Rony Jason fala de sua ida para a Evolução Thai e sobre sua próxima luta

O campeão do primeiro TUF Brasil, na categoria dos penas, Rony Jason já conhece a cidade de Goiânia. Foi na capital de Goiás que ele sofreu sua primeira derrota...

O campeão do primeiro TUF Brasil, na categoria dos penas, Rony Jason já conhece a cidade de Goiânia. Foi na capital de Goiás que ele sofreu sua primeira derrota no UFC. Agora, no UFC Fight Night 67, ele tentará retomar o caminho das vitórias, após revés em uma polêmica decisão dividida em favor de Robbie Peralta. Rony conta como está sendo esse “recomeço”, na coletiva realizada no dia 28.

Rony Jason conversa com o Nocaute na Rede (Foto: Pedro Finoto)

Rony Jason conversa com o Nocaute na Rede (Foto: Pedro Finoto)

Seu adversário, Damon Jackson, possui 9 vitórias, sendo 7 dessas por finalizações. Você sendo um especialista no BJJ, o que acha que acontecerá se essa luta se desenrolar no chão?



Eu não posso menosprezar ninguém, visto a evolução que o BJJ tem tido fora do Brasil, o brasileiro que tem essa mentalidade de não aprender com os wrestlers, mas eu não. Eu sei a capacidade que ele tem de finalização, o poder que ele tem no chão, assim como foi o Pepey, nenhum momento eu o subestimei pelo chão que ele vem tendo, quem viu as últimas lutas dele viu a evolução que ele obteve. E eu sempre falei como perigoso ele era, e com esse cara não vai ser diferente, vou respeitar bastante ele, vou saber dosar e não trocar muita informação com ele e não arriscar muito no chão. Eu sou adepto a luta de quem erra menos, sempre sai com a vitória. Vou procurar não errar no chão, se eu não errar não abro margem para o acerto dele.

A sua luta contra Robbie Peralta foi altamente contestada pela vitória do adversário. Dessa vez você pretende não precisar dos juízes?

Não, quem assiste minhas lutas, sabe que eu não gosto. Eu ganhando por pontos, eu não me sinto vencedor, por mim eu preciso nocautear ou finalizar, eu não tenho sorte quando a luta vai para 3 rounds, eu não sou um cara de golpear muito, mas por outro lado eu golpeio com intensidade, então não dou um jab por dar, eu dou para nocautear. Tem muitos atletas do UFC que preferem as pontuações, dar mil toques na pessoa e a pessoa sai com o mesmo rosto que entrou, eu não sou esse tipo de cara, eu golpeio para acabar com a luta. A minha luta com o Peralta, infelizmente com 2 minutos de luta eu tive uma fratura exposta na mão, sabia que tinha quebrado a mão, mas não sabia a gravidade. Lutei 3 minutos com a mão quebrada com um cara que é nocauteador na parte que ele é especialista, fiz ele caminhar os 3 rounds para trás, derrubando e mesmo assim não vi o resultado que os árbitros viram. Um árbitro me deu 30×27 e outro 30×27 pra ele, então é muito subjetiva essa parte de arbitragem de luta e eu não quero deixar na mão deles.

Você teve um começo muito promissor no UFC, porém nas últimas três lutas foram 2 derrotas e uma vitória. O que aconteceu?

Eu acho que não aconteceu nada, se eu tivesse ganhado do Peralta, não teria acontecido nada, porque seriam 6 lutas no UFC e 5 vitórias. O que atrapalhou foi essa derrota, que não considero uma derrota, considero uma derrota pessoal, uma fatalidade em quebrar a mão, mas fico feliz de ter conseguido lutar com uma mão só com um cara duro como o Peralta. Agora tenho um resultado de 4 vitórias e 2 derrotas, mas poderia ser 5 vitórias e 1 derrota, dentro do UFC isso é um recorde muito bom, quero continuar mantendo bons resultados mesmo vindo desse resultado meio trágico. Estou vindo, na verdade, de 13 lutas e 2 derrotas, pois antes de entrar no UFC eu já estava com uma sequência de 10 vitórias.

Você citou a evolução do Pepey, isso te incentivou a ir treinar Evolução Thai?

Claro, não só isso, mas o cara que eu vou lutar é um cara do grappling, finalizador. Lá tem o Serginho Moraes, tem o Pepey, tem o Fernandinho que ganhou mundial de jiu-jitsu em todas as faixas, então eu fui para lá focar nessa parte de chão. E sem querer menosprezar o Damon, o chão dele nunca será melhor do que desses caras, pode ser igual, mas eu acredito que melhor ele não pode ser.

E quanto ao Massaranduba treinar junto com você e lutar no mesmo card?

A nossa preparação foi junta, porém não treinando junto, porque o Massaranduba é um cara muito perigoso, a qualquer momento ele poderia me machucar (risos) . Então, graças a Deus, o Dida conseguiu separar um pouco os treinos. Pouca gente sabe, mas quando dois atletas vão lutar, não é bom os dois treinarem juntos, pois os dois tão no fogo de luta, então querendo ou não um pode machucar o outro. Pela ansiedade de lutar, ás vezes você impõe um ritmo mais forte que o normal e acaba sendo uma briga interna. Então o treino com o Massaranduba foi mais light, na parte menos explosiva.

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Escrito por Pedro Finoto / Repórter: Gabriel M. Neves



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