UFC 250 ODDS: Melhores apostas para lucrar no evento

O card acontecerá no dia 06/06 e terá início às 20h.
UFC 250 - Amanda Nunes vs Felicia Spencer
Arte desenvolvida por Nocaute na Rede.

Fala, galera. Me chamo Gabriel Campos e sou responsável por um novo quadro no site, focado para o público que geralmente aposta e busca conseguir algum lucro nos cards do UFC. Quero deixar claro que não nos responsabilizamos por influenciar alguém a tomar alguma decisão. Farei esse tipo de conteúdo para todo evento que acontecer, e justificarei todos os pontos positivos e negativos de uma determinada aposta a ser feita, recomendando-a ou contraindicando-a.

Confira nosso resultado no evento passado: https://nocautenarede.com.br/ufc-woodley-vs-durinho-odds-melhores-apostas-para-lucrar-no-evento/



Vamos iniciar as análises sempre na sequência, das primeiras às últimas lutas. Desta forma:

Herbert Burns (1.45) vs Evan Dunham (2.80)

Com luta marcada uma semana depois de ver seu irmão brilhar no octógono, Herbert Burns tem dura missão pela frente, apesar da notável disparidade nas odds. Ele conseguiu seu primeiro nocaute na carreira contra Nate Landwehr. Herbert, assim como o irmão, se destaca na arte suave. Faixa preta de jiu-jítsu, o brasileiro é bastante oportunista no chão. Suas deficiências são o wrestling (tanto ofensivo quanto defensivo) e a trocação. No entanto, em sua estreia no UFC, Herbert demonstrou mais frieza e consciência para derrubar Landwehr, sem a afobação que vinha apresentando anteriormente.

Evan Dunham é um veterano daqueles. Profissional de MMA desde 2007, o americano ainda se mostrou um lutador “divisor de águas” em várias oportunidades, freando, fora do seu auge, lutadores como Joe Lauzon, Rick Glenn e Ross Pearson, além de ter empatado com Beneil Dariush. Evan também é faixa preta de jiu-jítsu e é decente nas demais áreas do jogo. O que está contra o americano aqui são seus 38 anos de idade + tempo parado: 1 ano e 9 meses de inatividade. Dunham também vem de duas derrotas por nocaute, apesar de não ter ido mal contra Francisco Massaranduba.

Não recomendo apostar nessa luta por algumas razões. Herbert ainda é um tanto cru. Não defende bem quedas, não tem uma boa defesa em pé e não foi testado contra um lutador consistente para passar credibilidade. Entretanto, o brasileiro tem a juventude a seu favor, e os treinos com o irmão em ascensão podem refletir uma possível melhora para este confronto. Dunham, por sua vez, se não estivesse tão enferrujado, provavelmente seria bem favorito contra Herbert. Em um duelo cheio de incógnitas, sugiro que você seja conservador e passe essa luta.

Alonzo Menifield (1.44) vs Devin Clark (2.87)

Clássico confronto de estilos: striker vs grappler. Alonzo Menifield, no UFC, nocauteou, no primeiro round, Vinicius Mamute e Paul Craig. Invicto com 9 vitórias, Menifield ainda não foi testado contra concorrência de nível, mas se mostrou um lutador bastante perigoso e explosivo. Quando dá, até arrisca um pouco de jiu-jítsu, porém, falta refinamento técnico (assista contra Otavio Lacerda).

Devin Clark é um lutador que você deve sempre desconfiar. Apesar de já ter sido testado com lutadores de elite, como Aleksandar Rakic e Jan Blachowicz, Clark muitas vezes comete erros desnecessários, que lhe custam a luta. Por outro lado, também consegue se virar em pé e pôr em prática um jogo desgastante de wrestling, com cardio bom para 3 rounds. O problema de Clark, além da inconsistência, é o tamanho. Ele é um peso meio-pesado pequeno. Isso acaba gerando desvantagem física na maioria das lutas, mas é recompensado por ganhar mais agilidade.

Menifield, um striker explosivo e perigoso, que não foi testado em alto nível, contra Devin Clark, um lutador razoável, testado, mas que não passa confiança. Menifield é mais forte fisicamente, mas eles são equivalentes na envergadura. É a receita perfeita para evitar uma luta arriscada. Vejo dois cenários: Menifield pode nocautear na base da explosão, como sempre fez, ou Clark pode impor seu jogo de pressão e cansar um lutador menos experiente por 3 rounds. Eu não tenho convicção em nenhum dos dois cenários, portanto, não pense duas vezes em passar essa luta adiante.

