Fabrício Werdum revela insatisfação com o UFC, põe futuro em cheque e não garante permanência no Ultimate.

O ex-campeão mostra-se frustrado com o tratamento dado a ele pelo UFC e diz que não tem certeza se fica no Ultimate após fim de contrato.
(Foto: AGFight)




Fabrício Werdum vem dando indícios de que sua relação com o UFC não anda muito boa. Recentemente, envolveu-se em polêmica, onde criticou a Reebok, patrocinadora oficial do UFC, dizendo ser usuário de produtos de sua maior rival, a Nike, o que lhe custou a função de comentarista na divisão latinoamericana do UFC. Desde então, o UFC parece não ter intenção de fazer as pazes com o atleta e segundo o mesmo, não vem dando-lhe tratamento adequado.



Em entrevista ao Combate.com, Fabrício revelou sua insatisfação com o UFC e comentou sobre planos para seu futuro. O brasileiro cogita inclusive parar de lutar caso sua relação com o Ultimate não melhore e se sente reticente quanto à renovação de contrato. Enquanto ainda mira recuperar seu cinturão, Werdum não descarta sair do UFC ao final de seu vínculo caso receba uma boa proposta de outra organização.

“No contrato eu ainda tenho quatro ou cinco lutas. No meu futuro, o que eu vejo é que vou ser o campeão de novo, né? Isso eu vejo nitidamente. Vou vencer essa luta contra o Cain Velásquez e, depois, me vejo enfrentando novamente o Stipe Miocic. Acabando o contrato, não sei se vou renovar, não tenho certeza.

Uma coisa eu digo: eu visto a camisa 100%, seja a de um patrocinador, a do evento, eu sou o tipo de cara que as pessoas podem contar sempre. Porém, quando não há uma reciprocidade, não tem como vestir 100% a camisa da empresa. Quando eu estou feliz, faço de tudo para que as coisas saiam da melhor maneira possível, tem aquela energia, mas quando não estou feliz, e nesse momento não estou nada feliz com a organização, fica difícil de dizer.

Estou até meio chateado, depois de todo esse tempo lutando, afinal, me considero um veterano, estou com 39 anos, comecei a lutar um pouco tarde, com 20 anos, mas me sinto um veterano na luta. Vai que eu recebo uma proposta de outro evento quando acabar o contrato, não sei, não posso confirmar nada, porque até agora não teve nenhuma.

Quem sabe no futuro, quando acabar o contrato, se eu estiver feliz de novo, se voltar a ser feliz na organização que estou, de repente eu fique, de repente eu vá embora, de repente eu pare, então tem muita coisa para acontecer.”

(Fabrício Werdum ao Combate.com)

A foto que causou a polêmica que envolveu Fabrício Werdum, o UFC e a Reebok, na qual Werdum, em fotomontagem, aparece usando camiseta da Nike, rival direta da patrocinadora do UFC (Foto: Instagram @Werdum)

A foto que causou a polêmica que envolveu Fabrício Werdum, o UFC e a Reebok, na qual Werdum, em fotomontagem, aparece usando camiseta da Nike, rival direta da patrocinadora do UFC (Foto: Instagram @Werdum)

Werdum comentou sobre um incidente recente com o UFC, na qual a organização recusou-se a dar-lhe um ingresso para o UFC 205 em Nova Iorque. O brasileiro disse que o UFC alegou “não haver disponibilidade de ingressos” para atletas espectadores e que só conseguiu assistir o evento graças ao empresário Ali Abdelaziz, que comprou-lhe os ingressos. Além disso, o ex-campeão disse que o UFC não permitiu nem que ele ficasse próximo aos atletas assistindo o evento no Madison Square Garden, o que chateou e frustrou o brasileiro. Ao Combate.com, o gaúcho desabafou:

“Eu fui para Nova York assistir ao UFC 205 e não tive nenhum convite para o evento, não sei se foi por isso (o incidente com a Reebok) ou não. O meu empresário, o Ali Abdelaziz, ligou para o Ultimate antes da polêmica da foto dizendo que eu queria ser um dos lutadores convidados do evento, mas eles falaram que não, que não tinha mais lugar. Talvez uma coisa não tenha a ver com a outra, mas eu fui no evento com um ingresso comprado pelo meu empresário, não tive nenhuma assessoria no sentido de o UFC nos separar dos fãs ou coisa assim.

Querendo ou não, somos pessoas públicas e entrando em um evento de luta a gente acaba causando tumulto ali entre os fãs. Fui como uma pessoa normal, mas não estou reclamando disso. No fim das contas foi legal, porque eu tive um contato com o público e é uma coisa que eu não fazia há muito tempo.

Eu não me importo de pagar, era um evento mega disputado, não tem problema se não tinham convite. Mas achei um absurdo de não ter um mínimo de assessoria ali para nos auxiliar. Não me senti bem de estar no evento do qual eu faço parte. Eu luto pelo UFC e ali eu me senti um ninguém, como se fosse uma pessoa que não faz parte daquilo ali…”

(Fabrício Werdum sobre sua ida ao UFC 205)

Werdum volta ao UFC em 30 de Dezembro deste ano, em Las Vegas, pelo UFC 207. No evento, fará revanche contra Caín Velásquez no mesmo card que terá retorno de Ronda Rousey, desafiando a brasileira Amanda “Leoa” Nunes pelo cinturão peso-galo feminino, Dominick Cruz defendendo seu cinturão peso-galo contra Cody “No Love” Garbrandt, além de presenças de Johny Hendricks, Neil Magny, Tarec Saffiedine, Dong Hyun Kim, T.J. Dillashaw, John Lineker, Antonio “Cara De Sapato” Jr., Alex “Cowboy” Oliveira e Tim Means.






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Paulistano, São Paulino, baterista, perito em TI, fanático por lutas e viciado em games. Colunista e redator Nocaute Na Rede.
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