos e um faixa preta diretamente do aclamado mestre Carlson Gracie, foi diversas campeão de Jiu Jitsu, entre torneios mundiais (campeão na faixa roxa 1996 e prata no mundial 2000), nacionais (campeão brasileiro 2000) e uma medalha de prata no Pan-American (1999). Da Mata também teve uma carreira no MMA profissional, onde adquiriu 12 vitorias em 15 confrontos e participações no Bellator MMA e Strikeforce. Atualmente, Marcos cuida da parte de grappling de atletas do UFC como Robbie Lawler, Amanda Nunes, Rashid Magomedov e Kioji Horiguchi para nomear alguns.

parrumpinha

NR: Qual foram as palavras usadas pelo saudoso mestre Carlson Gracie antes da luta contra o Leo Vieira?

Parrumpinha: ” Você não tem como perder pra ele. Fecha os cotovelos dentro da guarda e baixa o pau. Você vai passar a guarda dele quando quiser. “

NR: Porque demorou muitos anos pra finalmente aceitar o convite do Liborio e definitivamente ir para os EUA?

Parrumpinha: “Não demorei não, aceitei assim que nos conversamos, e acertamos os detalhes com o Dan Lambert, dono da American Top Team.”

NR: O quanto o Amaury Bitteti foi importante no seu desenvolvimento seu como atleta e coach?

Parrumpinha: “Ele foi o cara que mais me ensinou na vida. Sem ele não teria ganhado metade das lutas que eu ganhei. Devo muito a ele. Meu irmão desde o primeiro dia que eu entrei no Jiu Jitsu. Meu mestre, meu mentor.”

NR: Como é se dividir entre lutador profissional e principal coach de jiu-jitsu da maior academia de MMA do mundo? Como funciona o seu camp na ATT?

Parrumpinha: Cara, Eh difícil viu. Tenho que me preparar entre uma viagem e outra, e até ás vezes falar NÃO pra alguns atletas para não fazer o corner deles. Tenho muitas vezes que treinar em horários separados pra não atrapalhar a minha função de treinador. Mas isso tudo vale a pena porque quero ser um exemplo pra todos eles. Quero que quando eu me aposentar, eles tenham orgulho do que eu fiz para o esporte e orgulho de terem sido meus alunos.

NR: Como vocês trabalham com a integração de atletas vindos de outros países, como Rashid Magomedov e Kioji Horiguchi, por conta do idioma e dos métodos de trabalho?

R: O Kioji fala um pouco de inglês, ai então já está bem adaptado. O Rashid eh um pouco mais complicado porque ele não fala nada. Tento me comunicar com ele através de um ou outro atleta nosso que tambem seja russo e fale inglês bem. Quando não dá, só mesmo o Google Tradutor. Mas de uma forma geral, a linguagem da luta Eh bem simples. Todo mundo entende.

NR: Porque a base de judô na Carlson Gracie era tão forte? Havia incentivo a vocês focarem muito nas quedas e isso influenciou na base forte criando passadores?

Parrumpinha:  Ele sempre incentivou nossa galera a treinar judo. Falava que era um complemento. Isso ajudou muitos de nós a ganharmos tanto. Eu, Amaury, Liborio, Murilo, Zé Mário, Bebeo, todos tinham uma base boa.

Este e um trabalho em conjunção de Douglas Bernardi, Gabriel Cestari, Lucas Timbo e Ygor Romerito. 


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Jornalista - seguidor dos esportes de combate desde 2006 - Fã de Shogun e Mousasi.
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