Na Rede da Nostalgia: Aniversário da luta de Ali contra Liston e a conquista dos cinturões peso pesado

Em 25 de fevereiro de 1964, no Convention Hall em Miami, Flórida, há exatos 52 anos atrás, o mundo inteiro testemunhou a ascensão de uma das maiores celebridades do...

Em 25 de fevereiro de 1964, no Convention Hall em Miami, Flórida, há exatos 52 anos atrás, o mundo inteiro testemunhou a ascensão de uma das maiores celebridades do mundo do boxe. Nesta data, Muhammad Ali contrariava todos os prognósticos e vencia Sonny Liston, o então campeão mundial dos pesos pesados, conquistando os cinturões da The Ring, Associação Mundial de Boxe (WBA) e Conselho Mundial de Boxe (WBC).

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Ali, na época com 22 anos, enfrentava um lutador experiente e com cartel invejável (36 lutas, 35 vitórias, 1 derrota). Liston era um lutador muito forte, com muito punch e agressivo, acumulando nocautes contra a maioria de seus oponentes, inclusive levando a lona, em duas oportunidades, o lendário lutador Floyd Patterson.  Além de suas qualidades nos ringues, Liston era temido pelo seu notório envolvimento com a máfia e pelo fato de já ter sido preso no passado.

Para a imprensa e para a maioria dos fãs de boxe, Liston iria nocautear o aspirante ao título. Afinal, vinha de 28 vitórias seguidas e tinha uma pegada muito forte.

Muhammad Ali esbanjava confiança e provocava Liston a todo o momento: “Se Sonny Liston me derrotar, eu beijarei seus pés no ringue, rastejarei de joelhos para fora do ringue, direi que ele é o maior e pegarei o primeiro voo para fora do país.” Frases como “suas mãos não podem tocar aquilo que seus olhos não podem ver” e “vou voar como uma borboleta, ferroar como uma abelha” ficaram pra sempre no imaginários dos entusiastas da Nobre Arte e foram ditas por Ali na ocasião da luta contra Sonny. Na coletiva de imprensa, Liston insistia em chamar Ali pelo seu nome de batismo, Cassius Clay, fato este que irritou bastante o desafiante: “Cassius Clay é um nome de escravo. Eu não o escolhi e não o quero. Eu sou Muhammad Ali, um nome livre – significa amado por Deus – e eu insisti que as pessoas o usem quando falarem para e sobre mim.”

Se na época alguém apostou suas economias naquele garoto de “língua solta” e muita técnica, quebrou a banca…

Ali utilizou sua maior envergadura e deslocava-se com maestria pelo quadrilátero, desferindo golpes retos com muita velocidade, frustrando qualquer plano de ataque de Liston, que tentava encurtar a distância para soltar seus poderosos golpes. Além disso, a habilidade em se esquivar foi outro ponto que aumentou a frustração do até então campeão, que de forma infrutífera tentava acertar o desafiante. Outro ponto que prejudicou Liston foi uma lesão no tendão do ombro esquerdo após o 1º round.

A luta persistiu até o 6º round. Liston estava machucado, já apresentava um grande corte próximo ao olho. Ao anunciarem o 7º round, Sonny não tinha forças para voltar. Começava ali uma nova era para o boxe mundial, o novo campeão era Muhammad Ali, o atleta que atualmente é considerado um dos maiores nomes dos esportes em geral, sendo apontado por muitos como o maior boxeador de todos os tempos!

A luta foi retratada no filme “Ali”, estrelando Will Smith no papel principal. Na película, uma cena chama a atenção: Liston tentou trapacear aplicando algo nos olhos do campeão quando estavam clinchados, fato este que  impossibilitou Ali de enxergar com clareza durante um round.

Na verdade, ao que tudo indica, a história não foi bem assim… conforme foi dito, Liston apresentava uma lesão no ombro e o friccionaram com um linimento. Esta substância ficou no corpo de Liston e em suas luvas e ficou no rosto de Ali após receber um golpe desferido por Liston. No intervalo do 4º para o 5º round, Ali sentiu algo escorrer de sua testa em seus olhos e não consegui mais enxergar. Ficou assim o 5º round e depois conseguiu recobrar a visão.

Um ano depois, os lutadores voltaram a se encontrar. Desta vez, Ali nocauteou Liston no primeiro assalto após desferir um direto violento que atingiu o rosto do ex-campeão.

Muhammad Ali perdeu o título para Joe Frazier e veio a recuperá-lo novamente, desta feita contra George Foreman, na peleja que foi considerada a “Luta do Século”.



Categorias
Boxe Nacional e Internacional

27 anos, gaúcho, bacharel em administração.
Um Comentário
  • João Carlos
    25 fevereiro 2016 at 23:59
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    Essa foto é da segunda luta. Ficaria legal se colocassem uma da primeira mesmo. Vlw!

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