Markus ‘Maluko’: “Amanhã vou entrar no octógono para pegar a minha vitória”

Em entrevista ao Nocaute na Rede, Markus 'Maluko' Perez, falou sobre a estratégia para enfrentar Dalcha Lungiambula nesta quarta-feira (20), na Ilha da Luta do UFC, em Abu Dhabi.
Markus 'Maluko' Perez durante a pesagem oficial do UFC. (Foto: Jeff Bottari/Zuffa LLC)

O Nocaute na Rede bateu um papo com Markus Perez, conhecido como Markus ‘Maluko’, que retorna aos octógonos na Ilha da Luta do UFC, em Abu Dhabi nesta quarta-feira (20). Dessa vez, o brasileiro enfrenta Dalcha Lungiambula em combate que pode ser decisivo para o seu futuro na organização.

Na entrevista, o ex-campeão do peso-médio do LFA também falou sobre os bastidores da luta desta quarta-feira e sobre o treino na American Top Team, uma das equipes mais renomadas do mundo. Além disso, o lutador falou sobre o sonho de se tornar campeão no Ultimate e antecipou quais são as suas metas para 2021 no mundo das lutas.




Você foi escalado de última hora para a luta. Como que ficou sabendo que estaria no combate? Já estava preparado se acaso pudesse ser chamado de ‘surpresa’ para algum evento do UFC?

Eu acabei pegando essa luta faltando menos de três semanas (para o combate). Na verdade, menos de duas semanas. Eu estava no carro, voltando da praia com um amigo, e meu empresário ligou e falou que o UFC estava oferecendo uma luta. Eu falei: ‘demorou, pega’. E ele disse que iria falar primeiro com o Conan, meu head coach, e eu disse ‘tá bom, mas já avisa que eu quero’. Depois comecei a olhar quem era o cara e fechamos a luta. É óbvio que pegar uma luta em cima da hora sempre é complicado mas eu já estava treinando. Não para esta luta, mas treinado forte. Eu não estava parado. Mas você precisa pegar o ritmo para lutar, né. Então pegar a luta em cima é sempre um pouco mais pesado. Porque existe a estratégia de luta e tudo mais. Mas estou tranquilo.

Sobre o seu oponente, Dalcha Lungiambula. É um lutador com mãos pesadas que conquistou a metade das suas vitórias por nocaute. Qual a sua estratégia para enfrenta-lo dentro octógono?

Ele é um cara forte e com mãos pesadas. Mas não é um cara técnico. A única técnica que ele tem é na parte da luta agarrada, de queda, de judô. Ele tem algumas quedas de judô boas. Por causa do biótipo dele, forte e baixo, ele consegue encaixar bem as entradas de quadril e quedas. Mas ele não é um striker técnico e também não tem jiu-jitsu. Eu vejo uma luta ótima para mim. Minha estratégia é manter a distância, bater nele com golpes retos e andar sempre para frente. Vou chutar bastante para ele sentir a ‘bica’. E quando ele vier para cima, vou pegá-lo de encontro e tentar colocar para baixo. A estratégia real da luta é fazer o que for melhor para a minha vitória. Aonde eu ver que posso fazer o meu melhor, vou fazer e vou ganhar.

Fale um pouco sobre o seu treino na American Top Team, uma das equipes mais conceituadas do mundo. Como você tem aprimorado suas técnicas para enfrentar um oponente tão duro na Ilha da Luta do UFC? 

Eu treino com vários lutadores. Tanto da minha categoria quanto de outras, em uma das maiores academias do mundo. Vejo o meu diferencial em relação aos outros tanto na trocação, como na parte de chão. Eu sou muito melhor. Quem olha para mim na minha última luta pode falar ‘pô, mas o cara estava te batendo’. Eu estava tirando o cara para nada. Fiz uma escolha de um movimento errado e mão dele entrou sem querer, ele nem viu aonde bateu. Pode-se dizer que é sorte, sem desmerecer ou tirar o mérito do cara. O que eu tive que treinar mesmo era a minha cabeça, e muitos atletas pecam nisso. Eles treinam muito o corpo e a técnica, mas esquecem de treinar a cabeça. A cabeça é o mais importante. É importante você entender o que quer e qual o objetivo daquilo. Eu estou com a minha cabeça melhor do que nunca. Sei que é normal falar isso antes de luta, mas pode observar que a cada luta que fiz no UFC eu fui melhorando alguma coisa. Eu sempre volto melhor e mais forte do que da última vez. Agora estou em um nível muito alto, pode ter certeza.

Há muita especulação sobre o seu futuro no UFC. Como você enxerga o seu atual momento na organização? A vitória no combate desta quarta é de fato crucial para a sua permanência no Ultimate?

Para o UFC, não importa ‘apenas’ ganhar a luta. O que importa é você saber vender a luta. Um dia desses vi uma luta no Bellator de um brasileiro contra um lutador do Daguestão. O cara do Daguestão não fazia nada, foi uma luta amarrada.  Eu olho aquilo ali e acho horrível, ridículo. O UFC quer um cara com talento, que possa demonstrar isso lá dentro. E se ele tem talento ele pode nocautear, finalizar ou dar um ‘show’. O UFC quer isso. É óbvio, tem que ganhar também. Não me preocupo muito com essa questão de sair do UFC. Eu quero simplesmente ir lá, fazer a luta e ganhar. Quarta-feira vou entrar dentro do octógono para pegar a minha vitória. O que eu tiver que fazer para conquistar a vitória, vou fazer lá dentro.

Quais os seus planos para 2021? Pensa em continuar na divisão dos médios? Pretende disputar o título da categoria? 

Vou continuar na minha categoria e ir atrás do meu sonho de me tornar o campeão. Mas, no momento, meu maior sonho é ser campeão na luta desta quarta-feira. Uma coisa de cada vez. Ganhando esta e mais outra luta, o UFC vai me oferecer um novo contrato. Sou um cara que vender lutas e tenho o talento necessário para entregar o que eles querem. E eles vão me dar o que eu quero, o cinturão da categoria. Estas são minhas metas para 2021.

Confira a entrevista completa com Markus ‘Maluko’ Perez no Youtube:

 



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