Jussier Formiga (2.10) vs Alex Perez (1.72)

Em um duelo interessante pela divisão dos moscas, Jussier Formiga busca retornar ao caminho das vitórias depois de perder 2 lutas seguidas. O brasileiro ajustou bastante seu jogo na American Top Team e enfileirou vários lutadores de qualidade, como Deiveson Figueiredo e Sergio Pettis, mas foi nocauteado por Joseph Benavidez. Faixa preta de jiu-jítsu, Formiga também demonstrou evolução na trocação e wrestling. Porém, em sua última luta contra Brandon Moreno, se mostrou um pouco afoito com relação à algumas decisões tomadas durante a luta, como a tentativa equivocada de guilhotina já no primeiro round.

Alex Perez mira o maior triunfo de sua carreira até então, para emendar 3 vitórias seguidas. O americano é completo: ataca e defende bem em pé, tem ótimo condicionamento físico, boas quedas, jiu-jítsu ofensivo bastante criativo e eficiente. Além disso, Perez foi 2x campeão universitário e 3x campeão estadual de wrestling. Começou a treinar wrestling com 9 anos de idade. Logo, você deve estar se perguntando: Por que esse cara não é bem mais favorito então?

Para começar, quando Perez enfrentou um lutador de nível elite no MMA, que é Joseph Benavidez, ele não passou do primeiro round (em uma luta bem esquisita, diga-se de passagem). Além disso, não se sabe como Perez trabalha o jiu-jítsu por baixo, já que não foi derrubado no UFC, ainda. Na realidade, Benavidez tem uma queda contabilizada contra Perez, mas se você assistir com calma, perceberá que foi mais uma questão de desequilíbrio do que realmente uma queda legítima. Enfim.

Perez não enfrentou um lutador com a qualidade de grappling do Formiga no mma. Por isso, as odds estão equilibradas. É bom levar em consideração que o americano é 8 anos mais novo. Tenho para mim que Perez é sólido na defesa de quedas (por conta do background no wrestling mencionado anteriormente) e arisco por baixo, no chão, mas não podemos nos basear em achismos. Apesar de eu pender para Perez por via rápida, tenho total consciência que Formiga pode entrar lá e fazer o feijão com arroz em uma luta apertada. Portanto, não recomendo apostar nessa luta.

Charles Byrd (1.57) vs Maki Pitolo (2.50)

Essa luta tem algumas informações interessantes e inusitadas. Vamos lá. Começando por Maki Pitolo, que está em #97 no ranking do tapology de melhores strikers de todos os tempos. Também não entendi, mas está lá. Pitolo, no mma, é muito dependente de suas mãos. O boxe, na parte ofensiva, é a sua maior qualidade. Ele consegue combinar muito bem socos de vários ângulos, mesclando cabeça e linha de cintura de forma eficiente e rápida. Qual é a deficiência de Pitolo na trocação? Ele definitivamente não tem dois aspectos essenciais para ser um lutador confiável: punch e defesa. Eu estou aqui para destrinchar os lutadores e a luta em si, mas se possível, assista a luta de Pitolo contra Callan Potter. Ele fez Potter parecer um ótimo striker.

Charles Byrd é um lutador decente na trocação e no jiu-jítsu. Ele se defende bem inicialmente, com a guarda alta, mas busca uns clinchs sem objetividade e gasta muita energia ali. Após sair dessas situações, Byrd não diminui tanto o ritmo, mas passa a ficar desleixado com a defesa em pé. Até aparenta ter queixo (veja contra Randall Wallace e Darren Stewart), mas parece não ter coração para sobreviver às tempestades propostas por adversários mais perigosos.

Eu estava me inclinando fortemente para apostar em Byrd neste duelo, mas o que me deixou pensativo é que Byrd já tem 36 anos. Não é mais um garotão. Some isso ao fato de estar 1 ano e 3 meses inativo. Por outro lado, inesperadamente, Pitolo aceitou essa luta na divisão dos médios, sendo que ele nem era um meio-médio grande. Byrd é mais lutador e, de fato, é favorito teoricamente, mas dadas as circunstâncias, não recomendo apostar dinheiro nesse combate.

