NR Entrevista: Mário Yamasaki! Renomado arbítro do MMA Mundial

O primeiro entrevistado do ano é Mario Yamasaki, arbitro consagrado do MMA mundial e figura carimbada nos eventos  do UFC, principalmente os eventos no Brasil. Yamasaki já tem uma...

O primeiro entrevistado do ano é Mario Yamasaki, arbitro consagrado do MMA mundial e figura carimbada nos eventos  do UFC, principalmente os eventos no Brasil. Yamasaki já tem uma longa carreira na arbitragem e já arbitrou várias das principais lutas de MMA da história do UFC. Atualmente além de arbitrar combates, Yamasaki ministra seminários e cursos para quem quer ser arbitro pelo Brasil. Mario possui 13 anos como arbitro do UFC, e iniciou sua carreira no UFC Brasil em 1997, evento em que Vitor Belfort nocauteou Wanderlei Silva. 

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(Foto: Getty Images)

Confira a entrevista exclusiva que esse ícone da arbitragem mundial nos concedeu. Mario nos conta sobre detalhes da sua carreira, luta mais importante que arbitrou, e muito mais.



NR: Sua convivência com as artes marciais vem desde a infância, seu pai Shigueru Yamasaki era altamente graduado no judô e você já possui  graduações no judô e Jiu Jitsu, teve vontade de ser lutador?

Mário Yamasaki: Arte Marcial está no meu sangue. Desde os três anos de idade eu já subia no tatame para brincar com meu pai na academia dele. Cresci no dojô. Aos 15 eu já dava aulas de judô em um colégio de freiras, onde fiquei por sete anos. Eu me tornei faixa preta em judô antes mesmo de meus 18 anos. Hoje sou faixa preta de judô e jiu-jitsu. E sempre que tenho tempo, estou no tatame. Já competi muito, disputei torneios nacionais e internacionais, mas foi na arbitragem que encontrei a melhor forma de estar presente, até hoje, nos eventos.

NR: Você possui uma rede de academias nos Estados Unidos, como consegue aliar a carreira de arbitro com a de gestor?

Mário Yamasaki: Além de contar com a ajuda de uma equipe, estou sempre presente no dia a dia de meus negócios. Conciliar para mim é o menor dos problemas, sempre que estou nas academias, estou envolvido com lutas e assim, consequentemente, me aprimoro.

NR: Qual foi melhor atleta que você já viu lutar?

Mário Yamasaki: Cada um tem seu estilo de luta. É difícil apontar um único atleta.

NR: Acredita que o MMA tem muito para crescer ainda?

Mário Yamasaki: Todos os esportes precisam de evolução. Mas é uma evolução natural.

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(Foto: Getty Images)

NR: Como era arbitrar o vale tudo? tinha receio que algo pior fosse acontecer em eventos em que existiam poucas regras?

Mário Yamasaki: Como a principal função do árbitro é zelar pela integridade física do atleta, estávamos lá para que nada acontecesse.

NR: Na sua opinião quais foram os pontos positivos do Pride que hoje em dia você sente falta no UFC?

Mário Yamasaki: Cada evento tem sua particularidade.

NR: Você ajudou a trazer o UFC para o Brasil, conte-nos como foi sua participação para trazer esse evento.

Mário Yamasaki: Meu irmão dava aula de jiu-jitsu aqui em São Paulo e queria trazer os atletas do UFC para cá. Um dia eu estava saindo da academia e achei um panfleto no chão dizendo que o Dan Severn [lutador] daria uma sessão de autógrafos.

NR: Dirigi para lá, peguei contato e começamos a conversar. Chegamos a viajar juntos para o Guarujá, onde ele ficou uma semana dando aulas e se divertindo. Depois fui para um evento do UFC em 96, e tentei comprar um pôster deles, mas tinha acabado.

