#FalaCarlão: O dia em que a luta principal virou coadjuvante

Poderia escrever esta coluna exclusivamente para relatar minha opinião sobre a principal luta do UFC 166, no último sábado, Cigano x Velasquez. Afinal, foi uma das lutas mais esperadas...

Opiniao-Carlão

Poderia escrever esta coluna exclusivamente para relatar minha opinião sobre a principal luta do UFC 166, no último sábado, Cigano x Velasquez. Afinal, foi uma das lutas mais esperadas do ano, o desfecho de uma trilogia com temperos fortes de rivalidade, frases de efeito, encaradas sinistras e nocautes!



O norte-americano de ascendência mexicana Cain Velasquez fez um jogo mais eficiente, expondo as brechas no jogo do melhor boxeador do MMA, o brasileiro Junior Cigano dos Santos. O campeão dissipou todas as dúvidas sobre seu “queixo”, aguentou duas ou três pancadas do Cigano, que muitos outros lutadores casca grossa teriam “dormido” (risos). Diante da frustração de não conseguir o nocaute, o brasileiro foi dominado por um jogo sólido e eficiente de Velasquez. Cigano continua sendo um lutador perigosíssimo, mas precisa reciclar suas ferramentas de batalha, pois seu jogo já foi decifrado.

Contudo, a luta que me tirou mesmo o fôlego, fazendo com que o main event, para mim, virasse coadjuvante, foi o encontro explosivo entre dois lutadores, que além da qualidade técnica já conhecida de outrora, são do tipo de atleta guerreiro, daqueles que lutam com o coração na ponta das luvas, ou seja, emoção garantida.

Gilbert Melendez e Diego Sanchez travaram um duelo digno de cinco rounds, para que nós, fãs, pudéssemos curtir, ver e lembrar como é visceral e empolgante esse esporte! Tenho alguns anos de estrada, já vi muita coisa durante minha jornada, e posso dizer que para uma luta me empolgar a ponto de me levar a dar socos e pontapés no ar, como quem luta junto com os atletas (ato que provocou risos das minhas filhas, que entraram no quarto depois de ouvirem minhas “instruções” aos atletas) é algo muito difícil. Consigo ver luta de atletas compatriotas com a emoção do Fedor Emelianenko ao entrar no ringue. Tento analisar os lances da peleja sem brasileirismos, às vezes não agrado alguns por isso, mas fazer o quê? O importante é ser honesto com meus olhos e não com meu coração.

Voltando para luta, o combate até se desenrolava dentro de um padrão de qualidade esperado, com o resultado aparentemente garantido a favor do favorito e duríssimo Gilbert Melendez. Porém, contra o muitas vezes subestimando Diego Sanchez, não tem luta perdida. O cara não tem medo de se expor e partindo para cima, conseguiu acertar Melendez quase o levando à lona. Isso no final do combate, sensacional!!!

Todos os ingredientes foram adicionados nesse combate: técnica, preparo físico, estratégia, jogo mental, emoção e raça, muita raça! Tudo aquilo que ratifica a força do MMA como um dos esportes mais emocionantes que existem.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Essa luta deveria ser colocada no arquivo de todo o fã, é aquele tipo de luta que vale a pena ser revista para não esquecermos nunca o real espírito do lutador.

O UFC 166 valeu o ingresso de quem esteve presente lá em Houston, no Texas, e o tempo e o custo do pay per view para quem assistiu pela televisão em todo o mundo. As lutas foram muito boas, os lutadores deram um bom espetáculo. Tivemos também algumas decisões questionáveis, mas o saldo foi muito positivo.

É isso! Em breve estarei de volta aqui no Nocaute na Rede com o #FalaCarlão. Sigam-me no Twitter: carlao_barreto.

Se beber não dirija, se dirigir não beba. Vamos evitar acidentes!

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Criado em 14 de agosto de 2013, o Nocaute na Rede tem como principal objetivo FORTALECER o crescimento do esporte pelo Brasil e mundo a fora, é por isso que desde o início divulgamos os pequenos eventos e atletas que estão começando no cenário nacional.
Um Comentário
  • Leandro Alves
    22 outubro 2013 at 15:36
    Responder

    Acompanho o esporte a uns 4 anos e nunca vi uma luta igual, alias teve uma outra muito boa também com o Diego Sanchez contra o brazuca Paulo Tiago, o cara é muito bom e supera suas deficiências técnicas com sua garra e determinação, pena ele não conseguir posição melhor na categoria , é um cara que merecia o cinturão.

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