Série: Grandes treinadores do MMA no Brasil – “Episódio 1”: Fabiano Montes Doca

O MMA nacional vive um momento de grande crescimento. A cada dia, mais e mais atletas aparecem no cenário e consequentemente ganham o mundo. Para esse crescimento, existe alguém...

O MMA nacional vive um momento de grande crescimento. A cada dia, mais e mais atletas aparecem no cenário e consequentemente ganham o mundo. Para esse crescimento, existe alguém com o papel mais do que fundamental no processo, o treinador. Visando dar mais destaques a eles, o Nocaute na Rede inicia agora uma série de matérias com alguns do melhores treinadores da nossa terra tupiniquim. O treinador que estreia nossa série é Fabiano Montes Doca, líder da Boxer MMA. Conheça um pouco mais sobre essa fera.

(Foto: Reprodução/ Facebook)

(Foto: Reprodução/ Facebook)

Fabiano Montes Doca é um faixa preta de jiu jitsu e também especialista em boxe, pupilo de Walter Matos, Zé Mário Sperry e Sérgio Correia. Como lutador, foi tricampeão sul-brasileiro e tetra campeão brasileiro, ambos pelo jiu jitsu. No MMA – na época ainda mais conhecido como vale tudo – conquistou 3 títulos



Após a carreira como atleta, Fabiano resolveu seguir um caminho que parece natural aos lutadores, o caminho de treinador. Em 2013, inaugurou a Boxer MMA, sua própria academia.

Em menos de 3 anos, a equipe cresceu e ganhou um nome forte no cenário nacional. De lá vem nomes como Dirlei “mão de pedra”, atual campeão meio pesado do Jungle Fight, eleito melhor meio pesado do Rio Grande do Sul em 2014, melhor meio pesado do país em 2015 e também eleito o melhor lutador peso por peso do Brasil em 2015, todas em votações feitas pelo site Nocaute na Rede. Também é de lá que vem Thiago Minu, hoje lutador do Bellator.

Fabiano Montes e Dirlei "mão de pedra" Broenstrup com a premiação do Nocaute na Rede (Foto: Reprodução/ Facebook)

Fabiano Montes e Dirlei “mão de pedra” Broenstrup com a premiação do Nocaute na Rede (Foto: Reprodução/ Facebook)

Com um trabalho onde os resultados “falam” por si só, Doca foi chamado para trabalhar no córner de Gabriel Napão, ex desafiante ao cinturão peso pesado do UFC e que atualmente permanece na maior Organização de MMA do mundo.

O treinador e líder da Boxer MMA conversou com o Nocaute na Rede. Falou sobre seu início nas artes marciais, o início como treinador, os talentos de sua equipe, entre outras coisas. Confiram aí.

NR – Como começou o seu contato com as artes marciais?

Comecei treinando em Santa Maria, boxe com professor Gustavo. Logo depois fui treinar com Mauro Favero. Assim que mudei para Porto Alegre, treinei com seu Orlando. Em 93, comecei a ter contato com o jiu jitsu, com os mestres Walter Matos e Zé Mário Sperry na Sul Jiu Jitsu , equipe que sigo até hoje.

NR –  Quando chegou a conclusão de que queria ser um lutador profissional?

Acredito que a combinação entre o boxe e o jiu jitsu foi um estopim natural para que eu acabasse virando meus olhos para o Vale Tudo, além obviamente da influência direta do meu mestre Zé Mário. A entrada do UFC no mercado televisivo também colaborou para esse processo.

NR – Quais foram seus mestres nessa longa jornada na arte marcial?

Passei por vários professores e escolas devido às mudanças de cidades; Guardo com carinho a minha passagem com Mauro Favero e o seu Orlando que me dava aula na academia do Parcão quando cheguei a Porto Alegre. Mas orientação de mestre mesmo e a quem posso chamar assim seriam Walter Matos, Zé Mário Sperry e Sérgio Correia.

NR – Quando e por que resolveu seguir o caminho de treinador de MMA?

Foi um processo natural. Não tenho uma data específica, inclusive sou péssimo em datas, mas acredito que a questão de liderança sempre passa pelo desejo dos liderados, sempre prefiro pensar que fui escolhido por eles. Essa sim é minha maior motivação. Saber que quem está ao meu lado está porque quer ser treinado por mim, esse é meu grande segredo de alegria e felicidade

NR – Atualmente, além do Dirlei que é campeão do Jungle e do Thiago Minu que está no Bellator, quais outros lutadores da sua equipe estão conseguindo ter grande destaque no MMA nacional ou mesmo até internacional?

