Filme sobre Éder Jofre será lançado em 2017.

O ator Daniel de Oliveira irá interpretar o "Galinho de Ouro".
Éder Jofre é considerado o maior peso-galo de todos os tempos (Fonte: Round 13).
Éder Jofre e Daniel de Oliveira (Fonte: terceirotempo.bol.uol.com.br).

Éder Jofre e Daniel de Oliveira (Fonte: terceirotempo.bol.uol.com.br).

A indústria cinematográfica mundial, notadamente a norte-americana, investe há muito tempo em películas relacionadas ao boxe, um esporte amplamente divulgado, praticado desde priscas eras e que permite tratar, através de metáforas, questões atinentes à humanidade, onde a superação é a tônica para o trama.

Nesse ínterim, muitos grandes pugilistas foram retratados em filmes tais como Muhammad Ali, James Braddock, Mike Tyson, Jake LaMotta, Rubin Carter, entre outros.



Alguns filmes foram lançados recentemente como é o caso de “Nocaute” e “Creed” e outros dois estão em fase de produção (um sobre Roberto Duran e outro sobre Vinny Pazienza).

Agora chegou a vez dos cinemas brasileiros renderem homenagens ao maior boxeador que este país lançou ao esporte.

Com estreia programada para o início de 2017, o filme “10 segundos” contará a história do maior pugilista brasileiro de todos os tempos e o maior peso-galo da história do boxe.

Estamos falando de Eder Jofre, o “Galinho de Ouro”!

Vindo de uma família de boxeadores (Jofre/Zumbano), Éder estreou no profissionalismo em 1957 e encerrou a sua carreira quase 20 anos depois, em 1976. Seu cartel é expressivo: São 78 lutas, com 72 vitórias, apenas 2 derrotas (para o lutador japonês Masahiko Harada, embates estes contestados) e 4 empates, somando 50 nocautes. Lembrando que o nosso “Galo de Ouro” jamais foi nocauteado em sua carreira.  

Éder Jofre é considerado o maior peso-galo de todos os tempos (Fonte: Round 13).

Éder Jofre é considerado o maior peso-galo de todos os tempos (Fonte: Round 13).

Éder angariou vários títulos em sua formidável carreira. Como amador conquistou o Torneio Forja de Campeões, o mais importante título do amadorismo no Brasil. Como profissional, foi campeão brasileiro dos galos, em 1958 e campeão Sul-americano dos galos, em 1960. Ainda nesse ano, se sagrou campeão mundial pela WBA (Associação Mundial de Boxe) na mesma categoria. Em 62, se tornou campeão unificado (títulos pelas federações americanas e europeias) dos galos ao derrotar o inglês Johnny Caldwell. Após um tempo parado, retornou e foi novamente campeão mundial, desta feita na categoria dos penas, título válido pelo WBC (Conselho Mundial de Boxe), em 1973.

O “Galinho de Ouro” será interpretado pelo talentoso ator Daniel de Oliveira. O filme não se limitará a uma abordagem simples sobre a carreira irretocável do pugilista. Pelo contrário, o diretor da película ressaltou que irá tratar, de maneira detalhada, aspectos relacionados a infância de Éder, seu retorno aos ringues após um hiato de 3 anos e a relação muito próxima que tinha com seu pai, o argentino e também lutador Aristides “Kid” Jofre.

Éder Jofre e seu pai, o também boxeador "Kid" Jofre. A história dos dois será retratada com maestria no filme (Fonte: Arquivo Estadão).

Éder Jofre e seu pai, o também boxeador “Kid” Jofre. A história dos dois será retratada com maestria no filme (Fonte: Arquivo Estadão).

Assim como o filme “Nocaute” (“Southpaw), protagonizado por Jake Gyllenhaal em 2015, o ator Daniel de Oliveira passou por mudanças físicas evidentes, tudo isso para dar mais realismo ao longa.

Daniel de Oliveira vai dar vida ao maior pugilista brasileiro (Fonte: O Globo).

Daniel de Oliveira vai dar vida ao maior pugilista brasileiro (Fonte: O Globo).

Um fato curioso envolvendo o ator ocorreu durante as gravações de um filme em 2010. Daniel estava tomando banho durante as gravações e desferiu um soco na parede, bradando que iria interpretar Éder Jofre no cinema. Daniel entrou em contato com Éder comunicando que tinha vontade de interpretá-lo e trazer ao grande público a história do lutador: foi quando descobriu que já havia uma produção a caminho. Anos depois, foi cotado para interpretar o pugilista.

O responsável por trazer a história dessa lenda viva do boxe para o cinema foi Thomas Stavros, roteirista e um dos produtores do filme. Foi uma batalha incansável de uma década para emplacar o longa. Thomas, a princípio, faria o papel de Jofre, mas como não foi possível  conseguir o financiamento para o filme em pouco tempo, a ideia inicial foi abortada. Não obstante tenha enfrentando muitos percalços para conseguir realizar o filme, Thomas não desistiu. Assim como Éder Jofre, continuou firme em sua trajetória e não sucumbiu às vicissitudes. 

Éder entrou para o Hall da Fama do Boxe em 1992 e já foi considerado o maior lutador peso por peso na década de 60.

Éder Jofre em visita ao Paraná, no ano passado (Fonte Gazeta do Povo).

Éder Jofre em visita ao Paraná, no ano passado (Fonte Gazeta do Povo).



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Entusiasta da Nobre Arte e do MMA desde tenra idade. Posso me gabar de ter nascido em uma geração que acompanhou as lutas de Mike Tyson, Maguila, Holyfield, Foreman, Roy Jones Jr, Popó, entre outros e de ter acompanhado os primórdios do MMA (antigo Vale Tudo), desde o chute de Gerard Gordeau em Teila Tuli, o massacre que Rickson Gracie promoveu no Japão, até os dias de hoje, com atletas marciais completos como Jon Jones. Nasci em Curitiba, terra da Chute Boxe e de valorosos guerreiros e espero trazer um pouco dessa experiência para os leitores do Nocaute na Rede.
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