TUF 18 – Progesterona VS. Tática, Preparo, Atenção, Estratégia …

Obviamente o clima entre as treinadoras Tate e Rousey continua a piorar. Convenhamos que não ajuda o fato de Ronda dizer para as cameras que se sente traida pela...

Obviamente o clima entre as treinadoras Tate e Rousey continua a piorar. Convenhamos que não ajuda o fato de Ronda dizer para as cameras que se sente traida pela maneira que é apresentada e na hora de levar sua equipe para a área de treino já enfiar o pezão na porta e berrar com a equipe Tate.

Enquanto ambas aparentam estar levando o serviço a sério, não tenho como não questionar o estilo de ambas, especialmente Ronda Rousey. Aparentemente a idéia dela é de fazer uma grande pressão psicológica contra a equipe Tate por inteiro enquanto acende a chama de batalha em sua própria equipe. Acho isso bastante arriscado. Uma coisa é esse tipo de pensamento e preparo funcionar para ela própria antes de uma luta, mas quando se começa a distribuir toda esta fúria, resultados bastante diferenciados podem acontecer, como por exemplo – equipe Tate não se impressionar e manter foco (Rousey perde) ou até mesmo se inflamarem o suficiente para se prepararem ainda mais para acabar com a equipe. Este último se torna um risco muito grande, ou ficam cegos o suficiente para perder, ou focam acima de tudo, ainda mais para ganhar. Ganhar não, … trucidar!



Em minha mera opinião, este não é nem o momento ou lugar para se dar um tiro no escuro desse tipo, essa estratégia seria muito mais eficaz se aplicada a outros competidores muito bem conhecidos e estudados. Conhecer Tate não é o suficiente. Enquanto isso, Tate parece ser o total oposto como treinadora. Enquanto Peña se preparava, a conversa foi muito menos tensa e inflamada, e o estilo de Baszler fora estudado e analisado. Me parece que este Cupcake (apelido de Meisha) tem pensado e muito! Já o preparo de Baszler foi um que, pessoalmente, não creio ser o mais eficiente por motivos já citados acima. Pensando que Penã não merecia nem mesmo participar do programa ou muito menos pisar no tatame contra ela (Baszler).

Já com tanto no ar, prestes a explodir, um verdadeiro turbilhão de informações foram apararecendo, e é nesse momento que digo, com um imenso prazer de usar saias, “adeus, Tim Gorman!”. Este fora um participante que em tempo recorde teve o seu ser odiado pelos telespectadores do programa. Na maior parte das vezes em que é citado em qualquer blog, site ou conversa que envolva sua pessoa, os adjetivos “porco chauvinista e sexista” estão lá. Enquanto perdeu tempo dizendo que uma garota nunca o colocaria em submissão, teve que expor sua própria situação a Tate: atestou o fato de que não poderia participar de luta alguma por causa de uma severa lesão na perna, o que o mandou embora mais cedo, para substitui-lo temos de volta Louis Fisette. Mas nem todas as lesões trazem boas notícias. Chris Beal também tem uma lesão na mão.

A seriedade e postura das mulheres dentro da casa, em geral, no programa tem me deixado muito orgulhosa (excluindo a briga de mulherzinha entre as treinadoras). Todas estão focadas e decididas, uma tristeza para o pobre Anthony Gutierrez que espero consiga enchergar os socos do seu oponente dentro do octógono porque fora dele, este menino está perdido em meio a tantas mulheres! Falando muito seriamente: a luta! Shayna Baszler, também conhecida como Queen of Spades (Rainha de Espadas em português), era a preferida para ganhar. Retentora de um histórico de 15-8, veteran; Julianna Peña que retém 4-2, ainda é uma novata.

Então, enquanto a Rainha subjulgou  sua oponente, Peña trouxe toda a sua força e agilidade para a luta, entrou forte com os socos até que teve Baszler onde queria – contra a grade. Dali saiu uma sequência de joelhadas. A novata realmente não esqueceu e não gostou da carta de espada que ganhou de sua oponente dentro da blusa durante a pesagem. É, esse foi um gesto grotesco e baixo de provocação vindo da “rainha” (mais uma exibição de drama feminino se formando? Ai, não!). Mesmo com tanto feito, nenhuma conseguiu completar uma submissão no tatame e o primeiro round terminou com um ar de ataque de Peña e controle de Baszler.

No segundo round houve uma série de trocas no chão. Peña em nenhum momento deixou de saber quem trabalhava melhor no chão e na trocação, mas nada a parou. A garota deu uma verdadeira lição em aproveitamento de movimentos, entrando pelas laterais, tentou mochilar e no final das contas conseguiu estrangular Baszler que acabou por entregar a luta.

Jullianna Pena venceu Baszler por finalização Foto: Divulgação UFC/TUF

Jullianna Pena venceu Baszler por finalização Foto: Divulgação UFC/TUF

Achei sensacional, Julianna se movimentou totalmente decidida, deu uma aula de aproveitamento de movimentos, pensamento rápido e muita agilidade. Todos vimos, a menina sabe muito bem como aproveitar sua altura e tudo que seu corpo é capaz de fazer, vimos uma Baszler perder o controle junto com o ar, totalmente abalada. Como falei antes: autoconfiança sim, subestimar seu oponente – Nunca!

Com a vitória, Miesha ganhou o direito de escolher a próxima luta que pra mim não foi surpresa alguma: Chris Holdsworth vs Chris Beal (sim, o da mão machucada). Isso sim é estratégia, pouco a pouco descobrir os pontos fracos de teu oponente e ataca-los. Ronda não gostou nem um pouco e entre dois ataques de raiva mostrou o seu lado lutadora mimada. Primeiro a nossa treinadora favorita (será ainda?), assumiu a derrota de Shayna de forma muito pessoal e ao ver Tate sorrir (eu também estaria sorrindo tendo uma vitória), levou para um lado nem um pouco desportista acusando Meisha de fazer a escolha da próxima luta de forma maliciosa por causa da situação de Chris Beal.

Terminamos o segundo episódio assim: surtos, drama acumulado e um sentimento de que em algum ponto Ronda vai se jogar em cima da Cupcake à qualquer momento. Eu sigo aqui, esperando que o esporte leve a melhor no final das contas. Lembrando que hoje (17) vai ao ar o terceiro episódio do TUF 18.

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Escrito por Tatiana Sperb Goldberg



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