Cody Stamann (1.36) vs Brian Kelleher (3.25)

Uma luta válida pela divisão dos galos, que está bastante desproporcional nas odds. Brian Kelleher é um lutador bastante subestimado, e talvez seja essa a principal razão para as odds terem chegado à este ponto. Kelleher tem uma trocação OK, com boas combinações utilizando as duas mãos; wrestling e jiu-jítsu razoáveis, somados à uma guilhotina mortal. O seu condicionamento físico dura 3 rounds tranquilamente.

Stamann, por sua vez, não difere muito. Tem um boxe razoável; competiu na divisão II NCAA de wrestling; seu cardio também segura 3 rounds. Mas Stamann se destaca mais pela defesa. Sua porcentagem de defesa de quedas é 87%, muito por conta de sua base ser bem pesada. Em pé, Stamann também não é alvo fixo, com 64% de defesa no striking.

Essa luta é um tanto arriscada, porque não sei se Stamann vai conseguir aplicar seu jogo de wrestling de forma confortável, tendo em vista que pode cair na guilhotina fatal de Kelleher. A luta tende a se desenrolar mais na trocação. Stamann aparenta ser um pouco melhor ali, até por conta de se defender melhor, mas mesmo assim é uma luta perigosa. Passe-a.

Ian Heinisch (1.80) vs Gerald Meerschaert (2.00)

Outra luta completamente equilibrada, que não vale a pena dissertar muito. O foco dessa matéria é direcionado para quem deseja obter as melhores oportunidades de apostas, o que não é o caso dessa luta. Sendo direto e objetivo, os dois lutadores são inconstantes. Não dá para confiar em nenhum deles de forma segura. Heinisch tem mais explosão, mas é limitado tecnicamente, além de ter caído de rendimento ultimamente. Meerschaert, pelo menos, é faixa preta de jiu-jítsu, raçudo e segura a onda na trocação, além de conseguir algumas finalizações no terceiro round. Em uma luta quase empatada nas odds, o melhor que você pode e deve fazer é passar longe dela e guardar seu dinheiro para o próximo combate que vem a seguir.

Alex Caceres (2.50) vs Chase Hooper (1.57)

Demorou, mas essa parece ser a primeira luta certeira para se colocar algum valor. Hooper, apesar de ainda ser um lutador “cru”, é um jogo péssimo para o “Bruce Leeroy”. Caceres tem uma defesa de quedas ruim, e Hooper é muito insistente nessa área. As falhas de Hooper foram demonstradas em pé, pois sua defesa é bastante desleixada. Esse é o ponto. Caceres tem apenas um nocaute (tko) nos últimos 10 anos, contra Rolando Dy, e nunca demonstrou, de fato, algum perigo em pé.

Hooper, apesar da defesa vazada, tem um jiu-jítsu muito bom e eficiente. Para dificultar ainda mais a vida de Caceres, Hooper é mais alto e tem mais envergadura. Espere que Hooper consiga finalmente uma queda e consiga uma interrupção por nocaute técnico ou finalização. A recomendação é apostar em Hooper como vencedor, com a odd 1.57.

Eddie Wineland (4.80) vs Sean O’Malley (1.20)

E vamos para aquela clássica luta de prospecto contra veterano. Essa qualificação se encaixa perfeitamente aqui. “Sugar” Sean O’Malley é um jovem em ascensão, considerado por muitos como um futuro campeão. O que se pôde notar de O’Malley, até então, foi um footwork excelente, raça, boa defesa em pé, ótimos contragolpes contundentes e e faro para nocaute. Falta ser mais testado no grappling para o mma, apesar de ter lutado no submission recentemente contra veteranos como Takanori Gomi, Hector Lombard e Gilbert Melendez. A questão do grappling, entretanto, não deve influenciar neste próximo combate.

Eddie Wineland lutou até no extinto WEC, sendo campeão em 2006. O experiente lutador tem 35 anos e não está acabado, embora não renda mais como outrora. O problema é que, desde Takeya Mizugaki, em 2016, Wineland tem feito apenas uma luta por ano, o que sugere uma maior “ferrugem” a cada aparição no octógono. Em seu último confronto, apesar de alguns sustos, conseguiu nocautear Grigorii Popov no segundo round.

