Nocaute na Rede entrevista: Sheymon Moraes

A equipe do Nocaute na Rede teve o grande prazer de entrevistar o trocador da pesada Sheymon Moraes, a grande jóia da Team Nogueira. O carioca (8-1 no MMA),...

A equipe do Nocaute na Rede teve o grande prazer de entrevistar o trocador da pesada Sheymon Moraes, a grande jóia da Team Nogueira.

Sheymon Moraes (Foto: Divulgação/ Bitetti Combat)

O carioca (8-1 no MMA), oriundo de São Gonçalo, faz parte da atual safra de excelentes nomes que vem surgindo no MMA Brasileiro, junto com Thominhas Almeida, Jonas Bilharinho, Warley Alves dentre outros. Sheymon impressiona pela técnica apuradíssima no striking, devido a ter um background muito forte no muay thay, onde tem 70 lutas, com 57 vitórias, sendo que foi vice-campeão mundial em 2010, e também já mostra uma desfesa de quedas muito sólida, apesar de só ter 9 lutas em seu cartel.



Após chamar atenção nos eventos nacionais e ter conquistado o cinturão no Bitetti Combat, foi contratado pelo WSOF,  onde chegou com tanta moral que após sua estréia em 2014 com vitória sobre Gabriel Solório por decisão, já foi disputar o título dos galos da organização contra o compatriota Marlon Moraes, luta na qual sofreu sua primeira derrota, por finalização. Mas Sheymon não se abalou com esse revés, derrotando logo em seguida o ex-UFC Robbie Peralta por nocaute técnico, voltando ao seu velho estilo.

Confira o bate papo:

NR:  Conta um pouco Sheymon como você começou nas artes marciais? E como foi o contato da Team Nogueira pra você integrar a equipe?

 Comecei a treinar indo acompanhar meus irmão mais velhos aos treinos de capoeira e karate por volta dos 3 aos 4 anos e logo em seguida comecei a treinar e a competir no judô e não parei mais … Aos 17 anos já tinha feito muita luta de muay thai e eu treinava em Niterói com Heggas Zulu e dois amigos que na época puxava treinos pra mim estavam treinando lá na Team Nogueira ,e a academia tinha acabado de abrir e eles me convidaram para eu ir lá dar uns treinos e fazer um teste para vê se eu ficava na equipe , dai treinei , a galera gostou de mim e eu comecei a fazer parte da equipe.

 NR: Você construiu uma carreira sólida no muay thay, lutando muito na Tailândia, o berço da modalidade e conquistou vitórias importantes, Como foi a decisão de largar tudo isso e dedicar totalmente ao MMA?

Eu tenho muito a agradecer aos tempos que fiquei na Tailândia e lutei por lá , tive aprendizados que carregarei para a vida toda , experiência muito importante na minha vida … O interesse no MMA começou quando fui no Brasil visitar a família e aproveitei parar ir treinar e rever os companheiros de treinos da Team Nogueira ai comecei a treinar e a ajudar a galera que tinha luta , até que o Rodrigo e o Anderson Silva ficaram sabendo que eu ia voltar para Tailândia e falaram comigo , para eu fazer uma luta de MMA antes e tal … dai como eu gosto de desafios eu aceitei. Fiz a primeira luta , gostei em seguida já veio a segunda , quando fui ver já estava viciado no MMA , e eu fiquei com um nome bom quando eu ganhei o GP do Bitetti Combat e ai decisão de me dedicar totalmente ficou mais simples, porque vi que no MMA ganharia mais dinheiro que no muay thai , dai continuei seguindo em frente.

NR: Você impressiona pela sua técnica na trocação, devido a você já ter esse background no Muay Thai, mas você se dedica na parte de grappling também?

Sim , treino todos os dias a parte de Grappling.

NR: Você é um dos grandes lutadores brasileiros que estão surgindo agora, chegou no WSOF com moral, mas ano passado sofreu sua primeira derrota pra Marlon Moraes. Isso te abalou muito? E o que você tirou de proveito desse revés?

Não me abalou muito , cometi um erro e ele soube aproveitar … Aprendi que quem erra menos e segue a estratégia correta , está a um passo da vitória …

NR: Após essa derrota você resolveu subir pros penas, estreando muito bem contra o Ex-UFC Robbie Peralta, o que te levou a tomar essa decisão de subir de peso? É definitiva?

Aquela seria minha última luta na categoria, já estava sofrendo demais para bater 61 kg , ganhando ou perdendo eu iria subir de categoria… A princípio sim ficarei nos penas definitivamente, a não ser se me oferecerem uma grana irrecusável, que faça valer a pena o sofrimento de bater esse peso.

NR: Agora você enfrenta o Luis Palomino, que também é striker e lutou duas guerras contra Justin Gaethje nos leves. Qual é a estratégia e como tá sua preparação?

Bem, não posso falar minha estratégia né rs , mas vocês irão ter um grande show, uma luta muito empolgante , estou treinando muito e estou indo como em todas as batalhas que já fui, bem preparado para fazer um ótimo combate e sair de lá com a vitória.

NR: Devido ao peso do nome de Palomino no evento, acha que ganhando dele já dá pra pedir title shot, ou você prefere fazer mais uma luta antes?

Quero mais rotatividade… Fazer mais 2 ou 3 lutas esse ano depois dessa ,e não tenho ambição no cinturão no momento.

NR: Como você enxerga o cenário da sua categoria no WSOF e no UFC,e qual a sua opinião sobre McGregor?

O peso-pena é uma categoria muito dura de ótimos lutadores, e acho McGregor um bom lutador , habilidoso , e um cara que todos dessa categoria no mundo quer bater!

NR: Falando em UFC, você acha que ir para lá é um coisa inevitável para sua própria evolução, ou consegue enxergar sua carreira toda sem ir para o UFC ?

Estarei sempre pronto para lutar é o que eu escolhi pra minha vida e é o que eu amo , lutarei onde for , não importa se é WSOF, UFC ou no Japão , onde me pagar bem eu irei , tenho que dar um conforto e um futuro para minha família é por eles que faço todos os sacrifícios da minha vida!

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