Norman Parke fala um pouco sobre a sua próxima luta, em Goiânia

O UFC Fight Night 67, que será realizado em Goiânia, trará alguns atletas gringos para o Brasil. Dentre eles, destaca-se o prospecto norte-irlandês Norman Parke. O lutador de 28 anos...

O UFC Fight Night 67, que será realizado em Goiânia, trará alguns atletas gringos para o Brasil. Dentre eles, destaca-se o prospecto norte-irlandês Norman Parke. O lutador de 28 anos concedeu entrevista coletiva durante o Media Day, realizado no dia 28, no K Hotel, em Goiânia. Confira por aqui, em primeira mão, como Norman avaliou sua preparação para a luta contra Francisco Trinaldo, o Massaranduba.

Norman Parke é entrevistado pelo NR (Foto: Pedro Finoto)

Norman Parke é entrevistado pelo NR (Foto: Pedro Finoto)

Você estava escalado para lutar com o Gilbert Durinho e agora vai lutar com o Francisco Trinaldo, lutadores completamente diferentes, o que você acha desta mudança?  E o que você mudou no seu treinamento ?



Não mudei muita coisa, temos muitos caras bons na nossa academia, boxeadores de alto nível, muitas vezes subestimados. Temos muitos caras na academia, podemos sempre nos adaptar. Gilbert era a luta que eu queria, depois descobrimos que ele tinha se machucado e Trinaldo substituiu.  Pra mim ele é uma luta muito mais dura, em todos os aspectos, tenho que respeitá-lo. Ele é um homem velho, de 36 anos de idade e continua forte, então tenho que respeitá-lo por isso. Parece que ele disse que essa luta é a mais fácil da carreira dele até agora, então vamos ver no sábado, ele vai ver que eu passo por cima de qualquer um. Ele lembra o que o Gleison Tibau fez com ele, e  ele viu a luta dele comigo. Eu lutando com o Tibau foi 50% da minha capacidade, eu fiquei doente 6 dias antes da luta e ia ser cortado, mas eu disse “foda-se” eu vou lutar e o levei para uma decisão dividida muito dura. O Tibau dominou ele completamente, então vamos ver, no sábado vou sentir a linguagem corporal dele no primeiro round e veremos dali.

E na sua luta contra Gleison Tibau, você concordou com o resultado de decisão dividida para ele ?

Eu não me senti irritado, foi uma decisão dividida muito dura, eu não estava incomodado com a decisão, depois que assisti novamente, eu dou a luta para ele. Ele completou as quedas e eu levantei muito rapidamente. Era eu doente, como eu disse antes, 6 dias antes eu adoeci. Se eu puder entrar 50% de capacidade física, e conseguir fazer uma luta duríssima, eu estou feliz.

Na primeira vez que você lutou no Brasil, você lutou com o Léo Santos, essa luta acabou em empate, outra decisão não favorável para você. Árbitros e Brasil não andam bem para você, o que você acha? 

Eu não ligo, “foda-se” tudo isso, eu só quero ir lá e lutar, deixar os meus instintos naturais tomarem conta e acreditar em você mesmo, acreditar nas minhas habilidades. Não importa o que aconteça, eu acredito em mim mesmo. Nos meus olhos eu sou invicto, antes de tudo que aconteceu nas ultimas lutas. Então veremos no sábado, ele disse que será a luta mais fácil da carreira dele, então veremos.

Quais são seus pensamentos acerca da valorização dos atletas europeus, em foco, os irlandeses?

Quais são meus pensamentos? Obviamente, Conor McGregor lutará com o José Aldo pelo título, e todos os americanos querem ser irlandeses e, quando eles veem os irlandeses vindo para o UFC, eles querem ir também. Então é muito bom para o marketing, cria a oportunidade para o UFC expandir. Além do mais, o UFC foi para Dublin em 2009 e acho que só havia um lutador irlandês e ele não estava preparado para a ocasião, agora já são 7 ou 8 lutadores irlandeses lutando no UFC. É ótimo para o país, é um país pequeno e tem ótimos atletas em geral, é uma nação de lutadores, possui uma tradição de boxeadores e não vejo a hora de estar por trás disso.

Você é da Irlanda do Norte, mas lutou na Irlanda contra o japonês Kotani?

Sim, eu lutei contra o japonês na Irlanda.

E qual a diferença entre lutar quase em casa e lutar com um cara local ?

Eu não ligo de forma alguma, no fim do dia, é só você e ele, a torcida é nada, você ouve a torcida e isso vai embora. Tirando isso, quando você entra lá, é só você e ele, não importa onde você está, nós podemos lutar na minha casa, eu poderia lutar na casa dele ou até mesmo ou fora desta área. É empolgante para mim, mas eu não foco emocionalmente nisso, porque quando você entra lá, seu foco é somente nele, então não importa onde a luta é.

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Repórter: Gabriel M. Neves / Tradução: Pedro Finoto



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