Falando da luta em si, é um casamento péssimo para Wineland. O veterano que, apesar de ainda lutar em forma decente, tem uma missão complicadíssima de bater um jovem 10 anos mais novo, com vantagem de 10 cm de altura e 8 cm de envergadura. Espere uma luta divertida, com O’Malley sempre à frente, superando Wineland na base da velocidade e agilidade. Apesar do baixo retorno, caso queira complementar algum combo, O’Malley parece ser uma aposta segura. Esteja em posição de lucrar apostando em Sean O’Malley, com a odd 1.20.

Neil Magny (1.66) vs Anthony Rocco Martin (2.25)

Em uma luta bastante equilibrada na divisão dos meio-médios, Neil Magny e Tony Martin buscam entrar no top 15 do ranking. Magny é um lutador versátil, que evoluiu na trocação e passou a utilizar de forma mais consciente a sua privilegiada envergadura.  Magny vence suas lutas sem mostrar nenhuma qualidade excepcional, mas sendo mediano em tudo.

Tony Martin é um faixa preta de jiu-jítsu que mostrou uma boa evolução na renomada academia American Top Team. O americano utiliza bem os golpes retos e tem mostrado um QI de luta cada vez mais apurado. Contra Demian Maia, Martin se mostrou bastante resistente. Não recebeu aquela famosa aula que os adversários de Demian geralmente levam.

Nesse confronto, Magny terá uma vantagem de 16 cm de envergadura e 8 cm de altura. No boxe, Magny deve ter uma leve vantagem por conta dessa disparidade mencionada. O ponto é que Martin tem low kicks excelentes. Ele venceu Ramazan Emeev na base dos chutes baixos, além de ter feito uso eficiente dessa arma em seus últimos confrontos. Magny teve a perna maltratada por Lorenz Larkin e Santiago Ponzinibbio. Rafael Dos Anjos precisou apenas de um low kick bem colocado para derrubar Magny e cair por cima.

São muitas variáveis. Não acredito que um deva quedar o outro aí. A tendência é a luta se desenvolver em pé. Ambos não possuem poder de nocaute com as mãos. O combate deve ser definido nos detalhes. Repetindo, não saberemos se o boxe e a larga vantagem de alcance para Magny prevalecerá, ou se o QI de luta somado com os low kicks de Tony Martin trarão êxito ao atleta da ATT. Portanto, seja consciente e não aposte nessa luta.

Aljamain Sterling (1.90) vs Cory Sandhagen (1.90)

Dois merecedores de disputa de cinturão da divisão se enfrentarão para decidir, definitivamente, quem será o próximo desafiante. Cory Sandhagen chamou a atenção dos fãs de MMA por seu estilo criativo e dinâmico. Ele golpeia conscientemente através de diversos ângulos, com sequências contundentes. Sua defesa depende muito dos reflexos, que geralmente estão em dia. Cory também já mostrou qualidade no grappling, mas sua maior falha, até o momento, tem sido a defesa de queda. Isso não se tornou um problema, por conta de que Sandhagen é arisco demais quando derrubado, então ele logo se levanta ou dá um jeito de se embolar para não sair em desvantagem (assista contra Raphael Assunção).

Aljamain Sterling chegou com status de promessa no UFC e acabou sendo freado pelo veterano Bryan Caraway. Ele enfrentou todo tipo de teste qualificado, evoluiu e hoje acumula 4 vitórias seguidas contra lutadores de bom nível. Seu jiu-jítsu adaptado para o mma é acima da média da divisão (assista contra Cody Stamann). Os dois lutadores costumam aplicar um volume insano de golpes em suas lutas. Sterling lançou 174 golpes significativos contra Pedro Munhoz, em 3 rounds, de 350 desferidos. Já Sandhagen, contra John Lineker, lançou 120 golpes significativos de 275 desferidos. Números absurdos, se tratando de lutas de 3 rounds.

Eles se equivalerão na envergadura, mas Sandhagen terá uma vantagem de 10cm de altura. Tratando-se de trocação, Cory é mais técnico e eficiente, porém, Sterling também sabe manter uma boa distância para confundir os adversários com quedas e golpes inusitados. Na parte de grappling, Sterling leva vantagem por ter um jiu-jítsu mais técnico e perigoso, além de ter sido all-american da divisão III NCAA, mas Sandhagen já demonstrou ser arisco naquela área. No fator experiência, Sterling foi mais testado com adversários de nível.

