Graduação: Pesquisamos com alguns professores o que eles levam em consideração na hora da graduação. Confira!

Diante de tantas graduações polêmicas, resolvemos bater um papo com alguns professores. Perguntamos para eles o que eles levam em consideração na hora da graduação. Alguns pesaram na questão...

Diante de tantas graduações polêmicas, resolvemos bater um papo com alguns professores. Perguntamos para eles o que eles levam em consideração na hora da graduação. Alguns pesaram na questão do tempo mínimo estabelecido pela CBJJ, outros por um misto de merecimento, comportamento e outros aspectos. As respostas foram bem interessantes, confira!

“Em geral procuro seguir as recomendações sugeridas de graduação pela CBJJ. Acho os intervalos de permanência entre as faixas bem sensato. Mas sabemos que existem aqueles atletas que são diferenciados e esses conseguem alcançar o nível de maturidade para portar a próxima faixa em um tempo reduzido, mas essa redução não é nada absurdo, falo em relação a diminuir poucos meses. Para a graduação na faixa marrom e preta sou mais criterioso, pois o praticante já terá condições de ministrar aulas como instrutor ou professor e precisamos de bons exemplos, assim observo conduta, disciplina, conhecimentos técnicos, participação de eventos e cursos de aperfeiçoamentos (seminarios). No geral faço avaliações semestrais para graduações em adultos, nas crianças avalio a cada três ou quatro meses.” – Tayrone Damasceno – Professor Faixa Preta GFTeam



 

Foto: Perfil Facebook

Prof. Tayrone Damasceno. Foto: Facebook

Trabalho pra graduar meus alunos da seguinte maneira: 1 – Comportamento; 2 – Disciplina; 3 – Respeito;  4 – Companheirismo; 5 – Presença: se o aluno demostra interesse nas aulas sendo participativo; 6 – Domínio das Técnicas;  7 – Raciocínio;  8 – Agilidade;  9 – Campeonatos;  10 – História do Jiu-Jitsu;  11 – Defesa e Ataque.   Dentre como você pode ver trabalho com o método de avaliação por merecimento, pois acredito que muitos estão banalizando o esporte com a venda e comercialização de faixas como forma de lucrar em Benefícios próprios de uma forma incorreta e esquecendo a beleza e a essência do esporte. Todas minha faixas foram ganhas por méritos próprios, nunca precisei desembolsar qualquer contia para pagar. Acredito que “saber” é muito diferente de “aplicar”… Alguns detém o a conhecimento e outros a facilidade de aplicar, aí onde está a maior missão do professor de saber separar e identificar e trabalhar no conhecimento e a aplicabilidade de cada um. Por isso preparo meus alunos não para ser só mais um lutador no meios de muitos, mas preparo para serem futuros professores onde eles apenas não só saibam aplicar golpes por sequência e sim grandes passadores de conhecimentos da arte suave.” Gustavo Brilhante – Professor Faixa Preta BTT
Gustavo Brilhante. Foto: Arquivo Pessoal

 Prof. Gustavo Brilhante. Foto: Facebook

 

“A agremiação Brother’s Ramos Brazilian Jiu-jitsu nasceu em 1993, começamos a treinar no tempo em que um atleta levariam até 10 anos para receber uma faixa preta, além dos conhecimentos de defesa pessoal, Jiu-jitsu com e sem quimono. Sempre primamos com a ética e a responsabilidade no quesito graduação. Hoje contamos em nossa agremiação com Seis faixas pretas, Joás Ramos Faixa preta três graus, Diretor da Agremiação, Jair Ramos e Jailson Ramos que receberam a faixa preta com aproximadamente 10 anos de pratica da Arte suave. Com o intuito de seguir as regras da CBJJ, a qual somos filiados, assim como padronizar os modelos de competição, a International Brazilian Jiu-Jitsu Federation (IBJJF), seguimos o sistema geral de graduação do livro de regras do Jiu-Jitsu, que visa o entendimento do processo de evolução de cada praticante dentro do esporte desde a faixa-branca até a faixa vermelha. Respeitando a idade e tempo mínimo dos atletas em cada faixa, também analisando a frequência, disciplina, respeito, técnica e desempenho em competições dos atletas que serão graduados.” – Joás Ramos – Professor Faixa Preta Brother Ramos

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Prof. Joás Ramos. Foto: Facebook

 

“O critério que todos devemos usar é o treino diário, independente de competição ou não, existem atletas que são competidores natos, nasceram para competir e ao mesmo tempo temos os que são aversos a competição, mas treinam frequentemente. Segundo e tão importante quanto, são os conhecimentos técnicos. Como graduar alguém que não apresenta tal conhecimento para usar aquela faixa? Aqui na Nova União, uso esses dois como fundamentais para troca de faixa de meus alunos. Não aprovo esse lance de graduar por amizade ou dinheiro (que está virando modinha entre as academias). Aqui é no treino, é no dia a dia.”Junior Ribeiro – Professor Faixa Preta Nova União

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Prof. Júnior Ribeiro. Foto: Facebook

 

“Primeiro sigo o tempo mínimo que a CBJJ determina em cada faixa. Além disso eu observo o domínio da técnica, desenvoltura do aluno e a postura dentro e fora do tatame. Isso são coisas básicas que devem ser seguidas, pena que hoje em dia a galera não respeita mais nada e tem dado faixa sem fundamento algum para alunos que não tem capacidade ou conhecimento algum do Jiujitsu. Meus alunos, caso tenha obtido o tempo mínimo determinado pela CBJJ e mesmo assim não tiver o domínio da técnica eu não graduo até o mesmo obter o que eu desejo.” – Júlio Cesar – Professor Faixa Preta Gracie Barra
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Prof. Júlio Cesar. Foto: Facebook

 

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Escrito por Bruno Carvalho


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