Faixa-Preta de Carlson Gracie fala da carreira, BTT e o confronto com antigo aliado

Apelidado de “Máquina” por conta do seu avantajado físico, na época, Zé Mario é uma referência do Jiu-Jitsu esportivo e Vale-Tudo (atual MMA). Um dos mais talentosos “guerreiros” formado pelo...

Apelidado de “Máquina” por conta do seu avantajado físico, na época, Zé Mario é uma referência do Jiu-Jitsu esportivo e Vale-Tudo (atual MMA). Um dos mais talentosos “guerreiros” formado pelo mestre Carlson Gracie, José Mario Sperry fala um pouco da sua trajetória marcial, os desafios dentro dos ringues e o seu próximo compromisso, o ADCC.

Você iniciou nas artes marciais através do Judô, mas acabou migrando para o Jiu-Jitsu. Como foi essa transição? E o que levou a mudar de estilo?



Comecei no Judô aos 5 anos de idade e na adolescência pratiquei os dois juntos. Quando comecei a despontar no BJJ, me dediquei mais a ele, mas sempre treinei o Judô para me ajudar nas competições de Jiu-Jitsu.

(Foto: Divulgação)

(Foto: Divulgação)

O Carlson Gracie foi o seu professor e formador dentro da Arte Suave. Como era essa relação e a importância dele na sua vida esportiva?

Carlson tinha como a sua maior qualidade a capacidade de agrupar grandes atletas em sua equipe. Com conhecimento e material humano, ele foi capaz de criar uma das maiores equipes de todos os tempos! Eu tive o privilégio de fazer parte deste time, que foi fundamental para as minhas conquistas no mundo da luta.

Dentro do BJJ, você conseguiu um brilhante desempenho em quase todas as competições em que disputou. Quais os títulos mais importantes na sua carreira no GI e NO GI?

GI – Campeão Brasileiro Super-Pesado e Absoluto (1994/1995); Campeão Mundial Pesadíssimo (1996); Campeão Mundial Super-Pesado (1997); Campeão Mundial Absoluto (1998). * Títulos oficiais da CBJJ. No GI – ADCC 1998 (campeão na categoria – até 98 kg- e Absoluto) e ADCC 1999/2000/2011 e 2013 – Campeão na Super Luta.

A sua estreia no MMA, o antigo Vale-Tudo, foi em 1995, no evento “Duelo de Titãs. De lá pra cá, a sua caminhada nos ringues e octógonos foi bem longa, até chegar a abrilhantar no famoso evento japonês, o Pride. Conte um pouco desta trajetória?

Na Carlson Gracie, apesar de não termos muitos eventos de Vale-Tudo na época, nós tínhamos o costume de treinar sem quimono, principalmente pela história do Carlson em desafios desta natureza. Quando os eventos desta modalidade começaram a ser mais frequentes, a mudança para este desporto foi uma coisa bem natural. A nossa escola era muito familiarizada com o Jiu-Jitsu sem quimono. Então comecei a lutar no Brasil e nos EUA, e quando abri os olhos, estava no Japão!

Você, juntamente com Murilo Bustamante, Bebel e Libório, é um dos fundadores da BTT (Brazilian Top Team). Com isso, o aluno acabou desligando-se do mestre. O que motivou a fundação desta nova equipe e como ficou a relação com o Carlson Gracie?

Esta é uma história muito longa, mas em resumo: nós fomos expulsos pelo Carlson por divergências de pensamento. Sem academia para treinar, montamos a nossa própria equipe, a BTT.

Com a criação da BTT, quais atletas você “lapidou” e hoje continuam em evidência no cenário nacional e internacional?

Tive prazer e o privilégio de treinar com muita gente, dentre os que estão em atividades, os Irmãos Nogueira.

(Foto: Divulgação)

(Foto: Divulgação)

Mas não é só de tatame que vive Zé Mario… Uma prancha e aquela ondulação perfeita é algo que lhe atrai. O Surf e as artes marciais sempre caminharam lado a lado na sua vida?

Sempre! Tenho uma relação muito forte com o mar… Com a água! Já nadei muito, joguei Water Polo e pesca submarina. Morei a vida inteira próximo ao mar. O Surf sempre fez parte da minha vida e hoje, com o sucesso da luta, muitos lugares como Havaí, onde surfistas profissionais sofrem com o “localismo”, tenho livre passagem nas ondas mais cobiçadas do planeta! O mesmo acontece na Indonésia e Austrália.

Quais os adversários que você nunca lutou e gostaria de ter lutado ou desafiado, tanto no Jiu-Jítsu quanto no MMA?

Ninguém em especial.

(Foto: Divulgação)

(Foto: Divulgação)

Por falar em desafio, o seu próximo compromisso de competição é o ADCC, numa luta casada com o seu antigo companheiro de equipe, Ricardo Libório. Como está o treinamento e a sua expectativa para este confronto?

O treinamento está ótimo! Sofrendo bastante na mão da garotada, mas aprendendo também!

Qual o seu recado final aos seguidores do Nocaute na Rede?

Não façam nada, que não gostaria que fizessem com você. Bons treinos!

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Escrito por André Vieira Ribeiro



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