Kelvin Gastelum volta ao peso-médio no ufc 206

Escalado para enfrentar Tim Kennedy, retornará ao peso em que foi revelado no TUF.
Kelvin Gastelum / Foto: Jeff Bottari/Zuffa LLC/Zuffa LLC via Getty Images)

Vencedor do TUF 17, Kelvin Gastelum volta pela segunda vez à categoria dos pesos-médios (até 83.9 Kg), onde enfrentará no dia 10 de dezembro o veterano Tim Kennedy, no UFC 206. O americano de ascendência mexicana havia sido suspenso por seis meses pela comissão atlética de Nova York, mas teve sua pena convertida em multa, e assim está apto a lutar.

Escalado para enfrentar Donald “Cowboy” Cerrone, no UFC 205, Gastelum falhou na tentativa de bater o peso da categoria dos pesos-meio-médios (até 77,1 Kg), onde ficou 4 Kg acima do permitido, e foi forçado a se retirar do card. Por causa disso, o americano volta (outra vez) a categoria dos médios.



Lutando desde agosto de 2013 na categoria dos meio-médios, Kelvin Gastelum, na época em que foi forçado a subir para o peso-médio por não conseguir bater o peso da categoria abaixo, em entrevista ao site “mmajunkie”, não se via com igualdade física contra os lutadores dessa categoria, especialmente contra, na época campeão, Weidman, Rockhold e Jacaré, pois sentia que estava com muita desvantagem física perante a esses lutadores.

“Honestamente, eu não acho que eu possa vencer (Chris) Weidman, ou (Luke) Rockhold ou (Ronaldo) ‘Jacare’ (Souza). Esses caras são uns ‘monstros’.”

“Eu acho que o meu nível de habilidade corresponde muito bem com todos eles, mas eu estou em uma desvantagem de altura, uma desvantagem de alcance, e uma desvantagem de força”.

(Foto: UFC)

(Foto: UFC)

Agora, novamente forçado a subir de peso, terá pela frente o ex-desafiante ao título do extinto Strikeforce Tim Kennedy. Com 1.75 cm de altura, e 1.82 cm de envergadura, Gastelum, no meio-médio, levava vantagem no peso e na força física contra a maioria dos lutadores dessa categoria, o que favorecia seu forte jogo no grappling, todavia no peso médio poucos atletas do top 15 possuem altura e alcance semelhante ao lutador de ascendência mexicana, o que poderia deixar o atleta mais preocupado nessa nova fase da carreira; no entanto, nas duas lutas que fez nessa categoria, obteve duas grandes vitórias, sendo a primeira em cima do jamaicano Uriah Hall, por decisão dividida, tornando-se vencedor do TUF 17 na categoria dos médios, e a última contra o veterano ex-campeão do Strikeforce e desafiante do UFC Nate Marquardt , vencendo por interrupção do córner ao fim do segundo round.

Por fim, apesar de ser uma categoria de maior desafio, a mudança de peso de Kelvin Gastelum pode ser mais benéfica. Lutador de muita qualidade técnica e de muita intensidade, onde o fez ser conhecido como “Minivelasquez”, poderá ter desempenho ainda melhor nas lutas e ficar menos desgastado, pois terá mais facilidade em bater o peso. Vale destacar também, como exemplo para o americano, que Robert Whittaker, onde ocupa a sexta colocação do ranking do peso-médio, foi vencedor do TUF na categoria dos meio-médios, e que hoje é um dos maiores nomes na categoria de cima, podendo servir de inspiração para o lutador de ascendência mexicana, e uma vitória em cima de Tim Kennedy (atualmente 10° colocado no ranking dos médios) já o projetará em uma posição de grande destaque na sua volta à categoria de origem.



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7 Comentários nesta publicação.
  • Edilson
    5 dezembro 2016 at 21:32
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    Ótimo texto, Parabéns! Acho que ele pode ter um melhor desempenho nos médios, porém a questão é, será que vai aguentar o ímpeto de caras que são bem maiores e fortes fisicamente falando, pois há lutadores que perdem muito peso pra categoria e tem uma recuperação tal que na hora da luta estão de outro “tamanho” a julgar pelo tamanho do proprio Kennedy, mas vamos esperar que ele tenha um bom rendimento e se espelhe no Robert!

  • Gerson
    5 dezembro 2016 at 21:27
    Responder

    Excelente matéria, espero que ele faça excelentes performances nos médios

  • Pedro H
    1 dezembro 2016 at 13:01
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    Opa Albert, texto ta muito bom rapaz, fico feliz em ver vc escrevendo sobre aquilo que gosta e entende. Boa Sorte rapaz, e se o Gastelum se cuidar e manter o foco pode dar bastante trabalho na categoria, veremos!

    • Albert Alves
      1 dezembro 2016 at 18:34
      Responder

      Olá, Pedro!
      Agradeço pelas palavras incentivadoras. Tamo junto!
      Também vejo o Gastelum dar trabalho nos médios. Talvez tenha mais dificuldade só contra o TOP 5 ou no máximo do TOP 7.

  • Paulo
    1 dezembro 2016 at 12:33
    Responder

    Gastelum certamente é um problema pra qualquer um nas duas categorias, mas terá que redobrar a atenção na 84, pois a diferença é notória!

  • Elber
    1 dezembro 2016 at 12:30
    Responder

    Interessante, muito bom texto. Mas ele já entra assim derrotado? se não tiver um mentor na nova fase acho que ele vai começar mal, não achas???

    • Albert Alves
      1 dezembro 2016 at 12:45
      Responder

      Curiosamente, esse mentor que vai ajudar muito é o Rafael Cordeiro, que não é só um grande treinador como também um grande incentivador. No final de 2015, Gastelum começou a treinar na King’s MMA e teve uma performance (ainda no peso meio-médio) excelente contra o ex-campeão dessa categoria, Johny Hendricks. Creio que, nos médios, vai fazer diferença permanecendo nessa academia.

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