Jimi Manuwa anuncia aposentadoria do MMA

Nigeriano foi nocauteado por Aleksandar Rakic no último sábado
Jimi Manuwa / Foto: UFC / Zuffa

Depois de Alexander Gustafsson declarar que vai se aposentar, hoje mais um atleta pendurou as luvas. Através de sua conta do Instagram, Jimi Manuwa anunciou que está se retirando do MMA. Aos 38 anos, o lutador afirmou que decidiu se retirar por que seu corpo não aguentar mais lutar em alto nível, e quer curtir mais um tempo com a sua família.

“Vim da Nigéria para Londres quando eu tinha dez anos, em 1990. Cresci no sul de Londres e vivi loucos anos de adolescência repletos de lutas e lições de vida. Em 2006, eu tinha 26 anos e descobri o UFC, enquanto zapeava pelos canais de esporte tarde da noite. E aquilo imediatamente me capturou. Caras como ‘Rampage’ Jackson, Tito Ortiz, Randy Couture, (Maurício) ‘Shogun’ eram meus lutadores favoritos, e me tornei fã instantaneamente. Nunca havia pisado numa academia de artes marciais na vida e nem tinha nenhum plano de fazer isso. Em 2008, eu tinha 28 anos e disse a mim mesmo que iria lutar no UFC. Saí do meu sofá e comecei a treinar muay thai e jiu-jitsu. Eu não tinha nenhuma experiência em artes marciais, mas eu era um cara duro do sul de Londres. As artes marciais imediatamente puseram mais estrutura e disciplina na minha vida louca e me ajudaram a me tornar uma pessoa bem melhor do que eu era anteriormente. Fiz minha primeira luta depois de duas semanas treinando e venci. Nos primeiros dois anos, eu me tornei o número 1 do Reino Unido, mas a meta era chegar ao UFC. Venci todas as minhas lutas por nocaute (nota da edição: na verdade, uma delas foi por finalização) e, em 2012, aceitei um contrato com o UFC, depois de recusar duas vezes, com um cartel de 11 vitórias, todas por nocaute. Tive uma ótima carreira nas artes marciais e as últimas quatro lutas foram derrotas duras de lidar, não só para mim, como também para a minha família, que está sempre em primeiro lugar. Consegui alguns nocautes e sofri alguns, é o meu estilo que conquista os fãs. Mas o corpo cobra um preço, especialmente as concussões, que não são visíveis a olho nu. Conheci muitas pessoas e viajei o mundo, mas é hora de encerrar este capítulo e seguir para o próximo, pois há uma vida depois da luta e acho que é minha obrigação dar mais aos esportes de combate, algo que eu amo muito para além das lutas. Obrigado, Dana White e UFC por me deixar mostrar minhas habilidades e obrigado a todos os meus técnicos e companheiros de treino que ajudaram e me ensinaram ao longo do caminho. Muito amor pelos fãs e, sobretudo, pela minha querida família, que me ajudou a fazer deste sonho realidade”, completou ‘Posterboy’, que parou com 17 triunfos e seis derrotas na carreira”, escreveu Manuwa. 



Jimi Manuwa chegou ao UFC em 2012, quando venceu Kyle Kingsbury na sua estreia. De lá pra cá, o lutador fez mais onze lutas, onde somou cinco vitórias e seis derrotas, e teve seu auge na organização entre 2016 e 2017, quando entrou no top cinco da divisão dos meio-pesados. Atualmente, Manuwa vivia uma péssima fase, onde somava quatro derrotas seguidas, sendo três por nocaute e uma na decisão.

Tradução: AG Fight



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Douglas Barcellos, gaúcho de Guaiba/RS.
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