Felipe Savate se destaca no MMA e já se prepara para nova luta

Atleta promissor do país coleciona títulos, conta com apoio de feras do mundo da luta e faz duras críticas ao governo pela falta de investimento no esporte. Uma das...

Atleta promissor do país coleciona títulos, conta com apoio de feras do mundo da luta e faz duras críticas ao governo pela falta de investimento no esporte.

Uma das promessas no mundo da luta é Felipe Rodrigues dos Santos. Aos 25 anos, o jovem que ingressou no esporte através do Savate, se prepara para mais uma luta. Agora, Felipe Savate ou Felipe Doug – como é conhecido no meio do esporte – vai enfrentar Lucas Rodrigues, na categoria médio 84kg, pelo New Corpore Extreme I – MMA Profissional. O combate já tem data marcada: 12 de setembro.



Felipe Savate durante pesagem (Foto: Divulgação)

Felipe Savate durante pesagem (Foto: Divulgação)

Faltando poucos dias para a disputa, o atleta, que integra a equipe Gfteam e tem patrocínio do Curso Mourão, ambos no Recreio, treina pesado para mais uma conquista na carreira.

“Treino três vezes por dia, mas intercalando com preparação física, treino de chão e trocação. Tudo isso, com a ajuda do mestre Theodoro e dos meus preparadores físicos Caio Pistili e Miguel Phiton“, conta, acrescentando ainda que os treinos são aliados a parte médica, sendo está responsabilidade da doutora Mariza Rocha.

Já pensando na pesagem antes da luta, Rodrigues não descuida da alimentação e segue a risca a orientação de seus profissionais.

“Minha dieta é baseada em alimentos com altos valores nutricionais como a tapioca, rica em carboidratos, batata doce, peito de frango e grãos. Mas quando estou perto de lutar, para perder peso, corto os carboidratos e fico só na proteína, como a clara de ovo. Além disso, os legumes e frutas são essenciais, pois aceleram o metabolismo fazendo com que eu perca mais peso e limpe meu organismo”, revela.

Currículo de campeão

Para quem não conhece o jovem, Felipe tem em seu currículo o Campeonato Carioca de Savate (categoria meio médio) e Campeonato Brasileiro de Savate, sendo campeão nos dois eventos. Já no MMA, o carioca foi campeão da 4ª Edição JPA Fight Combat (categoria 77kg) vencendo por pontos de decisão com unanimidade dos jurados. O atleta também poderia ter em sua bagagem o cinturão de ouro dos meios médios do Nigger Fight Championship. A luta seria realizada no Egito, mas acabou sendo cancelada no final do ano passado.

“Entrei no esporte aos 15 anos treinando muaythai com mestre Marcelo Barroso. Parei de treinar com 17 anos quando fui trabalhar de sushiman. Trabalhava de 9h às 23h e não dava tempo de conciliar os treinos. Aos 19, parei de trabalhar e voltei a treinar, mas no savate, com o mestre Richard des Forest, que é o presidente da Confederação Panamericana de Savate”, relembra.

Pouco tempo depois, Felipe Savate entrou no MMA integrando a equipe da Xgym. O primeiro dia de treino foi logo com Anderson Silva, o ‘Spiderman’, com quem treinou por quatro anos.

“Sempre treinei com os melhores profissionais em todas as equipes que integrei, como a Team Nogueira e agora na Gfteam. Aprendi muito e só tenho a agradecer a Josuel Distak, Rogério Camões, Caio, Adrian Jaude, Sylvio Bering, Turquinho, Edelson, Erivan, Badola. Esses são os profissionais que me treinaram ao longo da minha carreira e sempre acreditaram em mim”, recorda.

Realmente, o jovem atleta leva a sério o esporte e pega pesado nos treinos. Treinos esses para lá de puxados com os lutadores do UFC Ronaldo Jacaré, Rafael Feijão, Erick Silva, Paulo Tiago, Rodrigo Dan, Warley Alves, Alan Nuguete, Tibau e Rodrigo Minotauro.

Felipe Savate com alunos do projeto social de uma igreja (Foto: Divulgação)

Felipe Savate com alunos do projeto social de uma igreja (Foto: Divulgação)

Alunos como uma família

Quando não está treinando, o atleta promissor divide seu tempo no Curso Mourão, onde faz pré-vestibular para a carreira de Medicina, e as aulas de savate que ministra na academia Actio e no projeto social de uma igreja.

“Gosto muito dos meus alunos. São uma família para mim. Já no projeto social da igreja, que é idealizado pelo lutador de MMA Claudionor Fontenelle, levamos o esporte como um caminho de ensino, disciplina e incentivo aos jovens. São ensinamentos que vão além do tatame ou dos ringues, servem para a vida toda”, analisa.

Falta de incentivo

A única preocupação visível de Felipe Rodrigues é com a falta de incentivo ao esporte no Brasil. Segundo o atleta, o MMA é o esporte que mais cresce no mundo, e no Brasil não há investimento.

“Temos uma gama muito boa de lutadores e um lastro muito forte nas artes marciais e o governo brasileiro não investe nisso. Os clubes não têm uma equipe de MMA, por exemplo, como há na natação, no futebol e no vôlei, onde um time profissional é pago para isso. Já o profissional de MMA só recebe quando vai lutar. Falta investimento do governo brasileiro aqui dentro do país para o esporte crescer”, critica.

Ele frisa ainda que é muito difícil o lutador seguir uma carreira no país.

“Todos os lutadores têm que ter uma outra carreira. Ninguém é só lutador, a não ser que consiga entrar no UFC. Fora isso, aqui no Brasil você não recebe quase nada para lutar. Tudo pela falta de investimento e incentivo do governo”, avalia.

Para Felipe Savate, o Brasil está ficando para trás em relação a outros países, como a Rússia e os Estados Unidos que estão investindo no MMA.

“Daqui a pouco esses países vão passar o Brasil pela falta de investimento e de visão do governo. Hoje quase todos os cinturões estão com os estrangeiros e não era assim. Os cinturões eram dos brasileiros. Os dois cinturões que temos hoje são de José Aldo e Rafael dos Anjos. Estamos ficando para trás por um desleixo do governo e, sobretudo, pelo velho jeito do brasileiro de deixar tudo para depois. Acho que não estamos tendo uma visão, ao longo prazo, do potencial deste esporte”, revolta-se.

Enquanto o incentivo não chega o que sobra para Felipe Savate é dedicação. Dedicação essa que pode levar o lutador de MMA a alcançar o topo da carreira. Aliado a isto estão os cascas grossas do esporte que acreditam no potencial do jovem. Por enquanto, o jeito é aguardar o resultado da luta do dia 12 de setembro e, quem sabe, colocar mais um título no currículo.

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