Jhenny Andrade fala sobre expectativas para o UFC Brasília e exalta o MMA feminino e Cris Cyborg

Ring girl do UFC há três anos, paulista analisa nova fase da franquia no Brasil e aposta em nocaute rápido da curitibana neste sábado.
Jhenny aposta em vitória de Cris Cyborg nesse sábado. (Foto: Divulgação/UFC)

A cidade de Brasília recebe neste sábado, dia 24 de setembro, mais uma edição do UFC em território tupiniquim. E pela segunda vez em pouco mais de um ano duas mulheres encabeçam um card do evento no Brasil, com a curitibana Cris Cyborg encarando a sueca Lina Lansberg no duelo mais esperado da noite. Essa ascensão do MMA feminino, antes inimaginável para muitos, é celebrada por Jhenny Andrade, a primeira ring girl brasileira a ser indicada ao MMA Awards, uma espécie de “Oscar do MMA”.

“Em três anos fazendo parte da equipe, acompanhei todo o crescimento do MMA feminino, não só as lutadoras, mas o público feminino tem aumentado cada vez mais. Encontro muita mulher em eventos, em sessões de autógrafo. As mulheres estão entendendo, lutando, e se apaixonando pelo esporte. Hoje em uma aula de muay thai tem muito mais mulher que homem. Hoje você vê uma luta feminina em um main event do Brasil pela segunda vez, algo que ninguém imaginava anos atrás. As mulheres estão conquistando seu espaço e os homens estão respeitando”, afirma a paulista de Ribeirão Preto.



A primeira vez que duas mulheres protagonizaram um evento do UFC no Brasil foi em agosto do ano passado. A estrela mundial Ronda Rousey encarou a paraibana Beth Correa na luta principal do UFC 190, no Rio de Janeiro. Neste sábado, em Brasília, a estrela da noite é a curitibana Cris Cyborg, que passou por um clamor dos fãs por sua contratação, e depois de assinar o contrato vai para sua segunda luta em peso-casado (até 63,5kg), já que sua categoria, dos penas (até 65,8kg), não existe atualmente no UFC.

“A Cyborg é uma mulher que vem buscando seu espaço há muito tempo. Todo mundo torcia por ela no UFC. O público pedindo, todo mundo fazendo campanha. Ela veio e em Curitiba foi lindo, muito justa a vitória dela. Vejo na Cris uma mulher com muita garra, muito determinada, o que as vezes a gente não vê em um lutador só de olhar. A gente torce por ela de graça, não só pela pessoa que ela é, mas pela foça de vontade dela de ir lá e fazer o seu melhor”, afirma Jhenny, que aposta em uma vitória tranquila de Cyborg. “A Lina é uma pessoa super educada, mas eu acho que a Cris vai ganhar fácil”.

Em 2016, o Ultimate reduziu significativamente o número de eventos no Brasil, com a explicação de fazer menos shows, mas produzir eventos maiores, com grandes lutas e maior repercussão. O exemplo claro disso foi o único evento que a franquia realizou no Brasil este ano, o UFC 198, que levou pouco mais de 45 mil pessoas a Arena da Baixada, em Curitiba, na segunda vez na história do Ultimate em que um evento foi realizado em um estádio de futebol.  Uma estratégia que, segundo Jhenny, deu certo e as expectativas para o UFC deste sábado, em Brasília, continuam grandes.

“Tenho sentido o público com uma expectativa muito maior, a galera fica mais preocupada para garantir o ingresso também. Em Curitiba esgotou muito rápido, só na pesagem tivemos 17 mil pessoas. Sinto que as pessoas estão dando mais valor ao evento. Agora em Brasília também tem tudo para ser inesquecível. É muito bom poder ver tantos brasileiros, nosso país continua produzindo grandes talentos e o MMA continua crescendo. Esse evento é mais uma prova de que podemos fazer grandes eventos, ainda mais com uma mulher como a Cris na luta principal”, encerra.



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