UFC 236: O show de Holloway, Poirier, Adesanya e Gastelum

Cada lutador recebeu US$ 50 mil de bônus pelos prêmios de "luta da noite"
(Foto: Reprodução)

A noite do dia 13 de abril de 2019 ficará sempre na memória dos fãs de MMA. Não só por ter coroado dois novos campeões – mesmo que de forma interina – mas pelo desenrolar das lutas. A forma como cada lutador se entregou ao combate, duas “guerras”, agradaram principalmente aquele fã que não é ‘hardcore’. Israel Adesanya, Kelvin Gastelum, Max Holloway e Dustin Poirier fizeram tão bonito que o UFC deu dois bônus de “luta da noite”.

Técnica, queixo duro, preparo físico e muito coração, foram essas as qualidades que prevaleceram nas principais lutas do UFC 236. Os fãs presentes na State Farm Arena, em Atlanta, ficaram de pé, em êxtase pela forma como as lutas passavam diante de seus olhos.



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Israel Adesanya aplicando uma cotovelada giratória no UFC 236 (Foto: Reprodução)

Um Israel “Stylebender” Adesanya mais técnico contra um Kelvin Gastelum de um “coração enorme”. Um nigeriano resistente e um mexicano de potentes golpes precisos. Adesanya aplicou vários ‘knockdowns’, mas quase viu seu sonho de título ir por água abaixo ao tomar um belíssimo chute na cabeça. Momentos de trocação franca também fizeram parte do show, por diversas vezes, gerando muita expectativa do público pra saber quem sairia “vivo” daquele “bang-bang”.

No final, “Stylebender” conquistou o cinturão interino peso-médio e se tornou o segundo africano na história a ganhar um título do Ultimate. Enquanto isso, Kelvin cala os críticos que diziam que ele nunca seria um dos grandes da categoria de 84 quilos. Parecia que o prêmio de “luta da noite” já tinha dono, mas aí vieram Max “Blessed” Holloway x Dustin “Diamond” Poirier.

A luta que valia o cinturão interino da divisão peso-leve trouxe uma revanche, Holloway x Poirier. Em fevereiro de 2012, em sua quinta luta profissional, o havaiano fazia sua estreia no UFC. Acabou sendo finalizado pelo oponente. De lá pra cá os dois não demoraram a seguir caminhos diferente. Max seguiu nos penas até conquistar o cinturão. Poirier, em 2014, subiu para os leves. A evolução técnica e as grandes sequências de vitórias colocaram os dois frente a frente.

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Max Holloway x Dustin Poirier não economizaram na trocação aberta na luta principal do UFC 36 (Foto: Reprodução)

Foi insano, enlouquecedor, espetacular. Qualquer fã de uma boa luta utiliza adjetivos como estes para definir o que foi esse confronto. No fim, Dustin venceu, quebrou mais uma vez a boa sequência de vitórias do adversário, que dessa vez já durava 13 lutas e era a maior da atualidade no Ultimate, pegou o cinturão e agora aguarda a data para enfrentar o campeão linear Khabib Nurmagomedov. Holloway sai sem a vitória, porém ainda maior do que antes. Mostra de que são feitos campeões, porque ele é o “rei dos penas” e porque ainda vai reinar na divisão até 66 quilos, provavelmente, por muito tempo.

O fã de MMA não pode ter outro sentimento senão o de agradecer pelo que esses 4 lutadores proporcionaram naquele 13 de abril.



IBlackbelt
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Pai, marido, neto, amante da família; filho de Deus; Graduando em Comunicação Social (Rádio e TV) na Universidade Federal do Maranhão; Editor chefe do Nocaute na Rede,; Redator nas seções de MMA nacional e internacional; Apaixonado por rádios, jornais, livros, podcasts, filmes, séries, comidas, esportes em geral; MMA é uma paixão absurda; Praticante de MMA e muay thai; Crítico Social
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