ESPECIAL PRIDE FC Nº 5: “PARCERIA” COM O UFC, ROMPIMENTO COM A FUJI TV, FIM DA SÉRIE BUSHIDO #DEZANOSSEMPRIDE #PRASEMPREPRIDE

O PRIDE continua a ter muito sucesso, decide "fechar parceria" com seu maior rival, perde acordo com emissora de TV, descontinua sua série BUSHIDO e busca ampliar seu horizonte para além da Terra Do Sol Nascente
(Foto: Venum)

Penúltima parte do especial PRIDE FC do Nocaute Na Rede. Vimos que 2004 foi muito bom para a organização, que lendas e campeões continuavam abrilhantando os cards do evento e que a série BUSHIDO trouxe novos atletas, novas categorias de peso e novos horizontes ao PRIDE. Será que 2005 seria tão empolgante como o ano anterior? A resposta é sim. Dez eventos foram realizados naquele ano com mais um torneio acontecendo (a prática anual seria adotada como “padrão” pelo PRIDE). Tivemos novos campeões em novas divisões de peso e a estreia de muitos grandes nomes na organização.

Fabrício Werdum, David “Tank” Abbott, Daniel Acácio, Denis Kang, Josh Thomson, Pawel Nastula, Pedro Rizzo, Phil Baroni, Tatsuya Kawajiri, Tsuyoshi Kohsaka, Luiz Azeredo, Yves Edwards e muitos outros eram recebidos pela primeira vez nos ringues do PRIDE, mas o ano foi também de consagração para as já conhecidas estrelas do evento como Wanderlei Silva e Fedor Emelianenko. 2005 foi ano de mais um torneio, com pesos-médios em jogo, além da coroação dos primeiros campeões dos leves e meio-médios. No peso médio, Maurício “Shogun” venceu Ricardo Arona nas finais faturando apenas o Grand Prix, já que Wanderlei Silva manteve-se como campeão daquela divisão.

Maurício “Shogun” Rua, campeão do Grand Prix dos pesos médios do PRIDE em 2005 (Foto: Tapology)

Nos pesos-pesados, Fedor Emelianenko defendeu seu cinturão contra Mirko “Cro Cop” Filipovic no PRIDE Final Conflict 2005 em Agosto mas os pesos-pesados não figuraram em nenhum torneio. No final do ano, durante o PRIDE SHOCKWAVE 2005, Wanderlei Silva defendeu seu cinturão dos médios contra Ricardo Arona em uma revanche e Takanori Gomi e Dan Henderson eram coroados campeões dos pesos leves e meio-médios respectivamente, nas finais de um torneio que se iniciou no PRIDE BUSHIDO 9, em Setembro. Gomi venceu Hayato “Mach” Sakurai e Dan Henderson venceu Murilo Bustamente nas finais, realizadas na véspera de Ano Novo.

Véspera esta que foi o dia “escolhido” para uma das brigas extra-ringue mais célebres da história do MMA: O americano Charles “Krazy Horse” Bennett envolveu-se em uma briga com os atletas da Chute Boxe, mais precisamente Wanderlei Silva e Cristiano Marcello. Após insultar Wanderlei, Bennett dirigiu suas ofensas à Cristiano, que prontamente se defendeu. Bennett correu para cima de Marcello, ambos trocaram socos mas o brasileiro colocou o americano para dormir com um triângulo até apartarem os dois. Esta briga foi filmada pela Chute Boxe. Bennett alegou ter nocauteado Wanderlei Silva durante a briga mas isto não foi capturado em filme.

2006 chegou e com ele muitas estrelas, além do primeiro Grand Prix de Peso Absoluto da organização. Cristiano Marcello, Cyrille Diabaté, Eric “Butterbean” Esch, Gegard Mousasi, Gilbert Meléndez, Evangelista “Cyborg” Santos, Hatsu Hioki, Hector Lombard, Robbie Lawler e Shinya Aoki foram alguns dos grandes nomes a estrear pela organização. Neste ano, a DSE anunciou algo grande para o PRIDE: realização de eventos conjuntos com o UFC, no qual lutadores poderiam atuar pelas duas organizações e que eventos mistos pudessem ser realizados. Mas Dana White, presidente da Zuffa, rechaçou planos futuros por “achar difícil negociar com japoneses”.

Em Junho de 2006, a Fuji TV terminou seu contrato com o PRIDE alegando quebra de cláusula pela DSE, deixando a organização apenas com a SKYPerfect, uma emissora em formato pay-per-view. Isto comprometeu seriamente as finanças da organização e colocou a reputação da DSE em cheque, com tablóides japoneses especulando que a DSE tinha envolvimento com a Yakuza e que eram eles quem dominavam a administração do PRIDE. A agenda do evento não foi modificada, no entanto. Todos os eventos agendados foram realizados com sucesso, incluindo um em Las Vegas, o PRIDE 32, primeiro evento fora do Japão.

Pôster do PRIDE 32, primeiro evento realizado fora do Japão, em Las Vegas, Nevada (Foto: MMA Fighting)

O PRIDE tinha intenção de ter o célebre boxeador americano Mike Tyson em um de seus eventos, encarando um atleta do roster do PRIDE sob regras do boxe, mas como Tyson era impedido de lutar no Japão por causa de seus registros criminais, a idéia era realizar em outro país, como a China. Esse plano não deu certo por questões administrativas… Em Novembro, o PRIDE anunciou o fim da série BUSHIDO mas insistiu que manteria suas divisões de peso menores, mas que os combates seriam agregados a cards de eventos normais (numerados) do PRIDE.

Quanto aos eventos, tivemos duas lutas de título, nas categorias dos pesados e leves, tendo manutenção de título para Fedor Emelianenko e Takanori Gomi. Gomi venceu Marcus Aurélio pelo PRIDE BUSHIDO 13 e Fedor venceu Mark Hunt pelo PRIDE SHOCKWAVE 2006. 2006 foi o ano que o PRIDE realizou seu primeiro (e último) Grand Prix de Peso-Absoluto além de um torneio dos meio-médios. Mirko “Cro Cop” Filipovic venceu o torneio de Peso-Absoluto despachando Josh Barnett nas finais pelo PRIDE: Final Conflict Absolute 2006 e no torneio dos meio-médios Kazuo Misaki foi o vencedor, derrotando Denis Kang no PRIDE BUSHIDO 13.

Mirko “Cro Cop” Filipovic e Kazuo Misaki, campeões dos torneios Absoluto e Meio-Médio do PRIDE (Foto: Montagem)

2006 terminou com saldo bom para o PRIDE mas a perda de contrato com a Fuji TV foi um baque enorme para a organização. 2007 estava chegando, e Sakakibara pela primeira vez sentiu-se acuado e com medo de empreitadas futuras… Dificuldades financeiras, crescimento do UFC… Sakakibara tinha de tomar uma decisão e rápido. Pensou em novos torneios, novos formatos, novos eventos… Mas os planos começavam a falhar. Tudo parecia estar ruindo diante de suas mãos até um grupo de magnatas investidores dos EUA apareceram e quiseram ressuscitar a marca… Será que esse plano daria certo? Quem eram esses magnatas? Descubra amanhã, no grand finale do Especial PRIDE!



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Paulistano, São Paulino, baterista, perito em TI, fanático por lutas e viciado em games. Colunista e redator Nocaute Na Rede.
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