Temos muitas promessas e realidades dentro da equipe. Sempre tenho cuidado para quando vou citar nomes não acabar esquecendo alguém importante. Temos recentemente o Felipe Grilo, que acabou de assinar com Bellator, Ricardo Mark, Edi de Castro, Gustavo Khun, Junior carvalho , entre outros que estão invictos. Temos o Vinicius de Jesus, que está nos representado nos EUA, o Fabricio Saci, que vai incomodar muito esse ano, Mauri Andrei, que está assinado com evento americano XFC, Marcia Oliveira, que está com Hofman no Jungle, e vários outros não citados aqui.

NR – Quais outros nomes que lhe ajudam no treinamento da rapaziada da Boxer?

Tenho a sorte de ter atletas de todas as maiores equipes do RS , então seria injusto citar nomes, mas tenho hoje diretamente comigo o Luiz Fernando Paboom no boxe, o Gustavo Silvestro no jiu jitsu, e Felipe Gheno, Gustavo Khun e Coradini no muay thai e kickboxing

NR – Você já declarou que nunca imaginou que chegaria tão longe como treinador. No entanto, chegou e está indo cada vez mais longe, e de forma rápida. Na sua opinião, quais são seus grandes trunfos para conseguir tamanho destaque, para ter uma equipe tão forte ?

Realmente! Nem nos meus melhores sonhos imaginaria que já teria estado em todos eventos do mundo, desde UFC até nossos eventos aqui no sul. Acredito sempre na verdade, passo isso para meus alunos todos os dias. Se está ruim, falo que está ruim. Se está bom, falo que está bom. O papel de um treinador de verdade não é omitir nada de seus comandados. Pessoas que realmente querem chegar mais longe valorizam isso é não ficam se enganando com pessoas que só falam aquilo que querem ouvir. Outra coisa é a união do grupo que tenho na Boxer MMA. Esta palavra tem um poder absurdo.

NR – A quem você agradece por ter colaborado ou que vem colaborando por esse tamanho sucesso na sua carreira?

Preciso sempre agradecer à minha família , que me deu toda base de educação que levo comigo. Às vezes chego nos lugares e vejo pessoas com atitudes arrogantes, sem cumprimentar ninguém como se fossem especiais ou já tivessem feito algo pelo esporte, coisa que nunca fizeram e também mesmo assim não justificaria estas atitudes, e isto me choca um pouco devido a ter sido sempre ensinado pelos meus país a cumprimentar e ouvir todas as pessoas com a mesma educação e paciência independente se são importantes ou não. As pessoas confundem educação com fraqueza. É claro, agradeço a todas as pessoas que já passaram na minha vida, que me deram lições boas e ruins. Rezo por todas elas. As ruins só não quero perto de mim, mas torço por elas também, já que de alguma maneira colaboram para me tornar o que sou. Às boas, não meço esforços para ter sempre ao meu lado. Aos meus mestres que me deram tudo que tenho, me deram a “vara de pescar” para eu buscar meu “alimento” e sustento, e eu claro não fiquei em casa , fui tentar me tornar o melhor pescador que poderia ,para dar a eles e a minha família o orgulho merecido.

Fabiano Montes e alguns de seus pupilos na Boxer MMA (Foto: Reprodução/ Facebook)

Fabiano Montes e alguns de seus pupilos na Boxer MMA (Foto: Reprodução/ Facebook)

Espero que os caros leitores tenham gostado da nossa matéria, de conhecer um pouco mais sobre esse grande treinador do nosso país, Fabiano Montes Doca. Na próxima semana voltaremos com mais um grande treinador deste nosso país. Aguardem surpresas.

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Pai, marido, neto, amante da família; filho de Deus; Graduando em Comunicação Social (Rádio e TV) na Universidade Federal do Maranhão; Editor chefe do Nocaute na Rede, sonha em seguir carreira na área esportiva; Redator nas seções de MMA nacional e internacional; Apaixonado por rádios, jornais, livros, podcasts, filmes, séries, comidas, esportes em geral (principalmente MMA, futebol e basquete); Praticante de MMA e muay thai;
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