Mário Yamasaki: Acabei pegando o cartão de um senhor que poderia me dar um, mas nunca liguei. Um ano depois, quando meu irmão me disse que iríamos mesmo trazer o UFC, percebi que o contato era do Bob Meyrowitz, então presidente do evento. Liguei para ele, comentei a vontade de nós brasileiros de contarmos com o evento no Brasil, e recebi uma resposta super positiva. Enfim, em 1998, o Brasil recebeu o UFC.

O Globo

(Foto: OGlobo)

NR: Você participou de grandes lutas, qual foi o atleta mais chato que você já conheceu? 

Mário Yamasaki: Não existe atleta chato. Lá dentro, todos entram muito concentrados, e se questionam algo, é por total vontade de vencer o combate.

NR: Sendo o único brasileiro trabalhando nesta função no UFC, o que você acha que falta para que existam mais profissionais brasileiros arbitrando no UFC?

Mário Yamasaki: Agora com os cursos da Yamasaki Officials Training chancelados pela Cabmma, vocês verão, cada vez mais, a presença de brasileiros em eventos de MMA pelo mundo.

NR: Existe alguma algum curso que os fãs do MMA possam aprender mais sobre a arbitragem e conseguirem trabalhar como árbitros de MMA?

Mário Yamasaki: Sim, tem as certificações internacionais para formação de novos árbitros e juízes laterais. Hoje desenvolvemos isso através dos cursos da Yamasaki Officials Training chancelados pela Cabmma.

NR: Qual foi o momento mais marcante em sua carreira como arbitro?

Mário Yamasaki: Foi a luta entre o Chuck Liddell e o Tito Ortiz. Por que foi o meu primeiro combate valendo o cinturão do UFC. Mas, sem dúvida, a que mais repercutiu e me alavancou foi a do Vitor Belfort e Anderson Silva. Vale ressaltar também que fui o árbitro da luta principal do evento oficial dos 20 anos do UFC.

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(Foto: Josh Hedges)

NR: Quais as suas expectativas para o UFC?

Mário Yamasaki: Minha expectativa é que o UFC, assim como outros eventos que propagam o MMA, cresça cada vez mais. Vamos lutar pela valorização do esporte.

NR: Em todos os eventos no Brasil, a torcida se faz presente, acha que essa participação tem efeito sobres os adversários que lutam contra os brasileiros?

Mário Yamasaki: A torcida brasileira é incrível. Motiva. Mas os lutadores entram muito concentrados.

NR: Você sempre faz o simbolo do coração antes de começar as lutas, da onde vem isso? existe algum motivo em especial?

Mário Yamasaki: Eu não tinha um sinal específico no começo. Um dia, meus filhos pediram que eu fizesse alguma coisa para eles quando arbitrasse no UFC. Quando estava lá em cima do octógono, nem me lembro em qual luta, tive a ideia de desenhar o coração. O gesto hoje é para os meus filhos, minha esposa, e todos os amantes do MMA.

NR: Quais são seus projetos futuros?

Mário Yamasaki: 2014 será um ano promissor. Tenho muitos projetos que estão se viabilizando mas não posso divulgar ainda.  Acompanhe minhas novidades através de meu site,www.marioyamasaki.com e meu Facebook, facebook.com/yamasakimma.

NR: Nós do Nocaute na Rede agradecemos sua participação, deixe um recado para nossos leitores.

Mário Yamasaki: Primeiramente gostaria de agradecer o carinho de todos. O calor de vocês que nos motiva para alavancarmos, cada vez mais, o MMA no Brasil e no mundo. Pratiquem esportes. Além de saúde, ele desenvolve nosso caráter moral e cívico. A disciplina está sempre em primeiro lugar. Quem luta, não briga. Quer brigar, vai pro tatame. Oss

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Escrito por Victor Nunes / Colaboração: Abilio Santos

Twitter: @vic_nr



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Criado em 14 de agosto de 2013, o Nocaute na Rede tem como principal objetivo FORTALECER o crescimento do esporte pelo Brasil e mundo a fora, é por isso que desde o início divulgamos os pequenos eventos e atletas que estão começando no cenário nacional.
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