O maior Gracie de todos os tempos – Relson Gracie

Salve meus amigos do Nocaute na Rede! Hoje quero ter o prazer de falar sobre um mestre, que considero o melhor Gracie de todos os tempos. O Pitbull da...

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Salve meus amigos do Nocaute na Rede! Hoje quero ter o prazer de falar sobre um mestre, que considero o melhor Gracie de todos os tempos. O Pitbull da velha guarda, o velho Relson Gracie.



O velho pit bull costumava ser chamado de “Campeão”, um apelido que ele ganhou entre a comunidade do surfe do Rio de Janeiro que viam com muito respeito a sua prática do Jiu-Jitsu. Uma história engraçada foi contada por Relson há alguns anos ao Canal Combate onde ele falou que quando era jovem, os seus amigos costumavam ligar para sua casa e queriam falar com o dito do “Campeão”, o que deixava sua mãe um pouco irritada, respondendo: “Nessa casa todo o mundo é campeão! Qual você está procurando?”.

Relson Gracie nasceu no Rio de Janeiro, Brasil, no dia 28 de Março de 1953. Como todos os outros membros da família Gracie, ele começou aprendendo a arte suave desde bebê, e o seu primeiro campeonato de Jiu-Jitsu foi aos 6 anos de idade.

Enquanto crescia, Relson não era muito ligado na escola, passando a maior parte de seus dias na praia jogando futebol. Mesmo com a pressão constante de seus pais, Relson não se dava bem na escola. Como já via que não valia a pena continuar pressionando, o pai de Relson, Hélio Gracie, decidiu motivar o seu filho para o Jiu-Jitsu, esperando que ele pudesse se sustentar no futuro sendo professor.

Para o incentivar ainda mais, Hélio começou a subornar Relson para competir no Jiu-Jitsu, lhe prometendo 100 dólares por cada medalha de ouro que trazia para casa(bem que Hélio podia ter sido meu pai também, kkkkkkkkk); foi através dessas premiações que Relson começou a querer se superar em competição, conquistando várias medalhas de ouro em campeonatos locais.

De acordo com essa natureza selvagem que o tornou famoso, se conta que Relson participou de mais de 100 brigas de rua na sua juventude, todas terminadas rapidamente, segundo o próprio. O próprio Relson também que a única derrota que sofreu foi da responsabilidade de seu primo, Rolls Gracie, com quem brigou uma vez. Segundo falam certos papos de bastidores, lendas à parte da família Gracie, Rolls ficou tão furioso que seguiu o seu primo Relson até o banheiro, na casa da família Gracie e fechou a porta e saí na mão em um combate furioso com Relson, de tal forma que a porta teve de ser arrombada para afastar Rolls de seu primo. Apesar de ter levado algum tempo, os dois primos eventualmente fizeram as pazes e se tornaram bons amigos.

A amizade de Relson e Rolls era muito forte; foi Rolls quem trouxe pela primeira vez uma prancha de surfe para a casa dos Gracie, em 1972. Enquanto trabalhava e estudava, Rolls emprestava muitas vezes a sua prancha para Relson, que curtia o seu tempo livre para surfar. Apesar de Rolls ter sido o primeiro a comprar uma prancha de surfe, Relson foi sem dúvida o primeiro a abraçar o surfe como estilo de vida; algo que também não era visto com muito bons olhos pelo seu pai, Hélio, que tinha ideias mais tradicionais.

Devido aos benefícios dados por seu pai, Relson se tornou um dos competidores mais fortes e participativos da família, mas ao contrário de seus irmãos e primos, não recebeu a sua faixa preta até ao final da adolescência. Hélio deixou Relson 7 longos anos na faixa marrom até o graduar para a preta.

Em 1975 Relson se tornou membro fundador de uma das academias afiliadas mais famosas dos Gracie, a “Gracie Ilha”. A ideia surgiu depois do senador Artur Vígio (amigo próximo dos Gracie e faixa preta graduado por Reyson Gracie) falar com ele e lhe propor abrir a sua própria academia. A academia abriu na “Ilha Clube Jardim Guanabara”, um clube local.

A mudança de Relson Gracie para os Estados Unidos veio em 1985, quando (a pedido de Carlos Sauer – irmão de Pedro Sauer) ele foi dar aulas de Jiu-Jitsu no Eseline Therapy Institute (em Monterey, Califórnia) por pouco mais de um ano e meio. A seguir a esse curto período na Califórnia, Relson recebeu outro convite, dessa vez para ir dar aulas em um dos seus destinos favoritos, o Havaí. As ilhas havaianas apelavam diretamente ao espirito surfista de Relson e ele não hesitou em se mudar para Honolulu em Junho de 1988, auxiliado por Carlos Valente. O espírito guerreiro famoso no Havaí levou a que a academia crescesse relativamente rápido e em 1992 Relson organizou o primeiro campeonato oficial de Jiu-Jitsu fora do Brasil.

A partir das suas academias no Havaí, Relson foi um dos primeiros professores a trazer um time do exterior para competir no Mundial. Contudo, com o tempo Relson começou a se concentrar na visão mais tradicional do Jiu-Jitsu, mudando o foco de suas academias mais para a autodefesa (apesar de não desencorajar a competição).

Relson no meu ver, dentre todos estes membros da família que se encontram em atividade, é o que mais se aproxima de ser uma espécie de ”Hélio Gracie” dos tempos modernos. Um Gracie, que não se ouve muito falar até, sem midiatismo, auto promoção, mas que é considerado por muitos faixas pretas das antigas, como o maior Gracie em atividade.

Relson é aquele tipo de mestre que se mostra pelos valores, valores que ficam enraizados para sempre no coração de quem ama a arte suave, e todo o valor que o caminho suave verdadeiramente representa.

Relson Gracie, maior Gracie de todos os tempos!

Grande abraço amigos!

OSS!

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Um Comentário
  • Daniel
    18 outubro 2017 at 22:30
    Responder

    Oss!!!

  • Responder

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    *

    seis + três =

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