Michelle Waterson: disputada pela elite dos palhas-femininos após vitória sobre Paige VanZant.

A "Karate Hottie" conseguiu vitória impressionante após 17 meses recuperando-se de lesão e atrai a atenção da elite da divisão dos palhas-femininos do UFC.
(Foto: MMA Junkie)

Michelle Waterson teve que aguentar um período complicado, marcado por lesões, e quase viu sua carreira no UFC não deslanchar. Foram 17 meses tratando uma lesão no joelho e vários duelos cancelados. Seu retorno veio no UFC on Fox 22, onde enfrentaria “12 Gauge” Paige VanZant, que ocupava o sétimo lugar no ranking dos palhas femininos. A luta durou pouco, em 3min21s do primeiro round, VanZant foi finalizada por Waterson, que impôs seu jogo e anulou a luta da adversária e com essa vitória, tomou a sétima colocação de Paige. Após a luta, várias atletas da divisão começaram a propor desafios à Michelle.

Primeiro, foi a brasileira Jéssica “Bate Estaca” Andrade, que perdeu suas adversárias (Maryna Moroz e depois Angela Hill) e seu slot no card do UFC 207. A brasileira pleiteou por uma luta entre as duas após ficar de fora do evento do final do ano, mas o UFC optou por deixá-la de sobreaviso para futuros eventos e a removeu do UFC 207. Depois, a quarta colocada Rose Namajunas quis testar a sorte contra a “Karate Hottie”. Waterson recebeu até “sugestões” de seus colegas de profissão para quais atletas desafiar e até a campeã Joanna Jedrzejczyk foi mencionada como parte dos planos de Michelle para o futuro.

Michelle Waterson finaliza Paige VanZant pelo UFC on Fox 22. (Foto: MMA News)

Michelle Waterson finaliza Paige VanZant pelo UFC on Fox 22. (Foto: MMA News)

Durante o podcast “The MMA Hour” do jornalista Ariel Helwani, a bela falou sobre os recentes eventos e o que projeta para o futuro. Considerando seu longo tempo afastada dos octógonos, Waterson pensa primeiro em recuperar-se de seu último duelo e comemorar as festas de final de ano, visando retornar aos camps de 8 a 10 semanas apenas no começo de 2017 e se preparar para 2017. Além disso, ela quer provar que merece ganhos e reconhecimento maiores do UFC por conta dos números de audiência e pesquisas em portais de busca que o UFC on Fox 22 conseguiu. Além disso, a bela falou sobre os sacrifícios de desdobrar-se entre sua carreira e sua vida pessoal, conciliando os treinos com a vida com o marido e a filha Araya (assista o podcast aqui).

“É muito bom sentir-se desejada. Todas os nomes que se ofereceram ou me foram oferecidos parecem interessantes.

Eu respeito a Rose (Namajunas). É uma pessoa excepcional e este combate parece muito interessante. Daniel Cormier sugeriu que eu desafiasse a Carla Esparza e o Dominick Cruz quis que eu chamasse a Karolina Kowalkiewicz. Até da Joanna (Jedrzejczyk) falaram e eu adoraria enfrentá-la. Mas vamos ver o que podemos fazer, principalmente no que diz respeito a negociações e onde no UFC cada uma dessas sugestões pode me levar.

É bastante frustrante (o reconhecimento ainda pequeno do UFC em seu talento)… Mas espero que isto se resolva. Eu sei que um dia se resolverá. Espero que saibam e valorizem o que eu tenho a oferecer. Não vim ao UFC para passear, estou aqui pela glória não apenas minha, mas da organização também. Quero servir ao UFC da melhor maneira possível e desejo que valorizem isso de acordo.”

(Michelle Waterson ao podcast THE MMA HOUR)



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Paulistano, São Paulino, baterista, perito em TI, fanático por lutas e viciado em games. Colunista e redator Nocaute Na Rede.
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