Essa luta é tão imprevisível que apostar nela seria um erro. Até para apostar em duração de rounds (+/- 1,5, 2,5) é complexa. Cory tem joelhadas voadoras incríveis e perigosas. Sterling tira finalizações sensacionais da cartola. Nenhum dos dois aparenta ter uma vantagem muito nítida sobre o outro. Dessa forma, não é recomendado arriscar. Passe adiante.

Raphael Assunção (2.25) vs Cody Garbrandt (1.66)

Dois lutadores tops da divisão dos galos que buscam se reencontrar com o caminho das vitórias. Raphael Assunção é um tanto subestimado por não ter tanta popularidade e pelo seu jogo totalmente burocrático, que às vezes gera tédio no público. Pragmático, o brasileiro faixa preta de jiu-jítsu é completo: trocação alinhada e fechadinha, bons contragolpes e grappling eficiente, além do cardio que não deixa na mão.

Cody Garbrandt foi do céu ao inferno em pouco tempo. Após destronar Dominick Cruz em uma vitória sensacional, foi nocauteado por TJ Dillashaw  (2 vezes) e Pedro Munhoz. O americano, que acumula 3 derrotas seguidas, precisa urgentemente dessa vitória. Cody é um striker muito rápido e talentoso, que acabou pagando o preço nas 2 últimas lutas por escolhas equivocadas durante os combates.

Essa luta é mais uma daquelas traiçoeiras em que você deve passar longe se deseja obter algum lucro com o evento. Cody, se lutar de forma cerebral, tem jogo para bater o brasileiro. Caso perca a paciência novamente e tome decisões erradas, Raphael é o cara certo para explorar os erros através de contragolpes. A recomendação é passar essa luta e não colocar nenhum centavo nela.

Amanda Nunes (1.16) vs Felicia Spencer (5.50)

Finalmente, na luta principal da noite, pela categoria peso pena, a GOAT Amanda Nunes defende o cinturão contra a maior zebra do evento, Felicia Spencer. Ambas são equivalentes em altura e envergadura. A brasileira é mais completa, mais contundente, mais versátil e muito, muito mais testada. Quais as chances de Spencer?

Bom, a canadense é faixa preta de jiu-jitsu e tem muito coração. Conseguiu apanhar 3 rounds para Cyborg e não ser nocauteada, o que já é um diferencial. O problema de Spencer é que ela não tem boa trocação (apesar da faixa preta em taekwondo), não tem bom wrestling (queda mais na base da força, se embolando no clinch) e no que ela é realmente boa, Amanda é sensacional. Mas Spencer poderá vencer essa luta caso Amanda vá para encerrar logo de cara (como fez com Germaine De Randamie). Nesse combate, Amanda cansou muito rapidamente e se virou na base do grappling para vencer Germaine.

A diferença é que Spencer cansaria muito mais Amanda caso sobreviva à uma possível blitz inicial. A canadense provavelmente gostaria de ir para o chão com a brasileira cansada, mesmo caindo por baixo. Então, o jogo para Amanda se dar bem é apenas ter calma. Ela é muito mais técnica e experimentada que Spencer. Se fizer um jogo seguro, sem se desgastar totalmente colocando tudo a perder, a “leoa” é  muito favorita. Claro, ela pode dar uma blitz inicial e conseguir o que Cyborg não foi capaz: nocautear. Mas se tratando de fatos, Spencer não é carta fora do baralho. Essa luta também passarei, mas deixarei a seu critério para apostar na Amanda ou não.

E aí, quais são seus palpites e apostas para lucrar nesse evento? Interaja comigo nos comentários.

UFC 250
6 de junho de 2020, em Las Vegas (EUA)
CARD PRINCIPAL (0h, horário de Brasília):
Peso-pena: Amanda Nunes x Felicia Spencer
Peso-galo: Raphael Assunção x Cody Garbrandt
Peso-galo: Aljamain Sterling x Cory Sandhagen
Peso-meio-médio: Neil Magny x Anthony Rocco Martin
Peso-galo: Eddie Wineland x Sean O’Malley
CARD PRELIMINAR (20h, horário de Brasília):
Peso-pena: Alex Caceres x Chase Hooper
Peso-médio: Ian Heinisch x Gerald Meerschaert
Peso-galo: Cody Stamann x Brian Kelleher
Peso-médio: Charles Byrd x Maki Pitolo
Peso-mosca: Jussier Formiga x Alex Perez
Peso-meio-pesado: Alonzo Menifield x Devin Clark
Peso-casado (até 68kg): Herbert Burns x Evan Dunham

 



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