Nocaute na rede hoje bate um papo com o top 10 do UFC Johnny Eduardo

Hoje o nocaute na rede bate um papo com o carioca Johnny Eduardo, atual #8 colocado no ranking dos pesos galos do UFC, Johnny vem de um nocaute brutal...

Hoje o nocaute na rede bate um papo com o carioca Johnny Eduardo, atual #8 colocado no ranking dos pesos galos do UFC, Johnny vem de um nocaute brutal contra o americano ex campeão peso galo do WEC Eddie Wineland no primeiro round, pelo UFC Fight Night Brown vs Silva em maio do ano passado. Johnny que luta MMA desde os 17 anos, na época ainda era o Vale Tudo, e está no mundo das lutas a 18 anos já.

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Confiram a entrevista abaixo:

Então Johnny, primeiramente muito obrigado por nos conceder essa entrevista, Johnny o que você tem a dizer sobre esses seus 18 anos de carreira no mundo das lutas?

” Então eu tenho 18 anos de carreira profissional, mas eu treino lutas desde moleque, desde os 6 anos de idade, isso vem da origem do meu pai, meu pai era professor de kung fu, e eu via meu pai treinando, fazendo os movimentos e eu moleque ficava louco com aquilo, tipo, filmes do Bruce Lee eu assistia com meu pai, e comecei no kung fu participando de competições de kung fu (boxe chinês), ai com 17 anos de idade eu fui apresentado ao mestre Luiz Alves, foi dai que a minha história nas artes marciais começou de verdade, minha recepção com ele não foi boa de inicio, ele não me aceitou de inicio, pois ele via em mim muita garra, porém eu era muito novo, e naquela época as pessoas quando eram muito novas não tinham muita credibilidade, e naquela época os eventos que existiam era só os eventos de vale tudo, vale tudo mesmo, tipo o IVC, FreeStyle… Então eu já me de gladiei nesses eventos ai, eram eventos de 30 minutos, 1 round, sem luvas, que valia cabeçada, tiros de meta, valia pisão na cara, era vale tudo mesmo, e eu comecei nessa modalidade com grande sonho de me tornar profissional, no começo foi duro, eu levava muita surra, surra que era pra dar em jumento eles davam em mim.

Cara você está atualmente no top 10 da categoria dos galos do UFC, porém não luta a mais de um ano, qual o motivo desse tempo parado?

“Depois da luta contra o Eddie Wineland, eu tive que operar meu ombro pois eu estava com uma lesão nele que me impossibilitava de treinar, então nesse tempo parado venho cuidando do meu ombro, mais papai do céu vem me abençoando e logo menos estou de volta aos octógonos do UFC, mais forte do que nunca.

Qual foi a estratégia que você junto ao Dedé planejaram para a luta contra o ex campeão peso galo do WEC Eddie Wineland?

“Bem, a luta com o Wineland o UFC me deu essa luta, meio que pra mim servir de escada para ele, até porque todo mundo acreditava que eu ia perder, que eu ia ser nocauteado, não só todo mundo, como até o próprio UFC que me deu essa oportunidade para ele poder voltar, então começou toda aquela provocação todo aquele joga, toda aquela coisa, eu me recepcionei na cidade dele, aonde eu ia o povo me provocava, aonde eu chegava tinha festinha para ele, ficavam falando um monte de baboseira para mim, e eu só aguentando tudo quieto, porém, na minha mente eu sempre pensando: “Não, eu não vim aqui para perder, eu vou ganhar, eu vou quebrar esse cara, eu vou acabar com esse cara”. Ai na pesagem eu olhei bem dentro dos olhos dele e falei assim: “Eu vou lhe meter a porrada” falei em português mesmo, mas sabe, com tanta convicção, com tanta confiança, eu estava morrendo de raiva dele, de tudo que aconteceu, pelas provocações, e graças há Deus deu tudo certo, treinei certinho para aquela mão entrar ali por cima e nocauteá-lo e graças há Deus deu tudo certo.

VÍDEO DO NOCAUTE DO JOHHNY CONTRA EDDIE WINELAND:

Você costuma fazer seus camps para suas lutas em qual academia? e quem costuma participar de suas preparações?

“Bom, todos os meus camps eu faço no quartel general da Nova União, e quem cuida de tudo é sempre o Dedé mas também tem o Andy Souwer que me ajuda muito.

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JOHNNY EDUARDO APÓS TREINO, AO LADO DE SEUS PARCEIROS DE TREINO DA NOVA UNIÃO.

Você tem apenas uma derrota na evento, que foi em sua estreia contra o também brasileiro Raphael Assunção, depois dessa luta você lutou mais duas vezes e venceu as duas, você pensa em uma revanche com o Raphael?

“Penso sim, não só pela revanche e também porque ele é o atual #3 do ranking, e eu quero sempre lutar com tops.

Cara e sobre esse novo sistema de patrocínio do UFC com os lutadores, esse contrato com uma marca de material esportivo, na sua opinião isso é uma boa coisa ou ruim para os atletas?

“Cara eu não achei algo bom para os atletas não, imagina alguém que receba bem com seus patrocínios perder essa renda e ficar agora só com dinheiro da bolsa. Mas eu não posso reclamar, só agradecer há Deus e continuar trabalhando para melhorar mais.

Cara o Brasil atualmente está com 3 cinturões no UFC, o mais recente conquistado sábado passado por Fabricio Werdum, na sua opinião o Brasil está voltando a ser supremo no MMA ou ainda falta muito? Falta o nosso governo valorizar mais o esporte?

“Infelizmente, nós ainda estamos muito atrás dos gringos, em matérias de treinamentos, suplementação, e coisa e tal… Temos a garra brasileira o coração guerreiro de sempre, mas precisamos evoluir, igual os gringos estão evoluindo, se tivéssemos ajuda do nosso governo, seria bem melhor realmente.

Agora Johnny, pra encerrar quem leva a disputa de cinturão da sua categoria, Dillashaw ou Barão?

‘Irmão, estou preparando o Renan no muay thay, preparando de um jeito como se fosse eu que iria lutar. Tenho certeza que a luta dessa vez vai ser mais dura, vai ser diferente, o Renan vai arrebentar o Dillashaw.

Muito obrigado pela entrevista Johnny, dê seus comentários finais.

“Então primeiramente quero agradecer há Deus, essa oportunidade deu poder continuar seguindo no meu trabalho até hoje, porque se não fosse ele eu já teria desistido faz tempo. As pessoas que me acompanham nessa trajetória até hoje, meus treinadores, meu empresário, minha família, meus amigos que estão comigo, a tudo mundo que me acompanha, que sabe da minha luta dentro e fora dos octógonos, pois minha luta não é só dentro dos octógonos, minha luta também é fora, a batalha por patrocínio, a batalha pra continuar minha carreira, e é isso só tenho a agradecer a oportunidade de estar sempre nessa batalha.

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Escrito por Luan Silva

 



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