Resenha: Por que Bellator, One e PFL não querem Anderson Silva?

No dia 31 de outubro, Anderson Silva foi nocauteado pelo jamaicano Uriah Hall aos 1:24 do 4º round. Essa luta acabou sendo vendida como a última do contrato do...
(Foto: Reprodução)

No dia 31 de outubro, Anderson Silva foi nocauteado pelo jamaicano Uriah Hall aos 1:24 do 4º round. Essa luta acabou sendo vendida como a última do contrato do ex-campeão, apesar de ele ainda ter mais uma pra fazer. No entanto, após a apresentação, o presidente Dana White disse que deixado até mesmo fazer essa luta contra o “homem ambulância” havia sido um erro e que não gostaria de ver o brasileiro em ação novamente.

Mesmo antes da luta contra Hall, Anderson já tinha dito que não pretendia parar de lutar, que ainda se sentia muito bem e pretendia fazer mais alguns duelos. Após a recisão do contrato com o UFC, chegou inclusive a declarar, numa postagem em rede social, que estava livre e que haviam tentado, de forma forçada, aposentá-lo.



Após o anúncio de que estava livre no mercado, muito se imaginou que ofertas e mais ofertas caíriam em seu colo. Isso porque, obviamente, estamos falando de uma lenda, um dos maiores de todos os tempos no esporte, o ‘showman da modalidade. Apesar da idade, Anderson ainda luta muito bem e com exceção do queixo, que já não aguenta as pancadas de outrora, nem parece alguém com 46 anos. Mas isso não aconteceu.

E não só as propostas não chegaram como as Organizações, representadas por seus CEO, deram declarações de que não estavam dispostas a contar com Anderson em seu plantel. Scott Coker, presidente do Bellator, disse que o brasileiro é uma lenda, mas a empresa está, neste momento, remando em outra direção, buscando jovens talentos para transformá-los em futuras estrelas.

Ray Sefo, mandatário do PFL, também lembrou que Anderson é uma lenda do esporte, um dos melhores da história, mas aconselhou a se manter aposentado. Mais recente, foi a vez de Chatri Sityodtong, o “chefão” do One Championship, por meio de um comunicado oficial enviado ao site ‘Fightfull’, descartar a contração do brasileiro. Chamou ‘Spider’ de lenda, desejou sorte nos novos objetivos, mas que a Organização preza a segurança dos atletas em primeiro lugar, uma clara referência à idade de Silva.

Mas por que Anderson Silva, para muitos o melhor e/ou maior lutador de todos os tempos, estaria sendo recusado por estes eventos? Bom, a resposta não é tão simples assim e não existe apenas um motivo, mas um conjunto. O primeiro é que o brasileiro ainda é um atleta muito caro. No combate contra Hall, o ex-campeão recebeu US$ 750 mil de bolsa, sem contarmos os bônus e outros valores. Para se ter uma ideia, seu adversário recebeu US$ 300 mil, contando aí o valor da bolsa somado ao da vitória.

Em segundo lugar, Anderson não atrai mais tanto público assim como em outras épocas. Hoje, poucas lutas envolvendo o nome do brasileiro movimentaria um número alto de espectadores e, consequentemente, geraria muito dinheiro (talvez as revanches contra Vitor Belfort e Chris Weidman). Então, logicamente, se tem pouca demanda para ver o ex-campeão, não tem como bancar bolsas que beiram a faixa de US$ 1 milhão.

Anderson começa melhor, mas é nocauteado; algoz chora de emoção

Anderson Silva recebendo os golpes finais de Uriah Hall (Credits: Jeff Bottari/Getty Images)

Outro fator, talvez menos relevante que os dois citados anteriormente, mas que também pode ser levado em consideração, é o da parte sentimental. Anderson era sim um cara carismático, encantador dentro da “jaula”. Não seria de todo estranho que os presidentes de Bellator, One e PFL tivessem de fato descartado a contratação por não quererem mais vê-lo como em sua última apresentação, superado por alguém que não tem a metade de sua história, que está numa prateleira bem abaixo do “aranha”.

É lógico que se a decisão de aposentadoria de Anderson coubesse a mim, isso já estaria feito. Creio que todo fã de verdade gostaria de vê-lo curtindo a família, passando seu conhecimento aos pupilos, brilhando agora fora dos ‘cages’. No entanto, essa decisão de parar cabe apenas única e exclusivamente a ele. E você, caro leitor, o que acha? Deixe seu comentário.

Texto e edição: Kaio Lima

 

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Pai, marido, neto, amante da família; filho de Deus; Graduando em Comunicação Social (Rádio e TV) na Universidade Federal do Maranhão; Editor chefe do Nocaute na Rede, sonha em seguir carreira na área esportiva; Redator nas seções de MMA nacional e internacional; Apaixonado por rádios, jornais, livros, podcasts, filmes, séries, comidas, esportes em geral (principalmente MMA, futebol e basquete); Praticante de MMA e muay thai;
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